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09/11/15

Lopetegui: "Tivemos uma grande mentalidade"


Uma boa exibição, uma vitória justa (2-0), mas curta tendo em contas as várias e claras oportunidades que o FC Porto dispôs para construir um resultado mais robusto. Foi desta forma que Julen Lopetegui resumiu o jogo deste domingo frente ao Vitória de Setúbal, em que desde cedo os Dragões tomaram de assalto a baliza de Lukas Raeder, mas só chegaram ao primeiro golo aos 70 minutos.
Já sabíamos que iriamos defrontar uma boa equipa, organizada, que tem 16 golos marcados, que nos ia criar dificuldades. A diferença foi que demorámos muito a acertar na baliza depois de muitas ocasiões de que dispusemos. Quando não se marca, os jogadores podem ficar nervosos e até ansiosos, mas a equipa soube manter a serenidade, ter uma boa postura e uma grande mentalidade e acabou por marcar dois golos, afirmou o técnico espanhol em declarações no final do encontro da décima jornada.
Para Lopetegui, a falta de eficácia marcou a diferença entre as duas metades da partida, porque a equipa foi forte tanto na primeira como na segunda: Nos primeiros 45 minutos, jogámos com muita velocidade, corremos muito, tivemos 60 por cento de posse de bola, só nos faltou acertar na baliza. Fizemos um jogo muito bom em todos os aspectos, a equipa fez tudo o que tinha que fazer para vencer e, com a ajuda dos adeptos, conseguimos mais um triunfo importante e merecido, destacou o técnico espanhol, para quem o Estádio do Dragão soube dar a energia que a equipa precisava e que, no futuro, vai continuar a precisar para continuar a ganhar jogos.
O momento de forma de Aboubakar e Miguel Layún, os autores dos golos portistas, também mereceu um comentário do técnico espanhol. Todos sabemos o que os golos significam para os avançados, mas o Aboubakar é útil para a equipa mesmo quando não os marca, porque ajuda a encontrar outros caminhos para o golo. O Layún é um jogador com quem estamos encantados, pela energia, pela entrega e pela qualidade que nos dá, sublinhou Lopetegui.
Nesta 15.ª jornada da Liga NOS, os Dragões alargaram para 16 a série de partidas consecutivas sem sofrer golos em casa e bateram um recorde que durava desde 1994, quando Sir Bobby Robson era o treinador dos Dragões. O técnico basco voltou, no entanto, a desvalorizar os números, porque não dão pontos: Temos que continuar a trabalhar, a melhorar, temos muito caminho e muito trabalho pela frente, acrescentou.
No final da conferência, Julen Lopetegui foi ainda desafiado a comentar o episódio registado no jogo da jornada passada da Liga, entre o Sporting e o Estoril, em que Jorge Jesus se dirigiu ao quarto árbitro. Eu sou treinador de futebol e o desporto tem valores concretos e muito importantes. Se há algo para se investigar, que se investigue. Os valores mais importantes do desporto são a honestidade e a competição limpa. Não tenho dúvidas disso.

