16/08/17

Dragões Diário 16-08-2017

Domínio total da W52-FC Porto-Mestre da Cor: Raúl Alarcón venceu ontem a Volta a Portugal, terminando o contrarrelógio final no segundo lugar, apenas atrás do especialista Gustavo Veloso. Amaro Antunes, rei da montanha, completou a dobradinha da W52-FC Porto-Mestre da Cor na geral individual e há mais um Dragão nos dez primeiros, António Carvalho (sexto). A equipa azul e branca, que triunfou em seis das onze etapas, conseguiu uma vantagem de quase 24 minutos na geral colectiva sobre a RP-Boavista, segunda. Só houve motivos para sorrir em Viseu, com Alarcón, líder desde a primeira etapa, a coroar uma temporada fantástica.

O primeiro ciclista estrangeiro a vencer a Volta de azul e branco reagiu com modéstia: “Na nossa equipa nunca competimos uns com os outros, mas com os nossos adversários. Tentamos sempre fazer o melhor possível e no final conseguimos a vitória para a equipa, que é o mais importante. Agora vamos todos juntos festejar, como sempre”. Os companheiros de equipa Amaro Antunes e Gustavo Veloso sublinharam a justiça do primeiro lugar de Alarcón enquanto o diretor desportivo Nuno Ribeiro foi lapidar: “O segredo desta equipa é a união”.

O FC Porto somou a 14.ª vitória individual e também a 14.ª colectiva na Volta a Portugal, aumentando a vantagem neste histórico face aos rivais, nomeadamente Benfica e Sporting. Pode ler aqui uma série de curiosidades sobre o palmarés na prova e aqui uma entrevista de Raúl Alarcón, publicada na edição de Junho da 'Dragões'. O espanhol passou por vários altos e baixos na carreira, do 'World Tour' ao amadorismo, mas ultrapassou as dificuldades com uma grande crença nas suas capacidades e muita humildade.

O plantel principal do FC Porto regressa mais daqui a pouco, às 10h00, aos treinos, no Olival. Como já referimos na última edição, a folga de ontem foi apenas a terceira da temporada, que leva seis semanas e meia. Há motivos para haver alegria no trabalho, porque os Dragões somam duas vitórias em dois jogos e regressam ao ambiente caloroso do Dragão no domingo, às 18h00, para defrontar o Moreirense. Já estão vendidos 40.000 bilhetes e perspectiva-se nova casa cheia.

Mário Carvalho sagrou-se ontem campeão do Mundo 'master' em 200 metros costas, na prova que está a decorrer em Budapeste, capital da Hungria. O antigo olímpico portista, de 39 anos, competiu no escalão 35/39 anos e obteve o registo de 2.16,11 minutos.

Aconteceu a 16 Agosto 1967

Neste dia, a nadadora Maria de Fátima Almeida, única mulher entre 30 homens que desafiaram o mar de Leixões, terminava em segundo lugar a II Milha do Mar de Matosinhos, a apenas nove segundos do vencedor.

14/08/17

Dragões Diário 14-08-2017

Um golo de Aboubakar fez o resultado na deslocação do FC Porto a Tondela. O jogo não foi fácil, mas a vitória é inquestionável e representa o segundo triunfo dos Dragões, que para já dividem a liderança com Sporting e Rio Ave - Vitória de Guimarães e Benfica podem hoje igualar o trio da frente.

Com apenas duas partidas disputadas, não é possível tirarem-se grandes conclusões, mas para já a equipa mantém a coesão defensiva da última temporada (zero golos sofridos), mas mostra muito mais balanço ofensivo (cinco marcados e muitas outras oportunidades).

Sérgio Conceição estava satisfeito com a vitória, que classificou de "justíssima", reconheceu as dificuldades criadas por um adversário que fez sempre "muito jogo direto" e lembrou que na época passada o FC Porto deixou dois pontos em Tondela.

Aboubakar não escondeu a felicidade pela vitória e pelo golo: "Fico feliz por ter marcado o golo da vitória, mas foi a união da equipa que fez a diferença neste jogo", ao mesmo tempo que mostrou absoluto comprometimento: "Agora tudo mudou, tudo é diferente e estou muito feliz aqui".

A equipa regressa daqui a pouco ao trabalho, para iniciar a preparação para a receção ao Moreirense, jogo marcado para domingo, às 18h00, no Dragão, e para o qual já estão vendidos 36 mil bilhetes.

Ontem também se disputou a segunda jornada da Ledman LigaPro. O FC Porto B empatou a duas bolas em Arouca, com Luizão e Fede Varela a apontarem os golos azuis e brancos. No final da partida, António Folha era um treinador satisfeito com a postura dos seus atletas, que terminaram o jogo em inferioridade numérica: “É de realçar a atitude dos jogadores, mesmo com menos um. O jogo foi desgastante, mas foi um excelente jogo de futebol, com duas equipas que quiseram ganhar.”

Raúl Alarcón mantém a camisola amarela da Volta a Portugal, agora com 14 segundos de vantagem sobre Vicente Garcia De Mateos (Louletano-Hospital de Loulé). Os Dragões mantêm três ciclistas no top-5 à entrada para as decisivas últimas duas etapas. Hoje, com a subida à Serra da Estrela e chegada na Guarda, e amanhã, com o contrarrelógio final.

A equipa de andebol bateu os noruegueses do Halden HK por 37-19 e venceu a quarta edição do Torneio Internacional de Vila Nova de Gaia. No final, o treinador Lars Walther mostrou-se expectante em relação à nova fase de preparação, que incluirá desafios frente a equipas mais cotadas, que se iniciará já esta semana.

