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09/05/16

Título festejado com vitória no clássico


Fez-se história no futebol português neste 8 de maio: o FC Porto B sagrou-se campeão da Ledman LigaPro e tornou-se a primeira equipa B a vencer uma competição profissional em Portugal. Este feito inédito, que na Europa só tem paralelo com o do Real Madrid B em 1983/84, foi alcançado este domingo, à hora de almoço, no sofá, com o empate do Desportivo de Chaves em Portimão, e festejado no Estádio de Pedroso com uma vitória categórica por 3-1 sobre o Benfica B, na penúltima jornada da competição. Diogo Verdasca, João Graça e Rúben Dias, na própria baliza, marcaram os golos dos Dragões que, com 83 golos marcados, estão a apenas dois de distância se tornarem o melhor ataque da história das equipas B.
Com o presidente do FC Porto Jorge Nuno Pinto da Costa presente nas bancadas bem compostas do Estádio de Pedroso, não foi necessário esperar muito para se ver o primeiro golo da tarde. Na sequência de um canto cobrado por Graça, Diogo Verdasca cabeceou para o 1-0 (11m) e começou a materializar cedo no marcador o domínio exercido pelos portistas em campo desde o primeiro minuto diante de um adversário que revelava muitas dificuldades em chegar com perigo à baliza azul e branca. E foi precisamente num lance de bola parada que o Benfica B dispôs de uma oportunidade flagrante para chegar ao empate, num penálti que só o árbitro João Pinheiro conseguiu descortinar, mas que José Sá, com uma enorme defesa, impediu que se transformasse em golo (22m). A resposta do FC Porto B não podia ter sido melhor, porque logo três minutos depois, Graça, à entrada da área, recebeu uma bola de um canto e atirou forte e colocado para o sexto golo na temporada.
Já perto do final da primeira parte, o Benfica B reduziu a desvantagem por intermédio de Dawidovicz e esperava-se se apresentasse na segunda determinado em busca do empate e de, pelo menos, um ponto tão necessário para a fuga à despromoção ao Campeonato Nacional de Seniores. A verdade é que os Dragões voltaram a entrar melhor e chegaram ao 3-1 bem cedo, com a ajuda de um autogolo de Rúben Dias (54m), dando início a uma segunda parte em que continuaram a ser donos e senhores do jogo, com mais ataques, mais remates, mais cantos, mais posse de bola e várias oportunidades para construir um resultado mais avolumado. Do outro lado, os lisboetas pouco fizeram para contrariar a superioridade do FC Porto B que se acentuou quando se viram em desvantagem numérica por culpa da expulsão de Dawidovicz por acumulação de cartões amarelos (66m). A partir daí, o jogo teve um sentido único até o árbitro apitar para o final e para o (re)início da festa portista que culminou com a entrega da taça ao capitão Francisco Ramos por parte do presidente da Liga de Clubes, Pedro Proença.

FICHA DE JOGO

FC PORTO B 3 BENFICA B 1

Segunda Liga, 45ª jornada

8 de maio de 2016

Estádio de Pedroso, em Vila Nova de Gaia

Árbitro: João Pinheiro (Braga)
Assistentes: Nelson Moniz e Nuno Eiras
Quarto árbitro: Tiago Leandro

FC PORTO B: José Sá; Víctor García, Palmer Brown, Verdasca e Rodrigo; Francisco Ramos (cap.), Graça e Tomás Podstawski; Ismael, Gleison e Leonardo
Substituições: Ruben Macedo por Leonardo (67m), Omar por Tomás Podstawski (80m) e Rui Moreira por Rodrigo (85m)
Não utilizados: João Costa (g.r.), Cláudio, Fede Varela e Sérgio Ribeiro
Treinador: Luís Castro

