05/10/07

Stepanov: «O nosso pensamento só passa pelo triunfo»


Após a estreia de ontem na UEFA Champions League, Stepanov protagonizou esta quinta-feira, também pela primeira vez, uma «super flash», traçando a antevisão do jogo frente à Académica, na qual frisou o desejo do F.C. Porto de triunfar em Coimbra e assim vincar o primeiro lugar da Liga 2007/08.
Naturalmente feliz com a vitória sobre o Besiktas, o defesa-central lembrou, no relvado do Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, que o sucesso dos Dragões, tanto em Portugal como na Europa, é normal, e assegurou, entre outras ideias que desenvolvemos nos parágrafos seguintes, que a equipa não vai relaxar para o encontro da 7ª jornada do campeonato.


O F.C. Porto está a jogar bem, tanto em Portugal como na Europa, e este sucesso é normal para o clube. Já estávamos à espera de um ambiente daqueles na Turquia e sabíamos que o Besiktas tinha uma boa equipa e jogadores de qualidade, mas conseguimos fazer uma exibição que, embora talvez não tenha sido das mais vistosas, nos permitiu conquistar os três pontos.
Ainda é muito cedo para falar em conquistar a UEFA Champions League. Antes de mais, temos de nos qualificar para a próxima fase, que é, para já, o objectivo mais importante. Acredito termos boas hipóteses para marcar presença nos oitavos-de-final, mas ainda faltam quatro jogos.
Temos de pensar no próximo jogo como o mais importante e estou certo de que vamos a Coimbra para ganhar à Académica e amealhar mais três pontos no campeonato, de modo a vincarmos o primeiro lugar na Liga. Não será fácil, uma vez que todas as equipas querem vencer o F.C. Porto, mas o nosso pensamento só passa pelo triunfo. Não estou apreensivo em relação à atitude da equipa para o jogo contra a Académica, pois sei que no F.C. Porto os atletas nunca relaxam. No futebol, é normal às vezes jogar mal e ganhar três pontos ou jogar bem e perder, pelo que nunca se sabe o que pode acontecer, mas posso assegurar que, independentemente de quem joga, a equipa está sempre preparada para vencer o próximo desafio.
No início, notei algumas diferenças entre o futebol turco e o português e tive de me adaptar a esta nova realidade. Durante cerca de um mês e meio observei atentamente o sistema e percebi que em Portugal se joga um futebol mais rápido ao longo dos 90 minutos. Neste momento, penso já estar adaptado a esse ritmo.

Fonte: Site Oficial

Preparação para a 7ª jornada termina este sábado

O F.C. Porto realizou, esta sexta-feira, no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, o penúltimo ensaio antes da visita à Académica, no qual apenas João Paulo e Postiga voltaram a trabalhar com limitações, desenvolvendo treino condicionado.
Os Bicampeões Nacionais concluem a preparação para a 7ª jornada da Liga 2007/08 amanhã, reunindo-se a partir das 10h00, mais uma vez no Olival, à porta fechada. Depois de terminado o apronto, será divulgada a lista de convocados para o desafio frente aos «estudantes», agendado para as 21h15 de domingo, no Estádio Cidade de Coimbra.
Fonte: Site Oficial

Besiktas-F.C. Porto, 0-1: Um estrondo de silêncio















O inferno turco durou para lá dos 90 minutos, mas, no final, a grande labareda foi azul e branca. É assim o futebol. Fora do campo não se ganha jogos, por mais ensurdecedora que a atmosfera se apresente. Os cânticos guerreiros impressionam, mas não marcam golos. Para isso, é preciso muito mais. É preciso, por exemplo, ter Quaresma, que acreditou até ao fim e vestiu a pele de justiceiro. Mas o sucesso do F.C. Porto englobou muito mais que aquele momento mágico.
Istambul está entalada entre a Europa e a Ásia, por isso é previsível que o vulcão tenha sido escutado nos dois continentes. Esse, de resto, seria o primeiro adversário dos Bicampeões, que entraram num palco em ebulição, num cenário bélico que procurava levar a equipa da casa ao sucesso e atemorizar o visitante. Com gritos, todavia, não se consegue derrubar o Dragão.
A história deste jogo tem de centrar-se naquele instante de pura crença azul e branca. Cech rompeu pela esquerda e cruzou largo, Lucho amorteceu para Quaresma e o extremo, que já tinha espicaçado o mar de chamas com momentos de requinte, rematou para o golo. O silêncio foi estrondoso. E se, de repente, o inferno se calasse para, no segundo seguinte, explodir em tons azuis e brancos?
Quaresma, já se disse, fez justiça. O F.C. Porto foi personalizado, combinou qualidade colectiva com bons desempenhos individuais, criou perigo em investidas repetidas. Especialmente na segunda parte. Nos primeiros 45 minutos predominou o equilíbrio. A equipa de Jesualdo Ferreira, mesmo assim, podia ter inaugurado o marcador, em maquinações que Tarik e Raul Meireles não conseguiram dirigir com pontaria.
Do intervalo, contudo, voltou um Dragão que teve momentos irresistíveis. Tarik, Lucho e Raul triangularam para golo, mas o esquema perdeu-se na fatalidade; Quaresma, após crença fortíssima de Lucho, falhou por pouco; Adriano, a fechar cruzamento de Cech, num lance que envolveu as novas características lançadas à discussão por Jesualdo Ferreira, merecia muito mais.
O Estádio Inonu, apesar das ameaças, não se calava. O seu Besiktas procurava sobreviver, mas não conseguia mais que espicaçar o braseiro. O fogo caseiro estava mortiço, por mais lenha que os adeptos lhe lançassem. Via-se muito F.C. Porto nas proximidades do Bósforo, mas também já não restava muito tempo para explosões. Quaresma achou que ainda chegava perfeitamente a horas. O Dragão ganhou. A sua chama não se mede em decibéis.


