30/06/07

"Super Helton" Crónica d'O Jogo de Alcides Freire

Quando Helton se estreou pela selecção principal, o Brasil do futebol torceu o nariz. Um guarda-redes do campeonato português? A simpatia foi-se mantendo porque, numa primeira fase, o guarda-redes portista era suplente de Gomes. Nessa fase, quando não se sabia se Dunga manteria a aposta, os jornalistas brasileiros duvidavam do que não conheciam. A qualquer pergunta sobre Helton respondiam "Rogério Ceni e Fábio Costa". Dunga não abalou nas convicções, enganando meio Mundo, pelo menos boa parte daquele que fala português. Testou, testou e fez ainda mais testes com Helton na baliza durante os jogos de maior grau de dificuldade, como os dois no Estádio de Wembley diante de Portugal e Inglaterra. Perante tantos exemplos, o natural é que Helton fosse titular na Copa América. Mas, surpresa, Dunga é bem capaz de surpreender para além do duvidoso gosto revelado nas camisas. Doni foi titular e o guarda-redes do FC Porto ganhou o direito à indignação. Indignou-se? Não. Manteve o profissionalismo, não veio queixar-se das opções e nem sequer aproveitou entrevistas para responder com indirectas a perguntas directas. Podia até recordar que Doni foi mal batido nos dois golos mexicanos e acrescentar, com ironia, que o site da CBF o anunciara como titular momentos antes do México-Brasil. A verdade é que optou por ser como Vítor Baía - aceitando a decisão de quem é pago para decidir - quando foi ultrapassado por Helton na baliza do FC Porto. Mesmo no banco, Helton fez uma defesa sensacional.
Diferente entre iguais
Sei que isso representa uma responsabilidade extra, até por tudo aquilo que o Anderson conseguiu fazer na selecção e no FC Porto.
Leandro Lima sobre as inevitáveis comparações com Anderson

29/06/07

"Vantagem" Crónica d'O Jogo de Alcides Freire

Nem um bilhete para o FC Porto-Manchester United é capaz de me convencer do contrário. Tenho, por estes dias, a firme convicção de que os portistas estão a perder no campeonato das contratações. Desde o tempo de Santana Lopes no Sporting que a pré-temporada passou também a ser um campeonato. Mesmo aplicando a lei da vantagem, a dada a um FC Porto bicampeão que perdeu até ao momento dois jogadores que pouco contribuíram para essas vitórias - no caso de Anderson para desgraça do bom futebol - , não mudo uma vírgula à convicção. Apesar dessa certeza pouco científica, tenho razões históricas para estar convencido de que algumas jornadas do próximo campeonato tornarão o FC Porto na equipa mais equilibrada e que a paragem de Natal é bem capaz de lhe atribuir a obrigação de ser campeão. Até porque por esses dias todos concordarão que o melhor e mais caro plantel não pode ficar em segundo lugar. Mas, se me prometerem um bilhete para um jogo grande da próxima Liga dos Campeões sou até capaz de achar que o FC Porto nem sequer precisa de reforços, porque pode sempre contar com os jogos do Benfica na Choupana. Lá, talvez por causa das viagens de avião, a lei da vantagem tem uma essa desvantagem de não interromper um lance de ataque do Nacional mesmo quando um dos seus jogadores sofre falta perto da área adversária. Se esse lance acabar em golo, já se sabe, é bem capaz de ir parar a um processo do Ministério Público. E se um canto for transformado em pontapé de baliza é certo que se forme uma equipa especial, género concentração de "McGyver" de fato e gravata, do Ministério Público.
NÃO É COMO PEPE: Mantorras?
A ida de Mantorras do Alverca para o Benfica pode esperar. A transferência de Pepe para o FC Porto já se tornou num caso de polícia. Nunca, como agora, parece correcta a imagem da Justiça de olhos vendados e segurando a balança.