BENFICA B: Miguel Santos; Nélson Semedo, Alfaiate, João Nunes (cap.) e Rúben Dias; Pawel Dawidowicz, Pedro Rodrigues e João Carvalho; Hildeberto, Diogo Gonçalves e Dálcio Gomes.
Substituições: Saponjic por Pedro Rodrigues (34m), Gilson Costa por Hildeberto (69m) e Sancidino por Diogo Gonçalves (82m)
Não utilizados: Ivan Zobin, Vitalii Lystcov, Yuri Ribeiro e Francisco Ferreira
Treinador: Hélder Cristóvão

Ao intervalo:: 2-1
Marcadores: Verdasca (11m), Graça (22m), Pawel Dawidowicz (38m), Rúben Dias (54m, p.b., o.g.)

Disciplina: cartão amarelo a Tomás Podstawski (20m), Hildeberto (30m), Pawel Dawidowicz (46m e 66m), Diogo Verdasca (50m), Graça (58m); cartão vermelho a Pawel Dawidowicz (66m)

05/05/13

Manuel Serrão: «Título do Benfica será ganho à Capela»

Depois do comentário de João Gabriel e das "denúncias" ao que o Benfica chama de "campanha baixa, insinuosa e imoral" - após as críticas do FC Porto para com a arbitragem de João Capela no Benfica-Sporting (2-0) -, foi a vez de Manuel Serrão se pronunciar. O conhecido adepto portista considera que o Benfica está a tentar "branquear um título ganho à Capela", numa alusão à arbitragem de João Capela, no dérbi com o Sporting.
"O Benfica já percebeu que os portugueses perceberam que o título será ganho à Capela. Ou seja, com uma grande contribuição dos árbitros. O Benfica está a tentar branquear essa situação, para tentar devolver dignidade de um título que ainda não ganhou", disse, citado pela Rádio Renascença.
Para Manuel Serrão, João Gabriel fez bem em não admitir perguntas, porque o responsável encarnado "não teria respostas para dar".
O empresário ainda tem esperança na revalidação do título do FC Porto, mas "com situações como a que vimos na Luz (...) é uma esperança ténue".

07/03/13

Vítor Pereira: "Queremos o título nacional"

Vítor Pereira  espera um jogo difícil frente ao Estoril, que elogiou, mas diz que é uma partida para ganhar, porque o primeiro objectivo da época é o tricampeonato. E nem o empate em Alvalade retira orgulho à equipa e optimismo para a recta final da temporada.

Que tipo de abordagem se impõe frente ao Estoril?
Uma abordagem séria, de quem quer ser campeão nacional, de quem quer revalidar o título, frente a uma equipa que tem feito um excelente campeonato. Provavelmente, uma das equipas mais perigosas do nosso campeonato a sair em transições ofensivas. Bem organizada na defesa e depois com jogadores que saem com critério na transição ofensiva, obrigando-nos a estar muito concentrados no momento da perda de bola, que nos obriga a estarmos curtos, bem posicionados e estou à espera de um jogo complicado, mas um jogo para ganhar.

Estamos a entrar numa fase decisiva do campeonato, sente a equipa empenhada e comprometida com o objectivo de voltar ao primeiro lugar e consequentemente revalidar o título?
É claro que sim, independentemente do resultado do jogo em Alvalade, teríamos obrigatoriamente de ganhar o jogo com o Estoril. O Estoril é o próximo obstáculo que está entre nós e o título nacional. O título nacional foi o nosso objectivo desde o início e nada se alterou em função do último resultado. Continuamos a ter de ganhar o próximo jogo e a depender única e exclusivamente de nós próprios para garantirmos o objectivo da época. Nada se alterou com os dois pontos que perdemos. A única coisa que se alterou momentaneamente foi a perda da liderança.