FICHA DO JOGO

UEFA Champions League (Grupo A - 2ª jornada)
Estádio Inonu, em Istambul
Árbitro: Pieter Vink (Holanda)
Assistentes: Adriaan Inia e Patrick Gerritsen
4º árbitro: Reinold Wiedemeijer

BESIKTAS: Hakan Arikan; Serdar Kurtulus, Gokhan Zan, Ibrahim Toraman e Ibrahim Uzulmez «cap.»; Edouard Cissé, Serdar Ozkan e Tello; Delgado; Ibrahim Akin e Bobo
Substituições: Bobo por Márcio Nobre (26m), Ibrahim Akin por Higuain (67m) e Serdar Kurtulus por Ali Tandogan (71m)
Não utilizados: Rustu, Mehmet Yozgatli, Diatta e Koray Avci
Treinador: Ertugrul Saglam

F.C. PORTO: Helton; Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves e Fucile; Paulo Assunção, Lucho González «cap.» e Raul Meireles; Sektioui, Lisandro Lopez e Quaresma
Substituições: Sektioui por Cech (65m), Lisandro Lopez por Adriano (75m) e Raul Meireles por Leandro Lima (87m)
Não utilizados: Nuno, Pedro Emanuel, Mariano Gonzalez e Bolatti
Treinador: Jesualdo Ferreira

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Quaresma (90m)
Disciplina: Cartão amarelo a Lucho González (45m), Bruno Alves (66m) e Ali Tandogan (87m)
Fonte: Site Oficial

02/10/07

Jesualdo Ferreira: «Sabemos o que temos de fazer»


Abordagem clara e objectiva, sem direito a pensamentos dúbios ou reticências. Jesualdo Ferreira assume que o F.C. Porto conhece os métodos para derrotar o Besiktas e que a sua equipa quer repetir uma tendência de sucesso que vem da temporada passada. O www.fcporto.pt transcreve a conferência de Imprensa desta tarde, em Istambul.

Qual é a forma de ganhar num campo tradicionalmente difícil como o do Besiktas?
Temos um conhecimento bom desta equipa e sabemos também do clima que se vive neste estádio, com o apoio de um público que ama a sua equipa. Para o Besiktas este jogo tem tanta importância como para o F.C. Porto. É o segundo de seis, mas tem importância muito grande. O Besiktas conhece o F.C. Porto como nós os conhecemos. Temos o nosso plano, sabemos o que temos de fazer. Espero que o jogo corra de acordo com o plano que vamos traçar. Na linha do que temos feito na UEFA Champions League, estou convencido de que o F.C. Porto conseguirá o resultado que deseja, que é ganhar. Vamos tentar tudo para fazer um jogo que seja de acordo com as nossas perspectivas futuras e, acima de tudo, com o valor que a equipa do F.C. Porto tem.
O empate com o Liverpool altera a forma de abordar este desafio?
Essa questão faz mais sentido na quinta ou sexta jornadas, em função daquilo que for o percurso da equipa. Para nós o jogo é extremamente difícil, mas vamos abordá-lo como abordamos todos os outros na época passada. Com sentimento de vencer e impor o nosso jogo. Vamos entrar no jogo com o sentido de poder ganhá-lo. Perdemos dois pontos com o vice-campeão da Europa, uma equipa muito forte, mas temos de os conquistar rapidamente também.
Sendo certo que as competições domésticas valem o que valem, o Besiktas pode ter o orgulho ferido por ter perdido o derby com o Galatasaray. Até que ponto isto pode influenciar amanhã?
O que se passou não vai afectar a equipa do Besiktas. Tudo o que existiu nesse jogo não nos motiva nem mais nem menos. O que nos motiva é aquilo que queremos fazer. São questões que ficam foram da perspectiva que temos para este jogo. São competições diferentes. Na UEFA Champions League joga-se tudo em pouco tempo.
Como é que o F.C. Porto vai parar o jogo ofensivo anunciado pelo Besiktas?
Vai haver momentos em que o Besiktas não vai conseguir atacar, vai haver outros momentos em que o F.C. Porto terá o controlo do jogo. Seguramente. Acho que vai ser um jogo equilibrado. O F.C. Porto tem um processo ofensivo claro. Com um espírito de poder atacar sempre que o Besiktas consentir e o F.C. Porto possa entrar em zona de ataque.


Fonte: Site Oficial

"Grande dupla" Crónica d'O Jogo de Jorge Maia

Já tinha saudades dos Marretas. A minha personagem favorita era o urso Fozzie, talvez por me identificar com o fatalismo da figura, um cómico persistente embora sem graça, mas logo a seguir na minha lista de preferências, num honroso segundo lugar "ex aequo", estavam os dois velhotes, Waldorf e Statler. Surgiam sempre lado a lado, muitas vezes de copo na mão, sentados num camarote lateral, e criticavam acintosa, quase maldosamente, todos e cada um dos "sketches" dos outros Marretas, apontando o dedo, explorando fraquezas e rindo a bandeiras despregadas, como se não fizessem, eles próprios, parte de todo o espectáculo. Pois bem, posso estar enganado, mas quase posso jurar que eram eles na primeira página de um diário desportivo, ontem. Estavam diferentes, mas o tempo pode ter esse efeito. De resto, há indícios de que podiam ser eles. Continuavam de copo na mão, a rir, a criticar e a apontar o dedo aos outros, como se não fizessem, eles próprios, parte do circo. Falavam de mudar gente no futebol, como se não tivessem sido eles, o de bigode antes, e o outro depois, a desenhar a esquadro o elenco das duas últimas direcções da Liga. Gracejavam a propósito da necessidade de credibilidade do negócio, para a qual contribuem regularmente com críticas mais ou menos desbragadas à arbitragem de acordo com o benefício ou prejuízo instantâneo dos respectivos clubes. Uns cómicos. A prova viva de que, seguindo a longa tradição de Bucha e Estica, de Tom e Jerry, e do Senhor Feliz e do Senhor Contente, as grandes duplas da comédia estão bem vivas e aos pontapés.
Poliglota
Se aprendi turco também consigo aprender português.
Stepanov, jogador do FC Porto