28/06/07

"Toscos" Crónica d'O Jogo de Alcides Freire

É possível imaginar um FC Porto que olhará de cima para baixo sem parecer altivo para os adversários. Uma equipa com um meio-campo formado por um trio de altos, em que apenas um é loiro e no qual não haverá lugar para toscos. Um FC Porto assim vive ainda no campo das hipóteses. A ser verdade que hoje em dia poucos treinadores escolhem os jogadores, parece óbvio que Jesualdo Ferreira não foi de férias sem deixar um desenho-robot do jogador que cabia na definição de "alto e robusto". Bolatti, que parece que acabará mesmo no FC Porto, mede 1,89 metros e passará a ser o concorrente directo de Paulo Assunção, o trinco de duas épocas de sucesso mas que mede "apenas" 1,77. Adriaanse, que descobriu no brasileiro a divina qualidade de conseguir estar em muitos lugares quase ao mesmo tempo, achava que com mais centímetros Assunção já teria passado à condição de ex-portista. Lucho, que foi sempre o médio mais alto do FC Porto bicampeão, deixará de ser a torre desse meio-campo hipotético, até porque Kazmierczak mede para além do 1,90. Sem tantos centímetros, os portistas evoluíram na Liga dos Campeões, mas terão ficado com a sensação que faltaram centímetros para que a progressão fosse maior. O embate com o Chelsea de Mourinho foi como "tempo de antena" do futebol dos jogadores robustos e altos. Há, todavia, o risco da associação de palavras estar correcta, porque é verdade que durante anos houve uma parte da Europa que encheu estádios com altos, loiros e toscos. E para um FC Porto que assenta o seu método de jogo nas transições rápidas, convém que se mantenha o jeito e a velocidade. O tamanho não é, definitivamente, tudo. Mas pode ser decisivo.
De férias em Barcelona: Quaresma voltou?
Quaresma no mesmo hotel em que Jorge Mendes se reuniu com o director-desportivo do Barcelona? É verdade e dezenas de jornalistas presenciaram isso mesmo quando se depararam com o português a deixar a unidade hoteleira. Regresso? Difícil, até porque Rijkaard continua no Barça. Mas, pelo menos foi notícia.

25/06/07

"O ataque dos arranha-céus" Crónica d'O Jogo de José Manuel Ribeiro

Embora me arrepie com a caça que todas as épocas fazemos ao campeão do defeso, pelo menos enquanto não nos guiarmos por dados mensuráveis – os jogadores que melhor se bronzearem, por exemplo -, desta vez também me concedo uma certeza absoluta a respeito do próximo campeonato: vai ser comprido. Comprido não no sentido da duração psicológica, apesar dos momentos que há-de haver em que toda a gente andará farta do ponto a que chegam remoques como os de anteontem entre Pinto da Costa e Vieira, mas comprido do género que se mede com uma régua. E até avanço uma medida: um metro e noventa. Cardozo e Kazmierczak partilham essa casa, para além da última letra do abecedário, e há Bolatti, cujas reputadas qualidades de cabeceador sugerem compensar o centímetro que falta. Metido Luisão ao barulho, na presunção de que toda a gente concorda que ele sozinho tem dado o monopólio do tamanho ao Benfica, dispomos do necessário para um novo jogo de tabuleiro. O ataque dos arranha-céus. Desde os tempos dos italianos Del Neri e Trapattoni, seguidos dos holandeses Adriaanse e Koeman, que não é seguro pôr as mãos no fogo nessa matéria, mas pode nem ser de propósito. Calharam de seguir na mesma direcção: para cima. Não sendo um futebol a que estejamos habituados, quando apareceu por aqui funcionou sempre e o último exemplo foi o de Jardel no Sporting, coincidentemente o único dos três grandes que ainda se resigna a ficar perto do chão. Opção que, soando a desvantagem, terá pelo menos a virtude de obrigar FC Porto e Benfica a fechar as pernas.
Estatura - A deficiência óbvia
No FC Porto, palavras de Jesualdo, a altura dos reforços tem a ver com o complexo ganho na Liga dos Campeões, onde é indiscutível que, se não o tamanho, pelo menos o peso fez falta nas duas últimas épocas. Terá os seus custos, as escolhas podem ser debatidas, mas não há por onde atacar a opção: se havia deficiência diagnosticável a olho nu no FC Porto, era essa.