Aboubakar e Layún fizeram cumprir a tradição


A baliza do Vitória de Setúbal​ chegou a parecer protegida por uma mão divina, tal a quantidade de oportunidades que os Dragões desperdiçaram, mas, com golos de Aboubakar (70 minutos) e Layún (84), o FC Porto venceu os sadinos por 2-0 e manteve-se assim no segundo lugar da Liga NOS (21 pontos), na perseguição ao líder Sporting. Cumpriu-se assim a tradição, já que este foi o 26.º encontro consecutivo com os setubalenses que os portistas venceram e o 67.º triunfo em 79 encontros na casa azul e branca, para a Liga. Para além disso, o FC Porto já vai em 1475 minutos (16 jogos completos) sem sofrer golos em casa para o campeonato e leva 19 partidas consecutivas sem perder em todas as competições, num registo que já vem da época passada.
Os Dragões recebiam uma equipa que não podia ser desvalorizada numa análise minimamente rigorosa: o Vitória de Setúbal chegou ao Dragão no oitavo lugar da Liga (14 pontos) e com possibilidade de chegar ao quinto, com apenas uma derrota e tantos golos marcados como os Dragões (16), nove deles fora de casa (só Sporting e Rio Ave fazem melhor). Para além disso, registam mais vitórias fora (duas) do que em casa (uma) e estavam há três jogos sem sofrer golos. Por isso, Julen Lopetegui promoveu apenas uma alteração no onze face à vitória em Israel, frente ao Maccabi Telavive: André André cedeu o lugar ao recuperado Brahimi, tornando, no papel, a equipa mais ofensiva. E atacar foi aquilo que os portistas mais fizeram durante os 90 minutos.
Os setubalenses apresentaram-se no Dragão em 4-4-2 e com uma nítida intenção de pressionar o adversário em zonas altas e de jogar em todo o campo. Porém, as intenções apenas surtiram efeito nos primeiros 15 minutos. Depois, registou-se uma verdadeira avalanche de futebol ofensivo dos azuis e brancos, que circularam quase sempre bem a bola, procuraram os flancos e as zonas interiores e remataram de várias posições, sem nunca conseguir bater Raeder no primeiro tempo. Foram nove oportunidades claras de golo durante os primeiros 45 minutos, em que o FC Porto teve 72 por cento de posse de bola e rematou por 11 vezes, contra duas do adversário. Aboubakar acertou na barra logo aos seis minutos - depois de em Israel ter acertado por duas vezes nos postes -, mas a primeira parte terminou com um verdadeiro tiro ao boneco dos Dragões e o guarda-redes Raeder a deter espectacularmente um remate de fora da área de Layún.
Os portistas eram muitíssimo superiores, mas parecia faltar um qualquer pozinho para chegar ao golo. No recomeço, André André surgiu no lugar de Rúben Neves, certamente não porque o capitão (que tinha visto amarelo) estivesse a jogar mal, mas para dar mais poder de fogo e criatividade ao meio-campo, em que Danilo ficava agora sozinho nas missões mais defensivas. O sentido do jogo manteve-se inalterado, com o FC Porto a exercer uma enorme pressão sobre os forasteiros, que sentiam muitas dificuldade em sair do último terço do campo. Aos 59 minutos, Osvaldo substituiu Evandro e reforçou o ataque azul e branco - a partir deste momento, as linhas azuis e brancas subiram ainda mais, com a defesa a jogar junto à linha de meio-campo e o Vitória de Setúbal a recuar, deixando um enorme espaço entre a linha média (que se juntou à defesa) e o ataque.
O golo portista parecia tão lógico que se percebia bem a inquietação da equipa e do público por ele não surgir. Mas os Dragões nunca perderam a identidade nem cederam à tentação de despejar bolas para a área contrária. E, aos 70 minutos, após uma mais uma troca de bola à procura de espaço na área contrária, Layún lá descobriu Aboubakar no centro da área e o camaronês apontou o seu quinto golo na Liga e oitavo na temporada, quebrando assim a malapata que o vinha impedindo de traduzir em golos as boas exibições. Layún, indiscutível MVP do encontro, ainda fez o 2-0, aos 84, com um belo remate após cruzamento de Maxi. Foi o segundo encontro consecutivo em que o mexicano fez o gosto ao pé.

24/01/13

FC Porto ganha em Setúbal


O F. C. Porto igualou o Benfica no topo da Liga, ao vencer esta quarta-feira em Setúbal, por 3-0, num jogo em atraso da 12.ª jornada. Jackson Martínez marcou os dois primeiros golos dos dragões e Lucho fechou a contagem. Veja os lances do jogo.
O marcador foi aberto logo aos nove minutos, num penálti convertido pelo avançado colombiano, após uma falta sofrida na área sadina por Varela.
O V. Setúbal equilibrou a partida a seguir, mas Helton não permitiu que Meyong igualasse, na única grande oportunidade da equipa da casa. Na segunda parte, Pedro Proença expulsou, por acumulação de cartões amarelos, dois jogadores dos anfitriões (Bruno Gallo, aos 78 minutos, e Jorginho, aos 85), e o F. C. Porto partiu para uma vitória gorda.
Jackson fez o 2-0, aos 87 minutos, com um golo que lhe permitiu isolar-se na lista de marcadores do campeonato (14 tentos) e Lucho González estabeleceu o resultado final, já nos descontos.