30/09/07

Lisandro Lopez foi o melhor em campo


Lisandro Lopez foi eleito o melhor em campo pelos espectadores presentes este sábado, no Estádio do Dragão, para assistir ao F.C. Porto-Boavista, partida que os azuis e brancos venceram por 2-0.
O avançado argentino, autor dos dois golos dos Bicampeões neste triunfo, já é o melhor marcador da Liga 2006/07, com seis remates certeiros.

6ª JORNADA: PORTO 2 BOAVISTA 0

Dois golos de Lisandro, ou simplesmente «Licha», o terror do bairro argentino de Rafael Obligado, sentenciaram um jogo especialmente farto em indícios da particular inspiração do avançado portista, que carrega consigo decisões e decretos há três jornadas consecutivas. Da quarta à sexta ronda, o sul-americano, que já havia marcado em Leiria, apontou, em regime de exclusividade, cinco dos seis golos que lhe permitem encabeçar a lista de melhores marcadores, contribuindo decisivamente para a liderança isolada dos Dragões.
Ao quarto minuto, quando o encontro passava ainda por um género vigoroso e determinado de fase experimental, e Lisandro errou as redes, com Carlos por terra e sem tempo para se recompor do voo e da queda prescritos pela precisão do livre cobrado por Quaresma, foi fácil perceber que o esboço deveria ser interpretado como um prenúncio. Mas poucos terão entendido o instante, que se esgotou em menos de dois segundos, como um sinal ou aviso absolutamente rigoroso, no desenho e no elenco.
Não foram precisos muito mais de dez minutos para que os mesmos intérpretes se reencontrassem em circunstâncias em tudo semelhantes. Novamente à esquerda, sensivelmente no mesmo local, Quaresma arranjou a bola e bateu o livre. Carlos, outra vez no chão, defendeu, mas não pôde segurar. Lisandro, de pé esquerdo, marcou, confirmando a generalidade dos vestígios «semeados» até então e uma pista em particular.
A partida, com a razoável cumplicidade do campeão, reservou então tempo e espaço à reacção axadrezada, que só ao minuto 42 assumiria a forma de remate à baliza dos Dragões. O recomeço permitiu mais uns quantos ensaios aos visitantes antes do reencontro com a lógica. E, por uma questão de coerência, foi Lisandro quem voltou a marcar, reduzindo a cinza a ténue esperança boavisteira de condicionar a missão e a estratégia portista, que momentos antes voltara a aproximar-se do golo, a cabeceamento de Lucho e num remate cruzado de Bosingwa, na conclusão de uma iluminada diligência individual a merecer melhor sorte e os aplausos do estádio.
Com a vitória assegurada e a expansão das distâncias que o separam de Benfica e Sporting, o líder soltou a genialidade de Quaresma e Leandro Lima, alimentando o espectáculo até ao último sopro da partida, a sexta consecutiva a vencer e a quarta sucessiva com golos de «Licha», o inexcedível argentino que só se autoriza a dar tréguas ao adversário por ordem expressa do árbitro.


24/09/07

Jesualdo Ferreira antevê Taça da Liga em «super flash»

Líder isolado do campeonato e detentor de cinco triunfos consecutivos, o último conquistado ontem, em Paços de Ferreira, o F.C. Porto regressou esta segunda-feira de manhã ao trabalho, num apronto assinalado pela evolução clínica de Helton, que se juntou a Pedro Emanuel na prática de treino integrado condicionado.
Nuno, Bruno Alves, Bosingwa, Fucile, Raul Meireles, Lucho González, Tarik, Quaresma e Lisandro foram dispensados por Jesualdo Ferreira do apronto de hoje, que contou com as presenças dos juniores Leo e Ruca (guarda-redes) e de Tengarrinha (defesa-central).
Hélder Postiga realizou, mais uma vez, treino condicionado, enquanto Paulo Assunção, que no jogo deste domingo contraiu uma entorse no tornozelo direito, fez apenas tratamento.
A preparação para a 3ª eliminatória da Taça da Liga, na qual os Bicampeões Nacionais defrontarão o Fátima, prossegue amanhã, às 10h00, à porta fechada, no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, em cujo relvado se realizará, às 09h30, a «super flash» de antevisão do referido encontro, a ser protagonizada pelo treinador Jesualdo Ferreira.