21/06/07

Edgar pronto para marcar

Edgar já é Dragão. O avançado brasileiro, de 20 anos, rubricou esta tarde contrato com o FC Porto, que assegura os serviços do jogador por uma época, reservando ainda a SAD azul e branca a prerrogativa de poder exercer o direito de opção no final da temporada, válido por três anos.
http://www.fcporto.pt/Info/Futebol/Noticias/infofut_futedgardec_190607_27496.asp

Rabiola é Dragão

O F.C. Porto assegurou, ao final da tarde de hoje, a aquisição dos direitos desportivos do avançado Rabiola, internacional português de Sub-18 que na época passada representou o Vitória de Guimarães, clube a que o jogador será cedido na primeira época de um contrato válido por três anos, com mais dois de opção.

Kaz «feliz» num «clube fantástico»

Três anos de contrato ligam, a partir de hoje, FC Porto e Kazmierczak. Depois de superada a bateria de testes, o médio polaco que na época passada representou o Boavista, cedido pelo Pogon, oficializou o vínculo que reserva à SAD azul e branca o direito de opção por mais duas temporadas.
http://www.fcporto.pt/Info/Futebol/Noticias/infofut_futkazmierczakapres_210607_27540.asp

"Novos" Crónica d'O Jogo de Alcides Freire

À falta de melhor para contrariar a frase "velhos são os trapos", sempre se pode dizer que "jovens são os reforços do FC Porto". Até porque é absolutamente verdade. Nesse sentido Lino e Nuno serão, para já, as necessárias excepções para confirmar uma regra. O que até se percebe, porque se existem erros de casting no FC Porto pós-título europeu, terão acontecido todos na escolha de jovens laterais-esquerdos. O ex-academista chegará ao estágio com 30 anos, o guarda-redes "envelhece" com sentido um grupo de guarda-redes todos eles com idades abaixo dos 30. Isto também pode servir para dizer mal quando se esgotarem os argumentos contra "a excessiva juventude" na política de reforços do FC Porto. E quando não houver mais nada para dizer sobre os novos, sempre pode incluir-se o facto de serem quase todos brasileiros. Nada, nem o facto de serem internacionais Sub-20, demoverá as críticas. A contratação de Rabiola, internacional de Sub-18, fica mal nesta história, até porque, imagine-se, é português. Como portugueses são os três primeiros reforços anunciados pelo FC Porto: Ventura, Rui Pedro e Castro, um trio que antes mesmo de ser campeão nacional de juniores já sabia que estava convocado para a pré-temporada dos seniores. Esses mesmos ídolos com quem foram treinando, com regularidade, durante a época passada. Como são demasiadas coincidências, pode mesmo pensar-se que existe um plano. E existe mesmo, ainda que a designação pouco diga aos mais curiosos: 611. Como não é um indicativo, é um "jogo de números" - começou em 2006 e será sujeito a balanço em 2011 - que pretende acabar numa palavra apenas: sucesso. As contas fazem-se no fim.
Quem eu sou
Sou um médio-ofensivo com muita velocidade, um excelente drible e uma boa capacidade de finalização
Leandro Lima define-se numa frase

18/06/07

Blogs Portistas: Portistas de bancada

"Não é portista quem quer, só quem pode".
Visitem o blog: http://portistasdebancada.blogspot.com

Título nacional de Sub-15 confirma hegemonia portista

Os dois golos de Filipe, que este domingo carimbaram a conquista do 13º campeonato nacional de Sub 15 pelo F.C. Porto, serviram igualmente para confirmar o domínio dos azuis e brancos ao longo de toda a prova. O brilhante desempenho dos jovens Dragões no campeonato da categoria levou a mais um desfecho vitorioso dos escalões de formação do clube.
Fonte: Site Oficial