Aconteceu a 14 Agosto 1950

Neste dia, Dias dos Santos conquistava a sua segunda Volta a Portugal em bicicleta consecutiva ao serviço do FC Porto. Na verdade, a equipa celebrava nessa altura um tri iniciado em 1948 com a camisola amarela de Fernando Moreira. Foram essas as três primeiras vitórias nesta prova da formação que hoje mais se destaca na sua lista de vencedores: o FC Porto, com 13 títulos.

Sérgio Conceição: “A vitória é justíssima”

O FC Porto somou em Tondela (1-0) a segunda vitória consecutiva na Liga NOS, vitória essa que Sérgio Conceição considerou assentar bem à equipa que comanda. Após o encontro da segunda jornada do campeonato, disputado no Estádio João Cardoso, o treinador dos Dragões assumiu as dificuldades criadas pela formação tondelense, mas não tem dúvidas de que não há nada a dizer quanto ao resultado favorável ao FC Porto.

FC Porto é justo vencedor
Há sempre riscos quando se está a ganhar pela margem mínima. Um lance poderia dar o empate, mas estávamos precavidos para o jogo do Tondela. É difícil jogar contra uma equipa que faz muito jogo directo. A jogar assim, tenho a certeza que será difícil para qualquer adversário sair de Tondela com pontos. Não foi um espectáculo brilhante e tentámos impor a nossa dinâmica sempre que podíamos, mas também há mérito do Tondela na forma como nos condicionou. Mesmo com pouco espaço, tínhamos de tentar desequilibrar a defesa. Poderíamos ter feito o 2-0 e isso ia dar maior tranquilidade à equipa, mas a vitória é justíssima e não há nada a dizer.

Entender o jogo
Temos de saber entender o jogo. Quando o adversário nos condiciona, temos de ser inteligentes e não arriscar certas situações. Tínhamos de aproveitar melhor a capacidade dos nossos avançados. Por vezes perdemos bolas que não devíamos perder, mas soubemos sempre recuperar. Na generalidade, foi um jogo controlado por nós.

Ganhar sabe sempre bem
Tínhamos de igualar a agressividade do Tondela. Poderíamos ter feito três ou quatro golos, mas estas vitórias também são saborosas. Na época passada o FC Porto perdeu dois pontos neste estádio.

Qualidade e confiança
Os meus jogadores têm uma qualidade enorme, seja a jogar em casa ou fora. Será sempre a mesma coisa. É preciso não esquecer que jogamos sempre contra um adversário que nos cria dificuldades. O importante é saber sempre responder a essas dificuldades. O importante é a resposta dos jogadores e eu confio cegamente neles.

Muito suor e golo de Aboubakar na conquista de Tondela

Com um golo de Aboubakar, no final da primeira parte, o FC Porto venceu por 1-0 em Tondela e é líder provisório da Liga, com os mesmos pontos de Sporting e Rio Ave (seis), mas com melhor saldo de golos. Num encontro com casa cheia e uma fortíssima presença de adeptos azuis e brancos, foi um Dragão em fato de macaco, operário e lutador, que garantiu um triunfo importante, de resto o primeiro obtido no Estádio João Cardoso, depois do nulo da temporada passada. Já lá vão duas vitórias em duas jornadas da Liga (com o melhor ataque e ainda sem sofrer golos) e no próximo domingo a equipa volta ao Dragão, às 18h00, para receber o Moreirense.
A primeira parte foi dura, muito dura, com o Tondela a fechar-se bem e a procurar sempre que possível contra-atacar. Houve duelos bem duros e foi um FC Porto de faca nos dentes que conseguiu chegar ao intervalo em vantagem. O golo foi de Aboubakar, aos 37 minutos, numa recarga a um seu primeiro remate, após um disparo falhado de Alex Telles. Era um prémio justo para a equipa que dominara por completo e que jamais tinha visto o seu guarda-redes incomodado. Do primeiro tempo, para além de uma mão cheia de lances perigosos de ataque dos Dragões, fica um lance de dúvida entre Ricardo Costa e Marega – e a principal dúvida é se o toque do ex-portista foi dentro ou fora da área.
Logo no início da segunda parte a dúvida volta a ser a mesma: falta clara por assinalar sobre Ricardo, mas dentro ou fora da grande área? Apesar da boa réplica do Tondela, continuava a ser o FC Porto a dominar e Aboubakar esteve pertíssimo de bisar, aos 62 minutos, mas acertou no poste. O Tondela procurava reagir, mas apenas criou o primeiro lance de perigo aos 70, que Alex Telles resolveu. Continuavam assim os Dragões mais perto do segundo golo, que poderia ter surgido cinco minutos depois: Cláudio Ramos respondeu com uma excelente defesa a um remate de primeira de Marega, que entrou de início no lugar que pertencera a Soares, frente ao Estoril, na primeira jornada.
Nesse momento, o jogo já tinha entrado numa fase diferente: nos últimos 20 minutos, os portistas preocuparam-se mais com o equilíbrio e em manter uma vantagem que, por esta amostra, será um resultado difícil de obter neste campo – a equipa do distrito de Viseu tinha vencido os quatro últimos jogos caseiros na Liga, sob o comando de Pepa. Aos 80, André André entrou em campo para o lugar de Aboubakar, respondendo à preocupação de Sérgio Conceição em não perder o meio-campo. O último folego do Tondela surgiu aos 88, com Wagner a rematar e Casillas a defender. O treinador já tinha avisado: o FC Porto vai vencer muitos jogos por 1-0, com dificuldades, mas o que mais interessa são os três pontos: jogar bem é ganhar, Sérgio Conceição dixit.