Liderança adornada na «Capital do Móvel»

O F.C. Porto visitou Paços de Ferreira na expectativa de mobilar a sua posição na tabela classificativa com mais três peças fundamentais e cumpriu o objectivo de forma notável. Na «Capital do Móvel», dois golos de Lisandro contribuíram para adornar a liderança da Liga 2007/08, na qual os Bicampeões Nacionais somam já cinco triunfos consecutivos.
Num desafio assinalado por variadíssimas oportunidades de golo construídas pelos Dragões, o avançado, que, com quatro golos, já é um dos melhores marcadores do campeonato, foi o primeiro a transbordar a enorme vontade de vencer do F.C. Porto, mas o seu remate perigoso, aos cinco minutos, foi desviado para canto.
Todavia, não foi preciso esperar muito para o desejo da equipa azul e branca se tornar realidade, com o mesmo Lisandro a abrir o activo logo aos onze minutos, após uma jogada brilhante de Bruno Alves, que iludiu um adversário com uma finta apenas ao alcance dos melhores atacantes do Mundo, e serviu o companheiro para o primeiro golo do encontro.
Cumprida a ambição de entrar bem no jogo, os Bicampeões não baixaram os braços e continuaram à procura de adereços que lhes permitissem sair de Paços de Ferreira com a garantia de um triunfo, cuja confirmação haveria de chegar aos 67 minutos, novamente por intermédio de Lisandro, desta feita após passe de Leandro Lima, lançado na partida por Jesualdo Ferreira apenas dez minutos antes.
Pelo meio, destaque ainda para três jogadas iniciadas por Quaresma, que por pouco não deram golo. Primeiro, cruzou uma bola teleguiada para Edgar, mas o cabeceamento do avançado foi travado por uma grande defesa de Peçanha; depois, apontou um livre que não foi desviado por João Paulo para a baliza pacense por milímetros; por fim, cruzou na linha para Lucho, só que nem o médio nem Lisandro, que apareceu mais à frente, conseguiram concluir o lance.
A avalanche ofensiva do F.C. Porto foi uma constante ao longo do encontro e, mesmo já a ganhar por 0-2, os líderes do campeonato persistiram na procura de golos. Quaresma, aos 89 minutos, e Tarik, já nos descontos, falharam o alvo, e um resultado mais dilatado, que em nada adulteraria o que se passou em campo, face a um Paços de Ferreira que lutou bastante, mas nunca assustou verdadeiramente os Dragões, acabou por não se verificar.FICHA DE JOGO
Liga 2007/08, 5ª jornada (23 de Setembro de 2007)Estádio da Mata Real, em Paços de Ferreira
Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria)Árbitros Assistentes: João Santos e José Cardinal4º Árbitro: Jorge Sousa
Paços de Ferreira: Peçanha; Ferreira, Rovérsio, Luiz Carlos «cap.» e Mangualde; Filipe Anunciação, Dedé e Fernando Pilar; Ricardinho, Cristiano e EdsonSubstituições: Cristiano por Furtado (34m), Filipe Anunciação por Pedrinha (58m), Edson por Edson Di (70m)Não utilizados: Coelho, Renato Queirós, Kiko e Tiago ValenteTreinador: José Mota
F.C. Porto: Nuno; Bosingwa, João Paulo, Bruno Alves e Fucile; Paulo Assunção, Raul Meireles e Lucho González «cap.»; Lisandro, Quaresma e EdgarSubstituições: Edgar por Leandro Lima (58m), Raul Meireles por Bolatti (63m), Paulo Assunção por Tarik (83m)Não utilizados: Ventura, Stepanov, Lino e FaríasTreinador: Jesualdo Ferreira
Ao intervalo: 0-1Marcadores: Lisandro (11m e 67m), Disciplina: cartão amarelo a Fernando Pilar (23m), Luiz Carlos (25m), Pedrinha (77m), Ricardinho (83m), Leandro Lima (85m) e Furtado (90m)

21/09/07

"Vítor Baía pró-activo" Crónica d'O Jogo de Alcides Freire

Vítor Baía falou ontem da UEFA. Não é preciso arregalar os olhos, nem esfregar as mãos. Não, não se referiu ao castigo imposto a Luiz Felipe Scolari, nem tão pouco necessitou, dias antes, de agredir um adversário com um suave soco. E sabe-se como um soco, tal como as pressões, podem ser suaves, mas, ainda assim, fazer mossa. Afinal, ser director das Relações Externas do FC Porto não é a mesma coisa do que ter um gabinte com vista e viagens em primeira classe. Poderão alguns ter pensado que era isso que o clube destinara à sua mais importante figura dos últimos 20 anos, mas nem essa foi a intenção, nem Baía deixou que o equívoco nascesse. Aos que achavam que Baía passara apenas a fazer parte da mobília portista, o ex-guarda-redes provou ontem que continua tão activo como o era entre os postes. Na verdade, era activo em toda a grande-área e arredores. Está visto que não perdeu o jeito, até porque foi ele que ontem anunciou a posição do FC Porto acerca do projecto de alterações que Platini, presidente da UEFA, pretende implementar na Liga dos Campeões. O que não deixando de ser uma opinião particular bastante válida - quem, melhor do que um campeão europeu, para falar sobre a liga milionária - , é, antes disso e acima de tudo, o anúncio da posição do FC Porto perante as ideias de Michel Platini. "Não será benéfico para o futebol português", disse ontem. No fundo, brilhou sem necessitar de um presidente que lhe anuncie um eventual futuro.

F.C. Porto 1-1 Liverpool (18-09-2007)

http://www.fcporto.pt/Adeptos/Galeria/Fotos/adepgaleria_fcpliverpool_180907.asp

08/09/07

"Credo" Crónica d'O Jogo de Jorge Maia

Uma taça com nome de cerveja é qualquer coisa que se deve abordar com moderação e nunca antes de conduzir. Ora, o primeiro adversário do FC Porto na Taça Carlsberg, também conhecida como Taça da Liga entre os abstémios, é nada menos que o Fátima, uma das prematuras surpresas da prova, responsável pela eliminação da Académica. Apesar disso, o Fátima é considerado uma das equipas mais fracas ainda em prova. É claro que nessas contas não entra a força da fé, mas consta que move montanhas pelo que todo o cuidado é pouco. Aliás, o FC Porto e Jesualdo Ferreira certamente ainda não esqueceram a curta experiência na Taça de Portugal da última temporada, quando os bicampeões nacionais foram eliminados na primeira ronda em que participaram pelo Atlético. Ora, o Atlético não passa de um clube amador nestas coisas da fé quando comparado com o Fátima. E é por isso que o FC Porto tem de olhar para o Fátima de forma pouco católica. Dentro de campo, perdoar é pecado e dar a outra face uma blasfémia. É ganhar ou perder. Depois, a malta vai confessar-se e fica tudo bem.