Vítor Pereira disse que não se podia perder pontos, está desiludido com o resultado de Alvalade?
Quem está cá dentro está habituado a ganhar. Não viram a minha equipa com postura de quem quis empatar. Viram uma equipa que quis ter bola, que quis dominar o jogo, que quis ter iniciativa e que apenas não concretizou-se – tivesse concretizado as primeiras quatro oportunidades do jogo, que foram nossas, tudo seria diferente. Vocês viram um FC Porto dominante, agressivo, mas que no último terço não conseguiu concretizar, não conseguiu dar sequência ao nosso jogo ofensivo. Mas não viram uma perda de identidade, nós fomos o que somos sempre. Queremos ter bola, queremos dominar, queremos tirar a bola ao adversário para fazer golos. Não conseguimos fazer golos, foi o único senão. Não fiquei desiludido. Quando perdemos pontos não ficamos satisfeitos, nem eu nem a equipa, mas não desiludido.

Acha que houve relaxamento?
Eu vi a minha equipa com a mesma postura que ter tido em todos os outros jogos. Uma equipa que quer bola para fazer golos, uma equipa que é agressiva no momento da perda de bola, uma equipa que é pressionante, uma equipa que obriga os nossos adversários a jogar no seu meio-campo. Nós jogámos 90% do tempo instalados no meio-campo do Sporting. Tivemos a nossa identidade bem definida, mas não estamos satisfeitos, porque não conseguimos marcar. Não podemos relaxar num momento destes, mas há jogos em que a inspiração é maior do que noutros e há mérito do adversário a defender. O Sporting teve mérito a defender, gosto de valorizar quem tem iniciativa, quem não especula no jogo, quem não está à espera e nós fomos isso, uma equipa que quis dominar o jogo, que quis impor o seu futebol e sinto muito orgulho por a minha equipa queira impor o seu jogo e o faça.

O que achou das declarações de Fernando, que mostra insatisfação por não ser chamado à selecção do Brasil e pretender um campeonato com maior visibilidade?
O que é que eu posso dizer, respeito as opções do seleccionador brasileiro, também não quero que ele venha falar do meu trabalho, agora eu considero que o FC Porto tem jogadores com qualidade e experiência para serem seleccionados, disso eu não tenho dúvidas absolutamente nenhumas.

O empate de Alvalade pode voltar a lançar dúvidas sobre o seu trabalho...
Sinto que estamos a fazer bem o nosso trabalho, que temos uma equipa com identidade própria, uma equipa que gosta de impor o seu jogo, que gosta de atacar, gosta de tirar a iniciativa ao adversário. Esse ADN é uma patente que está registada e isso orgulha-me. Se não viemos com os três pontos foi porque o Sporting defendeu muito bem e não tivemos inspiração para fazer um golo.

A ausência de João Moutinho perturba a qualidade de jogo da equipa?
O Moutinho e o Mangala são jogadores que estão de fora, são jogadores que são importantes, como todos os do plantel. Eu acredito no colectivo e acredito em todos os jogadores do meu plantel.

Este FC Porto sem Moutinho é um carro de menor cilindrada?
Eu de carros sou zero, de futebol o que eu sei é que a minha equipa funciona pelo colectivo. É claro que cada jogador com o seu talento, acrescenta à equipa. A nossa dinâmica, o nosso trabalho é o mesmo, mas também acreditamos que o talento individual também é importante.

Há o risco frente ao Estoril de os jogadores não estarem focados no jogo e a pensar no Málaga?
Não estou minimamente preocupado com isso. Definimos internamente que o grande objectivo é a revalidação do título. Não vamos jogar com o Estoril a pensar no Málaga, vamos jogar com a equipa que neste momento nos dá mais garantias de ganhar. E o Estoril, volto a repetir, é o próximo obstáculo que está entre nós e o título nacional e nós queremos o título nacional. Desengane-se quem neste momento pensar que o título está atribuído a outro clube, porque nós estamos aqui para revalidar o título.