14/06/07

Reforços não-oficiais

Faço um apanhado de alguns reforços que se falam na imprensa desportiva:
Edgar - Beira-Mar
Leandro Lima - São Caetano
Bolatti - Belgrano
Kazmierczak - Boavista
etc

Vítor Baía troca a baliza pelas Relações Externas

Ao fim de cerca de 20 anos de carreira, Vítor Baía decidiu trocar a baliza do F.C. Porto por uma nova oportunidade enquanto director, continuando assim ligado ao clube que sempre representou «com muito orgulho» e no qual espera iniciar um ciclo «igualmente brilhante» àquele que termina agora.
Visivelmente emocionado, Vítor Baía explicou que o momento de colocar um ponto final na carreira de jogador «não é fácil», mas a permanência no F.C. Porto é algo que vê com «muito agrado», desejando apenas «estar à altura das responsabilidades do clube».
O agora responsável como Director das Relações Externas da F.C. Porto, SAD não quis deixar também de agradecer a todos os que o ajudaram ao longo da sua carreira de guarda-redes, quer nos azuis e brancos quer no Barcelona, sublinhando estar «orgulhoso» por tudo o que fez no mundo do futebol.

Bilhete de Identidade

VÍTOR Manuel Martins BAÍA
Data de nascimento: 15 de Outubro 1969
Naturalidade: Afurada (Vila Nova de Gaia)
Estreia na I Liga: 11 Setembro 1988 (Guimarães - FC Porto 1-1)
Treinador que o lançou: Quinito
Último jogo: 20 Maio 2007 (FC Porto - Aves 4-1)
Jogos no campeonato português: 406
Golos sofridos: 227
Jogos europeus: 108
Jogos na Taça de Portugal: 43
Jogos na Supertaça Cândido de Oliveira: 16
Jogos no campeonato espanhol: 39
Estreia nas competições europeias: 13 Setembro 1989 (FC Porto - Flacari Moreni 2-0)
Estreia na selecção nacional: 19 Dezembro 1990 (Portugal - EUA 1-0)
Internacionalizações: 80 pela selecção A, 8 pelas esperanças, 11 pelos juniores e 4 pelos juvenis
Seleccionador que o lançou: Artur Jorge
Último jogo: 7 de Setembro 2002 (Inglaterra - Portugal 1-1)

Fonte: Site Oficial e Jornal O Jogo

"Baía" Crónica d'O Jogo de Alcides Freire

Querem saber qual é a primeira consequência do anúncio oficial da fim da carreira do Vítor Baía? Não vale responder incluindo Quaresma na explicação. A resposta de 20 valores é: adivinham-se tempos complicados para os que têm menos jeito para a bola, mas são "ferrinhos" na futebolada semanal. Num género de regresso ao passado, aquele anterior a 1988, é quase certo que os menos dotados voltem a estar condenados e limitados ao papel de guarda-redes, pelo menos enquanto os mais dotados não estiverem realmente cansados de tentar imitar o Quaresma. Sem o Vítor Baía em campo deixa de fazer sentido ir para a baliza e gritar, bola encaixada ao corpo com um mão, enquanto se manda a equipar subir no sintético,"fiz uma defesa à Baía". Deixa de haver um modelo para imitar como aconteceu até ontem. Até porque o melhor é repetir o que o ídolo fez uma semana antes. Baía deixa o banco, mas fica a memória. Ou alguém acredita que depois de fintar metade dos adversários alguém comenta, com ar presunçoso, que fez um golo como o Messi? O mais certo é que lhe gritem "à Maradona, ó convencido", porque Diego era o maior de todos. Daqui em diante, Helton e quem lhe seguir, fará uma defesa como o Baía, da mesma forma que o Baía "fez lembrar o Mly neste voo" e "agarrou a bola como o Américo". Os craques perduram, mas para mal dos menos dotados, também a carreira do craques tem um final.