"Reforços" Crónica d'O Jogo de Jorge Maia

Há uma preocupação mais ou menos generalizada em torno da utilização que Jesualdo Ferreira tem feito dos reforços contratados esta temporada. Afinal, questionam alguns críticos, se não entram directamente para o onze titular, para que servem os reforços? Ora, às vezes, a resposta está escondida com o rabo de fora na própria pergunta. Ou neste caso, na própria definição da palavra reforço. Um reforço é, garante o diccionário de português da Porto Editora, um substantivo masculino - convém que seja muito macho, até porque o futebol não é coisa de meninas mesmo quando é jogado por senhoras - que se refere a uma peça que se junta a outra para a tornar mais forte. Não é uma peça que substitui outra porque é melhor, mas que se junta a ela tornando-a mais forte, sublinhe-se. E é para isso que servem os reforços, os contratados pelo FC Porto como os que são contratados pelas outras equipas: para juntar ao resto da equipa e torná-la mais forte. Convém esclarecer aqui que uma equipa não pode ser constituída pelos onze titulares de qualquer jogo. Numa temporada que pode implicar a realização de mais de 50 jogos oficiais no clube, divididos pelo campeonato, Taça de Portugal, Taça da Liga e Liga dos Campeões, aos quais uma boa parte do plantel ainda tem de juntar os compromissos das respectivas selecções, onze jogadores não chegam para as encomendas. Uma equipa, pelo menos uma equipa a sério, que está em todas as competições para as ganhar, precisa de 25 ou 26 jogadores de grande nível, preparados para jogar a qualquer momento. E qualquer momento pode ser no início da temporada, a meio ou no fim. E, como me parece óbvio, é tanto mais fácil para um reforço entrar no onze titular quanto mais frágil é a equipa reforçada. Ora, depois de ter vencido os primeiros três jogos do campeonato, todos de elevado grau de dificuldade, o FC Porto de Jesualdo Ferreira provou que não é uma equipa frágil. Por outras palavras, não são os reforços que são fracos para entrar no onze, o onze é que é demasiado forte para facilitar a entrada de reforços.

06/09/07

"Pressão" Crónica d'O Jogo de Jorge Maia

"Foi uma boa arbitragem, que não teve influência no resultado". Foi assim que Paulo Bento, treinador do Sporting, comentou o trabalho de Pedro Proença no final do jogo com o FC Porto no Estádio do Dragão. Ora, Paulo Bento até podia ter mudado de ideias, alegando que não tinha visto bem o lance de que resultou o golo portista e que depois de o analisar pelas imagens televisivas com o acompanhamento sonoro das inúmeras opiniões em sentido inverso ao seu, tinha visto a luz. Mas não. Numa demostração de carácter rara no futebol, e apesar do chinfrim à sua volta, quase uma semana depois do clássico no Dragão, e na antevisão do jogo com o Belenenses, o treinador do Sporting garantiu, a quem o quis ouvir, que não tinha mudado de opinião: "Foi uma boa arbitragem, que não teve influência no resultado", portanto. Entretanto, a Comissão de Arbitragem da Liga esclareceu que em lances semelhantes ao que marcou o clássico "compete ao árbitro decidir se a bola foi atirada deliberadamente em direcção ao guarda-redes". Foi o que Pedro Proença fez. É claro que se trata de uma decisão subjectiva, como parte das decisões tomadas pelos árbitros em qualquer jogo de futebol. Como foi subjectiva, por exemplo, a decisão de Bruno Paixão não assinalar grande penalidade contra o Sporting no jogo da Supertaça quando Tonel tocou a bola com a mão na área. Ou foi a bola que tocou na mão de Tonel? Ora, curiosamente, esse lance, que eventual e subjectivamente terá prejudicado o FC Porto, não mereceu cruzadas de especialistas em arbitragem, nem esclarecimentos da CD, nem preencheu as duas semanas seguintes em vagas sucessivas de consternação e preocupação com o rumo da arbitragem. Aliás, a mera menção do episódio levou a que do Sporting - valha-nos a ironia - surgisse a preocupação sobre a "suave pressão" que o FC Porto estava a exercer sobre os árbitros. Pois bem, a pressão sobre os árbitros já deixou de ser suave. É forte, clara e objectiva e serve os interesses de quem a exerce.
LANCES: Golos
O segundo golo do FC Porto em Leiria aconteceu na sequência de um cruzamento para lá da linha de fundo de Bruno Alves. Um erro grosseiro da equipa de arbitragem liderada por João Vilas Boas. O que a maior parte da crítica fez questão de esquecer foi o golo mal anulado aos portistas logo aos 3 minutos de jogo, por fora-de-jogo inexistente de Bruno Alves. Um esquecimento justificado pelo facto de a maior parte dos resumos televisivos da partida não incluirem esse lance. Uma questão de política... de comunicação.