13/08/17

Dragões Diário 13-08-2017

É óbvio que vamos lá para ganhar o jogo. Todos nós o sabíamos e sabemos, mas Sérgio Conceição deixou-o claro na conferência de imprensa de antevisão do jogo com o Tondela, que se realiza esta noite. Consciente do grau de dificuldade do desafio que se segue, o treinador do FC Porto quer a equipa fiel aos seus princípios e não esquece a importância dos adeptos: Jogar fora ou em casa, para mim, é igual. A única diferença é o número de adeptos do FC Porto, mas sei que em Tondela também vão estar muitos. Espero que o mar azul continue.

O coração volta a bater. Hoje, a partir das 20h15 (SportTV 1), o FC Porto entra em campo no Estádio João Cardoso, em Tondela, onde vai procurar manter o balanço perante a equipa local, na segunda jornada do campeonato. Ontem, no Olival, a nossa equipa realizou o derradeiro treino antes do desafio que se segue, para o qual Sérgio Conceição não poderá contar com Rafa e Soares, que continuam em tratamento. Diogo Dalot, por sua vez, trabalhou com a equipa B.

Maxi Pereira está na lista de 23 convocados do Uruguai para o duplo compromisso com a Argentina (1 de setembro) e o Paraguai (6 de setembro), ambos a contar para a fase de qualificação sul-americana para o Mundial 2018. O lateral do FC Porto soma 121 internacionalizações e três golos com a camisola celeste.

A equipa de Sub-15 do FC Porto conquistou ontem a Southampton Cup, ao bater os espanhóis do Deportivo da Corunha na final do torneio de pré-temporada (2-1), com dois golos de João Magalhães. No percurso trilhado até à final, os jovens Dragões não registaram qualquer derrota e apenas sofreram um golo.

Gustavo Veloso terminou em segundo lugar a sétima etapa da Volta a Portugal 2017, que ontem ligou Lousada e Santo Tirso, num total de 161,9 quilómetros. O também Dragão Raúl Alarcón foi quinto classificado e continua a liderar a classificação geral individual, na qual constam mais três portistas entre os dez primeiros. Hoje corre-se a oitava etapa, entre Gondomar e Oliveira de Azeméis (159,8 quilómetros).


Hoje, a partir das 15h30, assista em direto e em exclusivo no Porto Canal ao jogo de andebol entre o FC Porto e os noruegueses do Halden HK, a contar para o Torneio Internacional de Gaia.

Sérgio Conceição: “É óbvio que vamos lá para ganhar o jogo”


A goleada sobre o Estoril (4-0), na ronda inaugural do campeonato, não retirou um milímetro de realismo e seriedade ao discurso de Sérgio Conceição, que este sábado fez a antevisão da deslocação ao Estádio João Cardoso, onde o FC Porto defronta o Tondela na segunda jornada da Liga NOS (domingo, 20h15, SportTV 1). O treinador garantiu estar ciente das dificuldades que esperam os Dragões, mas deixou claro que o pensamento é só um: conquistar os três pontos.

As dificuldades de sempre
Todos os adversários são complicados e, essas equipas que lutam pela manutenção, são equipas que conheço bem, pois já passei por algumas enquanto jogador e treinador. Sei a preparação que fazem e como se trabalha bem, mas já não há segredos. Acredito que vamos ter um jogo difícil e que vamos jogar para ganhar, mas isso é o que dizem todos os treinadores e eu não fujo à regra. É óbvio que vamos lá para ganhar o jogo. O Tondela é uma equipa disponível e agressiva no seu processo defensivo, nos quais define bem os momentos de pressão. Também é uma equipa perigosa a aproveitar os espaços, por isso temos de ser inteligentes e ter paciência, mas ter paciência com os olhos na baliza. Além disso, manter o equilíbrio defensivo é fundamental para quem joga em ataque continuado.

Fora como em casa
Jogar fora ou em casa, para mim, é igual. A única diferença é o número de adeptos do FC Porto, mas sei que em Tondela também vão estar muitos. Espero que o mar azul continue. A nossa forma de encarar os jogos será exactamente igual em casa ou fora. Preparamos os jogos da mesma forma, com um ou outro ponto diferente em função do adversário. Os jogadores sabem o que quero e não há nem pode haver diferenças a jogar em casa ou fora.

Ausências certas
O Soares e o Rafa continuam de fora e não vão estar disponíveis para este jogo.

O nível da fasquia
A fasquia somos nós, equipa, que a colocamos sempre alta, pois temos sempre a obrigação de lutar pelos três pontos. A fasquia é o nosso trabalho diário e essa exigência é alta no balneário. Somos um grupo forte, ambicioso e queremos ganhar a Liga. Não vamos ganhar sempre por quatro golos, pois do outro lado existem equipas com valor e qualidade.

A saída de Martins Indi
Tudo o que é feito é preparado e planeado. Se o Indi saiu, é porque foi um bom negócio para o clube e para o jogador. Continuo a dizer que não gosto que o mercado esteja aberto nesta altura. Até ao dia 31 estamos sujeitos a tudo.
 
Marega
O atraso na integração teve uma explicação plausível. Tudo foi clarificado entre todos e ficou resolvido. Perdeu dez dias de trabalho e tinha de recuperar o tempo perdido, sobretudo em termos físicos e de conhecimento das ideias de jogo. O que me deixa contente é quando alguém sai do banco com aquela motivação, não só o Marega, mas também o Hernâni e o Herrera. Isso demonstra o espírito fantástico que existe no grupo e deixa-me feliz. Os dois golos foram do Marega, mas poderiam ter sido de outro qualquer.