05/06/07

Blogs Portistas: FCP Mirandela

Desde as terras de Mirandela, um olhar dragão

Fernando assinou pelo F.C. Porto

Fernando, médio internacional-sub-20 pelo Brasil que representava a equipa do Vila Nova, assinou com o F.C. Porto um contrato válido até 2012.
Fernando Francisco Reges nasceu a 25 de Julho de 1987, em Brasília, cumprindo toda a sua formação no emblema do estado de Goiás. Este atleta tem 1,82m e 70 kg.
O médio vinculou-se ao F.C. Porto com o objectivo de potenciar as suas qualidades e continuar a crescer enquanto futebolista de futuro.

"Negócios" Crónica d'O Jogo de Alcides Freire

Anderson foi embora e foi uma tragédia. Parece que nesse dia a Lua caiu lá do alto e houve mesmo notícias de que o Sol adormeceu, despertando tarde, enfraquecido e já depois de saber que o menino-prodígio estava a bordo de um avião rumo a Manchester. Amuado, lá ajudou à fotossíntese. Visto assim, o defeso não podia começar da pior forma para os portistas, naturalmente incapazes de oferecer ilimitada resistência à "aliança dólares-libras" que torna os campeões ingleses invasores temíveis. Não foi uma derrota por KO, é certo, mas difícil seria evitar perder por pontos. Por contos, no caso qualquer coisa como seis milhões de contos. Em moeda antiga a notícia talvez tenha outro impacto. O Manchester também pagou 1,5 milhões de euros ao Grémio, pela formação de Anderson. Parece pouco, mas sempre são 300 mil contos. Pode ser uma questão psicológica, mas de facto 30 milhões de euros - mais 1,5 milhões que foram directamente para o clube de Porto Alegre - parece ser um mau negócio. Dito assim em euros, mesmo tratando-se de uma jovem promessa que este ano esteve meio ano lesionada, pode parecer pouco. Tão pouco que alguém ache possível chamar-lhe um mau negócio. Como se acenar a seis milhões de contos fosse um erro. Como se pudesse parecer pouco o FC Porto aceitar o que o Barcelona pagou ao Paris Saint-Germain por Ronaldinho, na altura, em 2003, já um craque universal. Ou alguém acredita que para o ano Anderson valeria 12 milhões de contos, perdão, 60 milhões de euros? Nem o Ronaldinho.
Goleador no banco: Hélder Postiga
Hélder Postiga disse que do banco não pode marcar golos. É um facto, enunciado pelo avançado no final do Bélgica-Portugal. Daí a ver na frase do avançado mais uma acusação de mau feitio de Jesualdo Ferreira, parece excessivo. Até porque poderia o portista estar a referir-se a Scolari, que tem optado por Nuno Gomes. Ou não?

30/05/07

Fotos para mais tarde recordar...

http://www.fcporto.pt/Adeptos/Galeria/Fotos/adepgaleria_festacampeoes.asp

Lino é reforço do Dragão

Nome: Dorvalino Alves Maciel (Lino)
Data de Nascimento: 1 Junho 1977
Local de Nascimento: São Paulo
Carreira
2001: São Paulo
2002: Figueirense
2003: Bahia
2004: São Paulo
2005: Fluminense
2006: Juventude
2006/07: Académica
Jogos 148
Golos 21
Entrevista ao site oficial do nosso clube em