04/09/07

"Cansaço" Crónica d'O Jogo de José Manuel Ribeiro

O pessoal da universidade diz que, havendo 48 horas de intervalo, é possível fazer dois jogos de futebol sem grande oscilação de rendimento. O treinador do Leiria achava que não, a meio da semana passada, mas anteontem já concordava. O que achava nessa altura o treinador do FC Porto não se sabe, mas anteontem estava de acordo com a primeira opinião do treinador do Leiria e em desacordo com o pessoal da universidade. Quer dizer, mais ou menos. O ponto de vista dele é que as equipas grandes podem suportar jogos com dois dias de intervalo; as outras não. Talvez porque não tenham uma segunda linha de jogadores à altura da primeira, suponho eu, porque ele não teve oportunidade de explicar. Se for por isso, também não será uma análise cem por cento correcta, porque é pelo menos duvidoso que ele próprio altere por aí além o onze entre o jogo com o Marítimo e o jogo com o Liverpool, 48 horas depois, a não ser para concretizar aquela suspeita que já anda no ar, do Bolatti ao lado ou um bocadinho à frente do Paulo Assunção, em jeito de “doble pivot” argentino disfarçado. Outro argumento contra a tese dos dois dias são os pontos perdidos no campeonato. Quando foi campeão europeu, o FC Porto perdeu vinte. Só quatro não voaram por ocasião dos jogos internacionais. Na época seguinte, o Chelsea de Mourinho perdeu 19, 13 deles por alturas da Liga dos Campeões. Apenas um senão, que até pode ser um contributo para o pessoal da universidade: os pontos não são forçosamente perdidos depois. Costuma ser ela por ela e nalgumas temporadas a maioria até foi perdida antes, o que só pode significar, não sem grande impacto no meio académico, que o cansaço é retroactivo.
Liverpool: Fadiga localizada
Ainda é cedo, mas a propósito do cansaço, falta dizer uma coisa: é a especialidade do Liverpool. Em Inglaterra, toda a gente se queixa de fadiga, sobretudo Ferguson, Queiroz e Mourinho. Dizem que assim não podem ganhar tudo e é verdade. Não ganham a Liga dos Campeões, porque estão cansados do campeonato. O Liverpool, a não ser que mude esta época como anda a sugerir, tem ganho o campeonato por estar cansado da Liga dos Campeões.

03/09/07

Sub-17: Estreia em grande resulta em goleada

A equipa de sub-17 do F.C. Porto estreou-se da melhor forma no Campeonato Nacional de Juniores B, ao alcançar um expressivo triunfo por 6-1 na recepção à Naval 1º de Maio.

Numa partida disputada no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, Cardoso, Branco, Filipe, que bisou, Caetano e Dias foram os autores dos golos azuis e brancos que deram forma à goleada portista.

Depois da estreia auspiciosa segue-se uma deslocação dos jovens Dragões ao terreno do Tourizense, numa partida agendada para o próximo dia 9 de Setembro.

Equipa do F.C. Porto frente à Naval: Rafael; Paulo, Ramon, Zé Pedro e Branco; Sérgio Oliveira, Cardoso, Amorim (Dias, 57) e Filipe; Diogo (Sérginho, 68) e Claro (Caetano, 48).

Regresso ao trabalho na terça-feira

O F.C. Porto regressa ao trabalho na próxima terça-feira, às 10h00, no Olival, onde começará a preparar o jogo da 4ª jornada da Liga 2007/08, para o qual parte com três vitórias consecutivas, a última delas conquistada este domingo à noite, em Leiria, frente à equipa local.

Os 15 minutos iniciais do apronto serão abertos à comunicação social.
Fonte: Site oficial

Andebol: Dragões em segundo no 1º Torneio Liberty Seguros

O F.C. Porto Vitalis concluiu o 1º Torneio Liberty Seguros no segundo lugar, após ter saído vencido do jogo da final (29-34), realizado este domingo, em Aveiro, perante o Liberty S. Bernardo.
Os Dragões tinham assegurado a presença no encontro decisivo com um triunfo por 28-24 sobre o ISAVE, mas hoje não conseguiram repetir o resultado vitorioso, numa partida em que Ricardo Moreira esteve em evidência, apontando oito golos.
Os restantes remates de sucesso do conjunto de Carlos Resende foram desferidos por Kavalenka (5), Pedro Solha (5), Tiago Rocha (4), Bosko Bjelanovic (2), Carlos Martingo (2), Gilberto Duarte (1), Manuel Arezes (1) e Eduardo Coelho (1).
Fonte: Site Oficial

Andebol: Dragões em segundo no 1º Torneio Liberty Seguros

O F.C. Porto Vitalis concluiu o 1º Torneio Liberty Seguros no segundo lugar, após ter saído vencido do jogo da final (29-34), realizado este domingo, em Aveiro, perante o Liberty S. Bernardo.
Os Dragões tinham assegurado a presença no encontro decisivo com um triunfo por 28-24 sobre o ISAVE, mas hoje não conseguiram repetir o resultado vitorioso, numa partida em que Ricardo Moreira esteve em evidência, apontando oito golos.
Os restantes remates de sucesso do conjunto de Carlos Resende foram desferidos por Kavalenka (5), Pedro Solha (5), Tiago Rocha (4), Bosko Bjelanovic (2), Carlos Martingo (2), Gilberto Duarte (1), Manuel Arezes (1) e Eduardo Coelho (1).
Fonte: Site Oficial

Sub-19 goleiam (4-0) Penafiel

A equipa de Sub-19 do F.C. Porto venceu, no sábado, no relvado principal do Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, o Penafiel, por 4-0, em jogo da segunda jornada do Campeonato Nacional de Juniores A.
Os golos dos Dragões foram apontados por Tengarrinha, Marco, Mohamed e Joni.