10/08/17

Aconteceu a 10 Agosto 1955

Neste dia, o FC Porto defrontou o Vasco da Gama no Rio de Janeiro e venceu por 4-2.  Os Dragões preparavam no Brasil uma temporada que viria a ser marcada pelo brilho de dois naturais desse país: o treinador Dorival Yustrich e o avançado Jaburu (que apontou 29 golos em 28 jogos). Poderá apreciar no Museu do FC Porto os troféus relativos às conquistas do Campeonato Nacional e da Taça de Portugal nessa época de 1955/56.

Marega: “Era importante entrar desta forma”

O FC Porto entrou com o pé direito na Liga NOS 2017/18 e goleou o Estoril (4-0), no Estádio do Dragão, na jornada inaugural do campeonato. Marega, eleito pelos adeptos como o melhor em campo, assumiu um papel preponderante na vitória portista, tendo apontado dois dos quatro golos dos Dragões. Chamado por Sérgio Conceição para render Soares, que saiu lesionado aos 32 minutos, o avançado maliano confessou-se muito feliz por ter bisado, mas ainda mais feliz por ter contribuído para a conquista dos primeiros três pontos em disputa.

Marega 
É um grande orgulho para mim ter sido eleito o melhor em campo. Resta-me continuar a trabalhar forte para continuar a merecer a confiança do treinador e dos meus colegas. Estou muito feliz pelos dois golos que fiz, mas estou ainda mais feliz por ter ajudado a equipa a vencer. Era importante entrar desta forma em nossa casa e oferecer uma grande vitória aos adeptos.

Óliver Torres
Começámos bem o campeonato, mas tivemos oportunidades para fazer mais golos. O início foi complicado, mas quando o Marega fez o primeiro golo tudo se tornou mais simples. Jogámos muito bem e merecemos a vitória. Sempre que jogamos no Estádio do Dragão é especial. Temos de continuar neste caminho. Toda a gente tem prazer e alegria a jogar. Temos um excelente balneário e isso vê-se no campo. Todos somos importantes e a época é longa. Somos uma família e acredito que vamos conseguir grandes coisas.
 
Ricardo
Começar o campeonato com uma vitória por 4-0 em nossa casa foi muito bom, não poderíamos pedir melhor. O ambiente estava incrível. Entrar em campo e ver o estádio cheio ainda nos dá mais força para lutarmos pelos adeptos e por nós. O Marega entrou bem, cumpriu, fez dois golos e foi o melhor em campo. Creio que é justo.

Brahimi: “Temos muita vontade de ganhar”

O avançado Brahimi foi uma das unidades em destaque na goleada (4-0) aplicada pelo FC Porto ao Estoril, na primeira jornada da edição de 2017/18 da Liga NOS. O argelino apontou o segundo golo, jogou e fez jogar e, com a magia que lhe é reconhecida, acabou por desequilibrar a defensiva estorilista por várias ocasiões. No rescaldo da estreia no campeonato, admitiu que é importante entrar a vencer de uma forma convincente e que no plantel há uma grande vontade de fazer mais, melhor e sobretudo de ganhar jogos.

Importância de entrar bem
É verdade que este era um jogo importante para nós. É o primeiro jogo da época e é sempre importante. Trabalhámos muito nesta pré-época e estamos a crescer. A equipa sente-se bem e temos muita vontade de ganhar. Ainda assim este é só o primeiro jogo e ainda falta muito. Temos que continuar assim.

Nervosismo do primeiro jogo da época
Penso que é uma pressão positiva. Todos temos vontade de ganhar, de jogar. Temos confiança e esperamos que assim continue durante muito tempo.

O momento na equipa
Estou bem, trabalho muito para melhorar a cada dia e para seguir forte, mas o mais importante é a equipa e os três pontos.

Grupo forte e unido
Somos um grupo unido e para isso é positivo que ter praticamente o mesmo plantel do ano passado. Isso é muito positivo.

Sérgio Conceição: “Foi um jogo muito positivo”

Foi pelos adeptos que Sérgio Conceição começou a análise ao jogo em que o FC Porto goleou o Estoril (4-0) na estreia na Liga NOS: É muito importante sentir esse apoio, esta paixão que eles sentem pelo clube e isso transmite-se para dentro do grupo de trabalho, sublinhou. Sobre o que se passou dentro das quatro linhas, o treinador destacou a justiça da vitória numa exibição à qual não deixou de apontar algumas falhas, mas que teve a atitude, a paixão, a entrega e a dedicação que quer ver sempre presentes, quer nos jogos, quer nos treinos.

O mar azul
Tivemos um apoio fantástico dos adeptos, estamos a criar um verdadeiro mar azul e eles são verdadeiramente o nosso 12.º jogador. É muito importante sentirmos esse apoio, esta paixão que eles sentem pelo clube e isso transmite-se para dentro do grupo de trabalho, que também sente isso. Há uma coisa que posso prometer, podemos até empatar ou mesmo perder um jogo – espero que não – mas a atitude, a paixão, a entrega e a dedicação estarão sempre em campo.

A justiça do resultado
Foi uma vitória justa. Na primeira parte, em alguns momentos do jogo podíamos e devíamos ter circulado a bola de forma mais rápida, até para encontrar espaço perante o bloco médio/baixo do Estoril. Muitas vezes tivemos algumas dificuldades em encontrar um futebol mais de apoio e diversificar esse tipo de movimentos. Mas depois, com decorrer do jogo, com a nossa intensidade, a procura constante de condicionar o adversário, a forma como estamos vivos, presentes no jogo, surgiram naturalmente os outros golos.