FICHA DE JOGO

Vitória de Setúbal-FC Porto, 0-3
Liga portuguesa, 12.ª jornada
23 de Janeiro de 2013
Estádio do Bonfim, em Setúbal
Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)
Assistentes: Tiago Trigo e André Campos
Quarto árbitro: Hélder Malheiro

VITÓRIA DE SETÚBAL: Kieszek; Pedro Queirós, Miguel Lourenço, Jorge Luiz e Nélson Pedroso; Paulo Tavares, Bruno Amaro (cap.) e Bruno Turco; Jorginho, Meyong e Pedro Santos
Substituições: Pedro Santos por Cristiano (60m), Paulo Tavares por Bruno Gallo (70m) e Meyong por Bruninho (88m)
Não utilizados: Caleb, Amoreirinha, José Pedro e Ney Santos
Treinador: José Mota

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); Kelvin, Jackson e Varela
Substituições: Kelvin por Maicon (intervalo), Varela por Sebá (70m) e Defour por Castro (81m)
Não utilizados: Fabiano, Quiño, Abdoulaye e Tozé
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Jackson Martínez (9m, pen., e 86m) e Lucho (90m+1)
Cartões amarelos: Miguel Lourenço (8m), Jorginho (31m e 84m), João Moutinho (34m), Cristiano (64m) e Bruno Gallo (75m e 78m)
Cartões vermelhos: Bruno Gallo (78m, por acumulação de amarelos) e Jorginho (84m, por acumulação de amarelos)


Video:

07/11/06

Comentário ao jogo em Setúbal pelo site oficial

A tradição imperou no Bonfim e surgiu de rompante, avassaladora e impetuosa. Aliás, esta apressou-se a chegar e, em apenas seis minutos de jogo, o F.C. Porto já tinha festejado duas vezes, fruto da velocidade estonteante com que se prontificou em recordar a história dos últimos confrontos entre as duas formações. O início foi intenso e pareceu o mais doce dos fins, porém o triunfo azul e branco (0-3) pecou por escasso.

Jesualdo Ferreira apostou numa alteração em relação ao encontro com o Hamburgo, Jorginho no lugar de Raul Meireles, e saiu a ganhar. O F.C. Porto entrou veloz, pressionante e quando a equipa sadina deu por si já perdia por 2-0. Aos 4 minutos, Quaresma recebeu a bola sobre a esquerda, driblou entre dois a adversários e de trivela encontrou Lisandro, que ao segundo poste limitou-se a encostar. Excelente o lance desenhado pelo extremo portista que, sempre que acelerava, deixava completamente desconcertada a defesa sadina.

Velocidade foi de facto a palavra de ordem, já que em apenas dois minutos os Campeões Nacionais aumentaram a vantagem no marcador. Ao minuto 6, Jorginho descobriu ao centro Hélder Postiga, que com corpo simulou sobre um adversário e fez o 2-0. Muita serenidade demonstrada pelo avançado azul e branco, que soube escolher o momento exacto para finalizar. A intensidade, a pressão e o ritmo forte com que os Dragões iniciaram o desafio desorientou por completo o V. Setúbal, que só no final da primeira parte conseguiu assentar o seu jogo.

A segunda parte foi mais aguerrida. A equipa visitada procurou responder e assumiu uma maior combatividade na disputa dos lances e maior rapidez na abordagem à partida. Porém, o domínio manteve-se sob contornos azuis e brancos. Sempre que o F.C. Porto acelerava, o pânico descia sobre o conjunto sadino que revelava extremas dificuldades para contrariar a superioridade portista. Aos 57 minutos, Bosingwa assistiu Postiga que, na pequena área, viu a bola caprichosamente sair por cima da barra. As ocasiões sucediam-se, mas curiosamente foi de bola parada que surgiu a sentença do desafio. Ricardo Quaresma, de livre directo e quase sem balanço, rematou em arco para o fundo da baliza de Nelson. Indefensável o remate do português. Pareceu fácil a execução, tal a precisão da trajectória que o esférico descreveu.

Até ao fim, assistiu-se a uma autêntica avalanche de lances de perigo na área do V. Setúbal, contudo a resultado não se alterou. A vitória é justa, mas talvez merecesse uma outra expressão. Quanto à tradição, essa manteve-se.