Jesualdo Ferreira: «Fizemos um jogo sério e de ritmo constante»

No rescaldo do triunfo expressivo por 3-0 sobre o Leiria, Jesualdo Ferreira considerou que o F.C. Porto não encontrou facilidades no terreno do adversário, atribuindo antes o resultado dilatado ao jogo sério e de ritmo constante que os Dragões fizeram.

Na conferência de imprensa que se seguiu ao final da partida, o treinador dos Bicampeões Nacionais vincou, mais uma vez, que o importante para a sua equipa não foi ganhar um jogo que tinha perdido na época passada, mas sim conquistar mais três pontos esta temporada, perfazendo assim os mesmos que tinha, nesta altura, há um ano.

Sem facilidades
«Não penso termos encontrado muitas facilidades em Leiria. O que aconteceu foi que fizemos um jogo sério e de ritmo constante e isso acabou por trazer mais dificuldades ao nosso adversário. Os golos também nos proporcionaram alguma tranquilidade e retiraram capacidade de reacção ao Leiria.»

Várias oportunidades
«O Leiria tem uma equipa boa e mostrou por que se qualificou para a Taça UEFA. Hoje, não esteve tão bem, mas não podemos esquecer que também jogou contra o F.C. Porto. Apesar de não termos iniciado o encontro da melhor maneira, entramos muito fortes na segunda parte e criámos várias oportunidades de golo.»

Os mesmos pontos
«Para nós, o importante é ganhar sempre, independentemente dos resultados das épocas anteriores. O que nos fez subir os níveis de confiança foi termos ganho este jogo e não termos perdido o da última temporada. Os pontos amealhados até agora são os mesmos da temporada passada e o início de época contra três adversários com os quais tínhamos perdido na anterior é apenas uma coincidência.»

Grande profissional
«O João Paulo é um grande profissional, um indivíduo cheio de carácter e um excelente líder, além de se assumir como um jogador positivo e importante no plantel, e acredito ter decidido bem em relação a ser ele o titular, quando perdemos o Pedro Emanuel a 48 horas do jogo.»

Integrar com segurança
«O que perspectivamos para o futuro do F.C. Porto não podia passar apenas pelos jogadores que tínhamos na época passada, uma vez que vamos participar em quatro provas. No entanto, e apesar de sabermos que os novos jogadores têm qualidade, queremos que eles se integrem com segurança. Não faria sentido queimarmos etapas, quando temos uma equipa que foi campeã nacional na última temporada.»
Fonte: Site oficial

3ª jornada Liga Bwin: U. Leiria 0 FC Porto 3


Robusto, apesar de escasso

Exibição personalizada, vigorosa e autoritária, resultado robusto, dilatado e, paradoxalmente, escasso. Pela direcção seguida pelo encontro, que não faz da expressão «sentido único» um excesso ou absurdo, pelo encanto de um futebol ligado e criativo e, sobretudo, pelo número de ocasiões de golo geradas, todas (muitas) junto à baliza de Fernando.
O desenho da vitória portista, a terceira em três jornadas, poderia e deveria ter conquistado contornos claros e decisivos logo ao terceiro minuto, quando Bosingwa fez o golo que não valeu. Mesmo com Bruno Alves em posição regular, mesmo que a bola não tenha ultrapassado os limites jogáveis na assistência do central.
O estádio teve, então, de aguardar um pouco mais de meia hora para assistir à validação da vantagem portista, no instante imediato a um movimento inspirado de Tarik, que iludiu o opositor de circunstância, ao preferir o domínio no peito ao cabeceamento imediato ao cruzamento de Quaresma. Quando o adversário se recompunha do salto, já o marroquino rematava cruzado, à rede mais distante.
Os Dragões poderiam ter festejado antes e depois da justiça de Tarik, mas o melhor pedaço de futebol estava para vir, reservado para lá do descanso, período em que a classe e o jogo cerebral de Lucho se tornaram especialmente preciosos e sobretudo perceptíveis na forma como conquistava metros antes do passe rasgado.
Depois de Lisandro, que marcou logo após o recomeço, João Paulo, um exemplo de tranquilidade e segurança a defender, foi suficientemente impetuoso para a antecipação na área contrária e marcar, num desvio fulminante de cabeça, a livre cobrado por Quaresma.
A hegemonia portista, por demais evidente para poder ser minimamente beliscada ou questionada por um par de remates que não exigiu muito mais do que a atenção de Nuno, justificava uma vantagem mais ampla, mas as entradas de Mariano, Leandro Lima e Edgar não trouxeram qualquer golo. «Apenas» novas variantes de um estilo criativo, ditador e promissor.


FICHA DE JOGO
Liga 2007/08, 3ª jornada
2 de Setembro de 2007
Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria
Assistência: 4419 espectadores
Árbitro: João Vilas Boas (Braga)
Assistentes: Alfredo Braga e José Oliveira
4º árbitro: João Paulo Silva

U. LEIRIA: Fernando; Eder, Bruno Miguel, Eder Gaúcho e Laranjeiro «cap»; Faria, Tiago e Lukasiewicz; Sougou, Paulo César e Ngal
Substituições: Ngal por Cadu (48m), Lukasiewicz por João Paulo (52m), Faria por Toñito (82m)
Não utilizados: Rafael, Alhandra, Marco Soares e Jessui
Treinador: Paulo Duarte

F.C. PORTO: Nuno; Bosingwa, Bruno Alves, João Paulo e Fucile; Lucho «cap», Paulo Assunção e Raul Meireles; Tarik, Lisandro e Quaresma
Substituições: Tarik por Mariano (65m), Paulo Assunção por Leandro Lima (70m), Lisandro por Edgar (74m)
Não utilizados: Ventura, Stepanov, Cech e Kazmierczak
Treinador: Jesualdo Ferreira