A ansiedade no primeiro jogo
A pressão é sempre positiva. Naturalmente que os jogadores poderão sentir o início do campeonato, a necessidade de dar uma resposta igual à que foi dada na pré-época. Isso é natural e é algo que sabia que, com o jogo, se ia perdendo. É uma situação normal, não é só no FC Porto e no Estoril, em todas as equipas há essa ansiedade. É bom sinal, é sinal de que os jogadores ficam vivos, desconfiados do próprio adversário.

A força do grupo  
Hoje ficaram jogadores de fora como o André André, o João Teixeira, o Sérgio Oliveira, o Indi, o Rafa, o Layún, que está doente. Todos eles, os que jogam e os que não jogam, fazem um FC Porto competitivo, com uma luta sã dentro do grupo de trabalho e penso que isso é o mais importante. Há alguma tristeza de alguns por não participarem, mas com as competições internas e com a Liga dos Campeões toda a gente vai ter oportunidade de jogar. O espírito solidário do grupo de trabalho também é uma das nossas forças.

A lesão de Soares
Será reavaliado amanhã. O departamento médico saberá mais em pormenor a gravidade da lesão. O que me foi passado pelo departamento médico, com quem estamos em total sintonia, é que ele estava a 100 por cento para o jogo, se não obviamente que eu não o teria utilizado. Foi o menos bom de um jogo muito positivo da nossa parte.

A estreia oficial no Dragão
Senti-me muito bem. Como disse na antevisão do jogo, é óbvio que estava emocionado por saber que ia ter a minha estreia como treinador principal num jogo oficial, mas hoje acordei completamente focado no jogo, no que tínhamos que fazer para ganhar.

O FC Porto de Sérgio Conceição
Tem a ver com uma ideia de jogo diferente, quero um FC Porto sempre com grande intensidade, com boa agressividade, a constante procura da bola, do golo, sempre de forma organizada e equilibrada também, que é importante, condicionando muito o jogo do adversário. Temos jogadores com essas características e tentamos ao máximo potenciar essa ideia de jogo. Não vai ser sempre assim, não vamos marcar sempre quatro golos, mas acho que desta forma estaremos mais perto de ganhar os três pontos.

A força do 12º jogador

O 12.º jogador teve um papel decisivo na vitória por 4-0 frente ao Estoril, a maior dos Dragões na primeira jornada da Liga portuguesa desde 1998/99 (então outro 4-0, nas Antas, frente ao Rio Ave). E a expressão tem um duplo sentido, porque nos referimos ao público que encheu quase por completo o Dragão e passou uma energia inesgotável ao grupo e a Marega, o primeiro jogador a saltar do banco, aos 32 minutos, quando Soares se lesionou. O MVP do jogo, que na época passada esteve emprestado ao Vitória de Guimarães, abriu o marcador três minutos depois e fez ainda o 3-0, que sentenciou a partida. Mas, mais do que destaques individuais, importa voltar ao coletivo: os portistas assistiram a um verdadeiro vendaval de ataque, com muitas oportunidades de golo e exibições de grande nível de Óliver, Brahimi e até de Marcano, que encerrou o marcador. O FC Porto salta provisoriamente para a liderança da Liga, graças ao saldo de golos.
Sérgio Conceição pôs em campo o onze mais comum na pré-época, num claro 4-4-2 imitado pelo Estoril, treinado por um ex-colega de equipa no FC Porto (e campeão europeu), Pedro Emanuel. E a equipa da Linha revelou precisamente uma boa organização defensiva, face ao evidente domínio azul e branco. Os Dragões pressionaram muito no meio-campo contrário, dando continuidade a uma das ideias fortes da pré-época, mas apenas criaram duas ocasiões claras de golo no primeiro quarto do jogo, ambas na sequência de lances na direita: na primeira, aos dois minutos, Aboubakar não conseguiu finalizar e, na segunda, fê-lo de maneira brilhante, de calcanhar, mas em fora de jogo.
O Estoril ia conseguindo meter gelo na partida, mas, em cima da meia hora, o camaronês voltou a ter uma ocasião soberana, disparando ao lado após assistência de Corona. Pouco depois, Soares, que esteve em dúvida para o encontro, foi forçado a sair, devido a lesão, e o que parecia ser uma contrariedade acabou por ser convertido numa oportunidade: Marega entrou e, três minutos depois, abriu o marcador, aproveitando um mau atraso de Mano ao guarda-redes Moreira. Tratou-se de um lance muito semelhante ao protagonizado no jogo frente ao Deportivo da Corunha, o que prova que não há só sorte – a velocidade de reação do maliano foi decisiva. Antes do intervalo, houve outro golo anulado aos portistas, por fora de jogo, no caso de Corona.
A desvantagem não fez os forasteiros mudar de atitude na segunda parte, até porque o FC Porto não deixava. E a segunda parte foi verdadeiramente demolidora: o 2-0 surgiu logo ao minuto 54, na sequência daquela que foi a mais bela jogada do encontro, uma troca de bola entre Óliver, Alex Telles e Brahimi, que marcou após ganhar um ressalto sobre o adversário. Porém, esse facto não faz desmerecer o grande desenho coletivo.
O 3-0 surgiu de seguida, com Marega a bisar (e a igualar o sportinguista Gelson na lista de melhores marcadores), após Óliver cruzar milimetricamente dentro de uma cabine telefónica. As oportunidades criadas nesta segunda parte foram mais do que muitas, com destaque para Aboubakar, que teve a infelicidade de não marcar nenhum golo, algumas vezes por intervenções de Moreira, outras porque a finalização não lhe saiu bem. O 4-0 foi da autoria de Marcano, após livre apontado por Óliver - Hugo Miguel precisou de recorrer ao novel videoárbitro para validar o golo que fechou o marcador. Nos últimos minutos, Casillas teve tempo para brilhar, com duas boas defesas, e Aguilar atirou uma bola à barra da baliza do espanhol. Porém, o triunfo azul e branco não peca por excesso, bem pelo contrário. Com esta amostra, é caso para dizer que já só faltam menos de quatro dias para o FC Porto voltar a entrar em campo, no terreno do Tondela (domingo, 20h15).