Entrevista de Jesualdo à SIC Notícias

Ainda a digerir o título, Jesualdo Ferreira admitiu, em entrevista à SIC, a satisfação redobrada por ter conseguido silenciar todos os que, durante a época, foram fazendo do Apito Dourado uma bandeira anti-FC Porto. Um sentimento, garantiu, partilhado por Pinto da Costa. "Este título deu um gozo muito grande ao presidente", disse, já depois de ter sublinhado a fatia pessoal da satisfação. "O gáudio à volta do Apitou Dourado enojou-me", reforçou, sublinhando que, em parte, a adversidade acabou por servir de estímulo. "Ganhámos e o Apito Dourado não teve influência; isto custa até ao próprio processo do Apito Dourado". Esticando os reflexos desse tema na época, o treinador portista aceitou a ideia de que o clube foi obrigado a gerir silêncios, mas recusou ver nisso um factor acrescido de responsabilidade pessoal. "O que se pretendeu dizer foi que o FC Porto ficou sem liderança, mas falei o que falaria em qualquer circunstância: antes e depois dos jogos". A rematar, uma lição: "Entendo agora por que custa ganhar no FC Porto, mas de fora já sabia o porquê: não é pelo Apito Dourado; é por ser melhor".
Feito o resumo da época, a entrevista projectou também o futuro. Com Jesualdo? A interrogação saiu assim mesmo. "A pergunta não faz sentido; a resposta é sim", disse, lembrando a renovação contratual acordada há meses. De contratações ou saídas de jogadores é que nada. "Não estou preparado para perder ninguém. Estou preparado para ter um FC Porto mais forte", atirou, concordando que duas das três contratações feitas sob sua orientação saíram "ao lado": Mareque e Renteria. Em contraponto, lembrou Fucile, uma escolha bem sucedida e que lhe parece poucas vezes sublinhada. Lembrou também a valorização de alguns jogadores, espelhada na última convocatória de Luiz Felipe Scolari. "Ter cinco jogadores na Selecção é uma coisa que já não acontecia há muito", vincou, hesitando em ceder a Adriaanse todos os louros pelo novo Quaresma ou a recolher para si os da explosão de Bruno Alves. "Este ano, Quaresma também ganhou todos os prémios. O patamar foi o mesmo e ainda se fixou na Selecção".
O papel de Vítor Baía foi muito notado. Jesualdo também o viu. "Tentou passar-se a imagem de que era o adjunto, o treinador principal, quem mandava. Vítor Baía e o plantel sabiam que não era verdade". Em resumo, pura maldade: "O que o Vítor Baía fez foi o papel de capitão de equipa". Uma postura empenhada. "Ele estava numa situação que não é fácil; para quem não tem experiência de futebol talvez seja difícil imaginar o que é ter um jogador como Vítor Baía no banco e o que ele sente". Por isso, disse, teve o cuidado de falar com os quatro capitães de equipa no início da época: três deles não jogavam - Baía, Pedro Emanuel e Ricardo Costa - e Lucho tinha apenas um ano de clube. Nesse contexto, reforçou, Baía foi um esteio. "Marcou uma época no FC Porto". Haverá substituto? "Espero que haja outro".
Fonte: O Jogo

"Luxo" Crónica d'O Jogo de Alcides Freire

O prestígio é muito bonito, mas nunca ninguém o viu fazer um cruzamento de trivela, salvar um golo em cima da linha ou fazer uma defesa sensacional. É bonito e chega. Para o FC Porto, que não se importará com o prestígio que isso representa, há também um rico problema gerado pela presença de tantos jogadores em quase tantas selecções. Por estes dias, ainda que sem a pressão de uma jornada do campeonato dias depois de uma data FIFA, há 10 portistas em cinco selecções e um 11º jogador alinhado para se estrear na principal selecção do Brasil, que por acaso e inveja de todos nós, é igualmente a melhor do Mundo. Dá prestígio e até pode resultar em milhões, não fosse verdade que um jogador internacional pode representar mais alguns zeros à direita do número mais difícil de negociar. Mas pode também representar uma dor de cabeça. No campo das hipóteses, quatro destes internacionais - Lucho, Fucile, Helton e até Anderson -, voltarão para o FC Porto 2007/08, mas regressando demasiado tarde para participarem no estágio de pré-temporada, ainda a tempo de encontrarem nesse ausência a razão para uma futura quebra de forma que será tão natural como compreensível. Lucho é, neste caso, o melhor elemento no campo das explicações. Desde que chegou ao FC Porto em 2005 ainda não teve tempo para gozar férias "normais". Veio directo do campeonato argentino, conquistou a dobradinha em Portugal, foi para o Mundial, regressou para ser bicampeão, está ao serviço da selecção argentina para dois particulares e está com os dois pés na Copa América. É tanta coisa que até cansa descreve-las. Mas o mais certo é que volte a correr menos do que o esperado, hipotecando, quem sabe, a sua valorização no mercado europeu.