FC Porto e Benfica vão perder pontos até ao clássico?
O jogo dos adversários não nos preocupa, porque acreditamos no nosso trabalho e no nosso sucesso, não preciso de estar aqui a pensar no insucesso dos outros, não faz parte do nosso carácter. Não acredito que equipas que estão a lutar pela manutenção tenham menos motivação que equipas que estão a lutar pela Europa. Acredito na dificuldade de cada jogo e o nosso é já na sexta-feira, queremos apresentar-nos ao nosso melhor nível. O Estoril cria dificuldades a qualquer equipa, bem organizado, com qualidade individual e colectiva.

04/04/11

Ficha de Jogo: Benfica 1 FC Porto 2

Liga 2010/11, 25.ª jornada
3 de Abril de 2011
Estádio da Luz, em Lisboa

Árbitro: Duarte Gomes (AF Lisboa)
Assistentes: Tiago Trigo e Pedro Garcia
Quarto árbitro: Paulo Baptista

BENFICA: Roberto; Airton, Luisão, Sidnei e Fábio Coentrão; Javi García, Sálvio, Aimar e Gaitan; Saviola e Jara
Substituições: Aimar por César Peixoto (46m), Jara por Cardozo (46m) e Airton por Jardel (62m)
Não utilizados: Suplentes: Moreira, Roderick, Felipe Menezes e Kardec
Treinador: Jorge Jesus

FC PORTO: Helton «cap.»; Fucile, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, Guarín e João Moutinho; Varela, Falcao e Hulk
Substituições: Varela por Belluschi (74m), Falcao por Maicon (74m) e Guarín por Cristian Rodríguez (82m)
Não utilizados: Beto, James, Sapunaru e Rúben Micael
Treinador: André Villas-Boas

Ao intervalo: 1-2
Marcadores: Guarín (9m), Saviola, (18m, g.p.) e Hulk (27m, g.p.)
Disciplina: cartão amarelo para Aimar (3m), Airton (14m), Otamendi (17m e 70m), Fábio Coentrão (22m), Roberto (26m), Fucile (32m), Javi García (68m), Alvaro (82m), Jardel (89m) e João Moutinho (95m); cartão vermelho, por acumulação de amarelos, para Otamendi (70m) e directo para Cardozo (87m)


Fotos em:
http://www.fcporto.pt/AdeptosFanzone/GaleriasFotos/Jogos/gal_slbfcp_030411.asp

André Villas-Boas: Estes jogadores têm um talento fora do normal

Na hora de celebrar a conquista do 25.º título, André Villas-Boas fez uma dedicatória especial aos jogadores. O treinador sublinhou a exibição espectacular dos Dragões no estádio do Benfica e destacou ainda outra mensagem: Há muita coisa que este grupo quer continuar a atingir.

Sentimento de adepto
O adepto persiste acima de qualquer coisa. O sentimento é o mesmo, sendo que trabalhar com um grupo assim é excelente. Eles batalharam para mostrar realmente quem é a melhor equipa, quando vocês insistem em acreditar em mentiras. No campo mais difícil, criamos um número espectacular de oportunidades. O Benfica tem sorte em não sair daqui goleado. É assombroso o que fizemos hoje.

Grito de revolta
Quem é a melhor equipa? Quem joga melhor à bola? Isso ficou provado aqui. Demos um grito de revolta contínuo, que nos ajudou a ser campeões, porque os jogadores estimularam-se com estas falsas mensagens propagadas continuamente.

O futuro
Falta muito campeonato e queremos continuar a pontuar. Há muita coisa que este grupo quer continuar a atingir. Ficou provado que a final da Taça não está assim tão longe como isso. Ainda podemos deitar-lhe a mão.

Liderança tranquila
Estes jogadores têm um talento fora do normal. Quero acreditar que sou simplesmente um líder tranquilo. O mérito tem de ser dados a todos, começando pelo presidente, que talvez tenha conseguido aqui uma das suas vitórias mais saborosas. Todos merecem parabéns, desde o departamento médico ao departamento de observação, liderado pelo Daniel Sousa, aos roupeiros e a toda a gente que trabalha no FC Porto e na SAD. Vai ser uma noite longa e com liberdade total. Amanhã é folga completa.