Soares vai ser reavaliado na quinta-feira, depois de ter sido substituído no decorrer do jogo frente ao Estoril, após de se ter ressentido de uma mialgia na coxa direita. O avançado vai ser reavaliado esta quinta-feira.
Também para quinta-feira está agendado o regresso ao trabalho do plantel principal do FC Porto, que fará a primeira sessão de preparação para o jogo da segunda jornada da Liga NOS, frente ao Tondela (domingo, 20h15). Os trabalhos no Olival iniciam-se pelas 10h00 e decorrem à porta fechada.

Foram 48.011 os adeptos que se dirigiram ao Estádio do Dragão no final da tarde de ontem, mas há uma presença especial que cumpre assinalar: o presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, ainda a recuperar da fratura de três costelas, fez questão de acompanhar ao vivo a equipa num momento que é sempre especial. Os adeptos não ignoraram a sua chegada à tribuna presidencial e fizeram questão de a sublinhar com aplausos e cânticos de incentivo ao FC Porto.

08/08/17

Aconteceu a 08 Agosto 1978

Neste dia, o treinador José Maria Pedroto recebia no Estádio das Antas a sua terceira faixa de campeão nacional, a primeira como treinador. Tinha então já duas conquistadas como jogador, nas épocas de 1955/56 e 1958/59. Como se sabe, o título de 1977/78 foi decisivo para a projeção do clube nas décadas seguintes, tendo interrompido um jejum de 19 anos. Jorge Nuno Pinto da Costa era então diretor do departamento de futebol.

07/08/17

Aconteceu a 07 Agosto 1999

Neste dia, o Estádio Mário Duarte, em Aveiro, foi palco da primeira mão da Supertaça. O FC Porto pentacampeão, treinado por Fernando Santos, ganhou por 2-1 ao Beira-Mar, vencedor da Taça de Portugal, orientado por António Sousa, campeão europeu de Viena em 1987. Os três golos surgiram todos nos últimos 25 minutos do jogo: os aveirenses foram os primeiros a marcar, por intermédio de Fary, mas Domingos e depois Esquerdinha, com um daqueles “petardos” que lançava à baliza, deram a volta ao marcador e colocaram os Dragões perto de conquistar a 11.ª das 20 Supertaças que ostentam hoje no palmarés.


19/07/17

Aconteceu a 19 Julho 1973

Neste dia, estava de regresso ao FC Porto Béla Guttman, que numa primeira passagem pelas Antas tinha conquistado o campeonato nacional de 1958/59, época do famoso ‘caso Calabote’. Desta vez, no entanto, a máxima ‘nunca voltes a um lugar onde foste feliz’ acabou por se revelar certeira, visto que os Dragões não conseguiram conquistar qualquer título em 1973/74. Guttman voltou a Viena e, aos 74 anos, encerrou uma longa carreira. A sua memória, contudo, seja pelo que ganhou, seja pelo que disse, permanece bem viva no futebol português…

30/06/17

Aconteceu a 30 Junho 1965

Neste dia, Cesário Bonito tomava posse como presidente do FC Porto – tratava-se do regresso à liderança no clube, para um sexto mandato no cargo. Foi eleito a 5 de junho e tomou posse no ginásio do Estádio das Antas. Cesário Bonito, natural do Peso da Régua, seria irradiado (pena depois revista) pela Federação Portuguesa de Futebol, em 1955, ao não calar a revolta pelo adiamento de um FC Porto-Sporting, com o espantoso argumento de que Travassos, um dos 'violinos' de Alvalade, ficara retido em Madrid e não poderia participar no jogo. Bonito levou ainda o FC Porto à primeira 'dobradinha' (1955/56), com Yustrich como treinador, teve um papel determinante na construção do Estádio das Antas e, no mandato em causa (que terminou a 2 de maio de 1967), contratou Pedroto para treinador.

01/05/17

Preparando o jogo com o Marítimo





Poucas horas após o triunfo em Chaves (2-0), o plantel principal do FC Porto voltou a subir ao relvado do Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival, para realizar o primeiro treino de preparação para a deslocação do próximo sábado (20h30) à ilha da Madeira, para defrontar o Marítimo, na 32.ª jornada da Liga NOS.
Na sessão da manhã deste domingo nota para Danilo, que segue o processo de recuperação à lesão sofrida no joelho diante do Feirense. O médio é o único nome no boletim clínico dos Dragões e realizou tratamento e trabalho de ginásio. Presente nos trabalhos esteve o guarda-redes Roberto Silva, do plantel dos Sub-17.
Na segunda-feira o plantel goza um dia de folga, antes de voltar a centrar atenções no jogo frente aos verde-rubros. A próxima sessão está agendada para terça-feira, de novo no Olival e de novo à porta fechada.