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Tarik (37m), Lisandro (49m), João Paulo (66m)
Disciplina: cartão amarelo a Tarik (32m), Faria (67m), Eder Gaúcho (77m), João Paulo (87m), Quaresma (90m)

Fotos do jogo em:

02/09/07

Leiria - FC Porto às 20H30 na Sport Tv2

Estádio Dr.Magalhães Pessoa, Leiria
João Vilas Boas [AF Braga]
Alfredo Braga + José Oliveira

União de Leiria
Treinador Paulo Duarte

1 Fernando GR
5 Éder LD
23 Bruno Miguel DC
55 Éder Gaúcho DC
25 Laranjeiro LE
15 Faria MD
66 Tiago MD
11 Cadu MO
9 Paulo César MO
7 N´Gal AV
18 Sougou AV

24 Rafael Fava GR
3 Lukasiewicz LE
20 Marco Soares MD
21 Toñito MO
14 Alhandra AE
27 Zongo AD
30 João Paulo AV

FC Porto
Treinador Jesualdo Ferreira

33 Nuno GR
12 Bosingwa LD
2 Bruno Alves DC
4 Stepanov DC
13 Fucile LE
6 Paulo Assunção MD
16 Raul Meireles MO
8 Lucho Gonzalez MO
17 Tarik AD
7 Quaresma AE
9 Lisandro AV

24 Ventura GR
14 João Paulo DC
5 Cech LE
18 Bollati MD
20 Leandro Lima MO
11 Mariano Gonzalez AD
29 Edgar AV

01/09/07

"Mercado" Crónica d'O Jogo de Jorge Maia

Mais impressionantes do que os 70 milhões de euros que o FC Porto fez no mercado de transferências de Verão que ontem encerrou, são as dezenas de milhões de euros que escolheu, deliberadamente, não fazer. Assim como quem escolhe, deliberadamente, não fazer um atraso ao guarda-redes. Desculpem lá o devaneio, mas não resisti. E foi deliberadamente. O FC Porto podia ter vendido Quaresma bem acima dos 20 milhões de euros, mas preferiu não o fazer. Podia ter vendido Lucho por um valor semelhante, mas preferiu não o fazer. E podia ter vendido Bosingwa e Bruno Alves e Lisandro, mas preferiu não o fazer. Vendeu cinco jogadores por 70 milhões de euros, é verdade, mas apenas um titular indiscutível - Pepe - e é por isso que Jesualdo Ferreira tem uma equipa quase igual à que se sagrou campeã na última temporada para o arranque desta. Pelo meio, reforçou as opções para quase todas as posições da equipa, e é por isso que as lesões de Helton e Pedro Emanuel, apesar de tão indesejáveis como quaisquer outras lesões, são encaradas sem aflições nem necessidade de recurso a guarda-redes ou centrais improvisados ou promovidos à pressa dos juniores. Por outras palavras, os bicampeões nacionais garantiram o imprescindível equilíbrio entre a necessidade de realização de receitas e a manutenção de uma base desportiva sólida, sem comprometerem o património do clube. Quaresma, Lucho, Bosingwa, Bruno Alves e Lisandro continuam no plantel e têm mais uma oportunidade de valorização no campeonato e na Liga dos Campeões, enquanto a contratação de uma série de jogadores jovens e a promoção de alguns valores seguros da formação assegura que a próxima fornada de talentos já está a ser preparada. Deliberadamente.

31/08/07

"Patriotas, parte 2" Crónica d'O Jogo de Jorge Maia

Na mesma semana em que nos deixamos emocionar com os feitos e defeitos dos nossos atletas naturalizados nos Mundiais de Atletismo de Osaka, não resistimos a questionar a legitimidade da chamada de Pepe à Selecção Nacional por parte de Luiz Felipe Scolari. Não consigo encontrar muitas explicações para esta dualidade de critérios entre o atletismo e o futebol, nem acredito que o facto de Nélson Évora ter nascido na Costa do Marfim e Francis Obikwelu na Nigéria façam deles mais ou menos portugueses do que Pepe, nascido no Brasil ou do que o meu primo Zé, nascido em Vila do Conde. Talvez a única explicação para a facilidade com que adoptamos os saltadores ou os sprinters naturalizados e rejeitamos os futebolistas resida simplesmente no facto de não termos amigos com jeito para o triplo salto ou para correr os 100 metros em menos de dez segundos. Em contrapartida, cada um de nós era capaz de, com base nas respectivas preferências clubísticas, apontar pelo menos uma boa meia-dúzia de alternativas a Pepe no eixo da defesa da Selecção Nacional. E todos portugueses a sério, alguns até com um bigode farfalhudo e uma paixão inexplicável por bacalhau e fado, um verdadeiro orgulho para a raça. Já saltadores e sprinters, nada. Não há. E como não há, adoptamos os naturalizados e não temos dúvidas em dizer que são portugueses. E se são portugueses, e se são os melhores naquilo que fazem, é com naturalidade que os vemos representar as nossas cores e nos deixamos emocionar pelos seus sucessos e insucessos. Assim, parece-me que a pergunta que devemos fazer em relação à chamada de Pepe à Selecção é muito simples: se ele fosse português, tinha lugar na Selecção Nacional? E a resposta é igualmente simples: Pepe é português.

Ao ataque
Estamos confiantes de que conseguiremos atingir o nosso primeiro objectivo, que é chegar aos oitavos-de-final.
Vítor Baía, Director de Relações Públicas do FC Porto