15/03/17

Aconteceu a 15 Março 2000

Neste dia, Jorge Costa e Capucho já tinham marcado e o apuramento para os quartos de final da Liga dos Campeões parecia ser só um pró-forma, uma questão de tempo (de 20 minutos, sensivelmente). Só que o Sparta de Praga despertou, reagiu, reduziu por Lokvenc e empatou, sobre o minuto 90, por Fukal. Rui Barros, que actualmente é o adjunto de Nuno Espírito Santo, tinha entrado aos 82 minutos do jogo das Antas. O FC Porto de Fernando Santos confirmou a qualificação na semana seguinte, na última jornada da segunda fase de grupos, vencendo o Hertha em Berlim com o golo da vida de Clayton, contado na primeira pessoa na edição de fevereiro de 2016 da Dragões.

06/03/17

Aconteceu a 6 Março 1994

Neste dia, o FC Porto jogava em Paços de Ferreira para a 22ª jornada do Campeonato Nacional. A equipa de Bobby Robson venceu por 2-0, com golos de Timofte (aos dez minutos) e de Kostadinov (55), que repunham a equipa no trilho certo, após uma dura derrota na Bélgica frente ao Anderlecht (1-0), com um golo mesmo ao cair do pano de Luc Nilis. No vídeo pode ver os golos de dois grandes jogadores estrangeiros que representaram o nosso clube.

27/02/17

Aconteceu a 27 Fevereiro 1994

Neste dia, o FC Porto recebe o Braga e aplica uma manita, com um hat-trick de Kostadinov. Bobby Robson tinha assumido a equipa em Janeiro e o efeito do futebol ofensivo do treinador britânico começava a notar-se.

25/01/17

Soares, o novo número 29 do FC Porto

Velocidade, força e técnica: são estes os principais atributos de Francisco das Chagas Soares dos Santos, conhecido simplesmente por Soares. Brasileiro, nascido em Sousa, no estado da Paraíba, o ponta de lança, que também sabe jogar nas alas, aumenta consideravelmente o poder de fogo do ataque portista, chegando ao Dragão depois de seis vistosos meses no Minho, ao serviço do Vitória de Guimarães.
“Tiquinho” Soares, como também é conhecido, é mais um jogador brasileiro que encontrou em Portugal a porta perfeita para dar os primeiros passos no sempre apetecível futebol europeu, mas os desempenhos do possante avançado (1,84m e 90kg) fazem dele mais do que um simples jogador. À velocidade e à força, Soares alia uma técnica bem apurada, que encontra no pé direito o melhor intérprete. A raça e uma tremenda capacidade de luta são outras características que lhe são reconhecidas, essenciais para um jogador que se quer “à Porto”.
No Brasil, Soares passou por clubes como o Botafogo (Paraíba), Sousa e CSP (Centro Sportivo Paraibano), tendo chegado a Portugal para jogar no Nacional, na segunda metade da época de 2014/15. A primeira experiência no futebol português rendeu dois golos em 14 jogos, registo que foi francamente melhorado no segundo ano no clube madeirense: 14 golos em 35 jogos. Transferido para Guimarães na antecâmara da época em curso, foi ao serviço da equipa minhota que os números e sobretudo as exibições ganharam maior relevo, tendo terminado a primeira metade da temporada com nove golos em 22 partidas.

16/01/17

Declarações dos jogadores

Oliver Torres
Sabíamos que era um jogo importante porque os nossos rivais tinham perdido pontos. Era importante entrar bem no jogo e felizmente conseguimos fazer um golo que nos deu a tranquilidade. Depois eles tiveram a expulsão e o jogo tornou-se mais fácil e a equipa fez uma grande exibição.
A nossa motivação era máxima, independentemente do resultado do Benfica. Vínhamos jogar para ganhar, como sempre. Temos que nos focar em nós, fazer o máximo e continuar a trabalhar para estar onde queremos estar no final.
Cada jogo é um jogo. Aqui, com os nossos adeptos é diferente. A equipa entrou bem, estamos contentes, mas temos já que preparar o jogo de sábado.
 
André Silva
Fomos claramente superiores e conseguimos a vitória graças ao trabalho que fizemos.
Quando as bolas não entram o problema é sempre de eficácia, porque criámos oportunidades. Temos de continuar a trabalhar, porque as bolas vão começar a entrar.
Temos de manter as nossas ideias e nunca facilitar, que é o que às vezes fazemos. A bola vai acabar por entrar de alguma maneira.
Vamos trabalhar para aumentar a confiança e esperamos fazer uma boa segunda volta.

Marcano
Estamos a atravessar um bom momento e por isso temos que aproveitar, porque isto nem sempre acontece. Começámos muito bem. Eles não nos criaram ocasiões de golo claras e a partir do 1-0 começámos a estar mais soltos, a combinar mais, e a criar mais ocasiões. Na segunda parte, com um jogador a mais, acabou por ser mais fácil.
É uma parte importante do jogo, mas isso não se deve só ao trabalho dos defesas. Toda a equipa trabalha para que não nos criem muitas ocasiões e creio que o está a fazer muito bem.
Estamos todos a falhar e por isso penso que o que menos falhar na segunda volta que vai começar é a equipa que vai conseguir o prémio final.


Maxi Pereira
É uma vitória que dá confiança, pois sabíamos que não seria um jogo fácil. Creio que a equipa entrou mentalizada de que era muito importante conseguir a vitória e estou feliz pois fizemos um grande esforço para vencer. A bola entrou e isso foi o mais importante.
Contra estas equipas é muito importante marcar o mais depressa possível e a expulsão acabou por tornar as coisas mais fáceis para nós, pois permitiu-nos circular mais a bola e esperar o momento certo para fazer outro golo. Estou contente pois era importante ganhar e aproximarmo-nos do primeiro lugar.
Procuro sempre dar o meu máximo e estou mais contente pela vitória da equipa do que por este prémio, mas é sempre bom quando valorizam o nosso trabalho. Temos de continuar neste caminho para chegarmos ao fim e conseguirmos o nosso objetivo, que é o campeonato.
É claro que acreditamos no título, pois ainda há toda uma segunda volta para jogar. Ainda há muito jogo pela frente e temos de pensar nos pontos que perdemos, nos erros que cometemos e não os voltarmos a cometer na segunda volta. Não temos margem de erro e temos de continuar com uma mentalidade de campeão.

Nuno: “É importante aproximarmo-nos do topo”

Com a vitória frente ao Moreirense (3-0), este domingo, o FC Porto reduziu para quatro pontos a desvantagem face ao líder Benfica na Liga NOS. Nas declarações logo após o final do desafio, Nuno Espírito Santo reconheceu a importância de estar muito próximo do topo e de meter pressão nos rivais. Para além disso, numa análise sucinta, considerou a vitória justa e alicerçada num bom jogo. Já na sala de imprensa, sublinhou que a diferença face a encontros anteriores esteve na eficácia.

Primeira análise
Foi uma vitória justa, que se traduziu em golos e num bom jogo. É importante para nós vencer em frente aos nossos adeptos, no Dragão, que mais uma vez esteve presente e a apoiar-nos. Vamos continuar o nosso caminho.
Melhorar fora de casa
Desde o princípio que queremos fazer do Dragão a nossa fortaleza, temos apenas um empate aqui, e sabemos em que circunstâncias. Temos novos desafios pela frente, nomeadamente melhorar fora de casa.

Aproximação ao primeiro lugar
É importante aproximarmo-nos do topo da tabela, meter pressão. O nosso trabalho é continuar a vencer os nossos jogos e estar muito próximo do primeiro é sempre muito importante.

Análise à primeira volta
Fazemos é uma projeção da segunda volta, atempadamente vamos fazer melhor.

Eficácia
O que foi diferente face ao jogo anterior foi o acerto, a capacidade de ser eficaz, fazer os golos e chegar a uma vitória justa. Tivemos o jogo permanentemente controlado, não consentimos oportunidades ao Moreirense. Tivemos bastante produção ofensiva, que poderia até ter sido mais materializada. Parabéns aos jogadores, é sempre importante vencer no Dragão, a nossa fortaleza, e obter um resultado que nos aproxima do lugar em que queremos estar, que é o topo.

Confiança
Assim é mais fácil a perspetiva de construir uma equipa que queremos campeã, as vitórias ajudam, os jogadores ficam mais seguros de si. Hoje foi tudo muito mais natural, creio que a equipa fez um bom jogo e uma boa vitória.

O regresso de Kelvin
É mais um jogador que se integrou na dinâmica da equipa. Estava parado há algum tempo, temos de ter algum cuidado na sua integração para que possa ser útil.

Regresso às vitórias

​O FC Porto recebeu e venceu o Moreirense (3-0), no Estádio do Dragão, em jogo da 17.ª e última jornada da primeira volta da Liga NOS. Óliver Torres (30m), André Silva (42m) e Marcano (62m) apontaram os golos do triunfo dos Dragões, que assim passam a somar 38 pontos e reduzem para quatro a distância que os separa do primeiro lugar do campeonato. Segue-se novo jogo em casa na 18.ª ronda da prova, desta feita diante do Rio Ave, marcado para sábado, dia 21 de janeiro, às 16h00.
Ciente da importância de um regresso imediato às vitórias, o FC Porto entrou de forma autoritária e criou a primeira oportunidade logo aos dois minutos, mas Corona, bem servido por Herrera, cabeceou ao lado. Logo a seguir, Francisco Geraldes testou os reflexos de Casillas (4m) e Diogo Jota fez o mesmo com Makaridze (19m), que voltaria a evidenciar-se numa tentativa de canto direto por parte de Alex Telles (19m). O FC Porto ia ameaçando o golo e conseguiu-o quando o relógio assinalava meia-hora de jogo. Marcano não deu como perdida uma bola defendida por Makaridze após um livre de Alex Telles e cruzou atrasado para Óliver Torres, que rematou rasteiro e sem hipóteses para o guardião do Moreirense, abrindo o ativo com classe.
Desbloqueado o marcador, os azuis e brancos partiram ainda com mais força em busca do segundo golo e este chegaria ainda antes do intervalo. Depois de Diogo Jota deixar vários adversários para trás e de Corona proporcionar nova boa intervenção a Makaridze, André Silva estava no sítio certo para a recarga e cabeceou para o fundo das redes, apontando o 11.º golo da conta pessoal no campeonato (42m). Ainda antes do descanso, Francisco Geraldes viu o segundo cartão amarelo e o consequente vermelho, deixando o Moreirense em inferioridade numérica com toda uma segunda parte por jogar. A vencer por 2-0 e com mais um homem em campo, o FC Porto tinha via aberta para o tão desejado regresso às vitórias.
Os derradeiros 45 minutos tiveram a baliza do Moreirense como sentido único e foram de domínio absoluto do FC Porto, que ficou a dever a si próprio um resultado ainda mais volumoso. André Silva teve o 3-0 nos pés em dois lances quase consecutivos (57m e 58m), mas seria a cabeça de Marcano a fazê-lo na sequência de um canto cobrado por Herrera (62m). Um golo e uma assistência para o central espanhol dos Dragões, que não cessaram esforços na busca de uma vitória mais ampla, mas que acabaria por se saldar num 3-0 que promoveu ainda o regresso de Kelvin aos relvados com a camisola do FC Porto. Missão cumprida e três pontos amealhados, que deixam a liderança mais perto à entrada para a segunda volta.