26/05/07

Festa dos Campeões fecha a época no Estádio do Dragão

A temporada 2006/07 vai terminar em apoteose. Este domingo, o Estádio do Dragão será o epicentro dos festejos azuis e brancos, reforçados pela recordação de Viena, um dos mais inesquecíveis momentos da história secular do F.C. Porto, e pela homenagem aos campeões de futebol e às equipas de andebol, basquetebol e hóquei em patins pelos títulos conquistados durante este ano.
Para além deste verdadeiro desfile de campeões, a noite será ainda marcada por um jogo de futebol entre o F.C. Porto e o Leixões, respectivamente vencedores das primeira e segunda competições profissionais.
A expectativa em torno desta Festa de Campeões é grande e, ao final da tarde desta sexta-feira, restavam apenas cerca de mil bilhetes para o evento.
Face ao programa definido pelo F.C. Porto para este domingo, é fundamental que os associados e adeptos que têm ingresso para esta Festa dos Campeões se encontrem nas bancadas antes das 19h15, de forma a reforçar o simbolismo do evento.
Programa da Festa dos Campeões
17h00: Tomada de posse dos Órgãos Sociais do F.C. Porto (auditório do Piso -3 do Estádio do Dragão);
17h45: Abertura dos portões do Estádio do Dragão;
19h15: Início da Festa dos Campeões (homenagem aos Campeões Europeus de Viena, às equipas de Andebol, Basquetebol e Hóquei em Patins e aos Bicampeões de futebol);
19h45: Jogo F.C. Porto-Leixões

Fonte: Site Oficial

Cech mantém regime de treino integrado condicionado

O plantel do F.C. Porto cumpriu este sábado, em Vila Nova de Gaia, o derradeiro treino antes da Festa dos Campeões, evento que marca o fim da época dos azuis e brancos. A equipa de Jesualdo Ferreira prosseguiu com a preparação para o encontro com o Leixões, contando com a presença de Cech nos trabalhos, ainda que em regime de treino integrado condicionado.
Bruno Moraes e Anderson não subiram ao relvado, uma vez que se mantêm em tratamento, aos cuidados do Departamento Médico.
Amanhã, os atletas disponíveis no plantel Campeão Nacional concentram-se durante a tarde no Estádio do Dragão, algumas horas antes do encontro amigável com o Leixões.
Fonte: Site Oficial

"Jamor" Crónica d'O Jogo de Jorge Maia

Não foi preciso muito. Bastou o FC Porto não se apurar para uma final da Taça e, de repente, o Estádio do Jamor deixou de ter condições para servir de palco a um jogo daquela dimensão. Envelheceu de repente, como uma espécie de Dorian Gray a quem apunhalam o retrato pelas costas. De um momento para o outro, como num passe de magia, a tradição, a história e até a histeria deixaram de ter significado e o Jamor passou de prazo. De um momento para o outro, as históricas críticas do presidente do FC Porto à realização da final da Taça de Portugal no "estádio de Oeiras" deixaram de ser catalogadas como simples ataques de azia regionalista. Agora, está toda a gente de acordo, Federação Portuguesa de Futebol e o seu presidente, Gilberto Madail, incluídos: o Jamor está obsoleto. Em boa verdade, o Estádio Nacional está obsoleto há pelo menos duas décadas mas, pelos vistos, só Pinto da Costa é que tinha reparado. Se calhar, com os ataques de cegueira histérica que são comuns no nosso país, estas coisas conseguem perceber-se melhor à distância. E que momentoso acontecimento teve lugar para convencer o meio mundo que faltava da inexistência de condições para realizar a final da Taça no Jamor? Terá morrido alguém? Não, não pode ser isso. Porque já morreu alguém, há mais de dez anos, e bastou "reforçar a segurança" para que as razões sentimentais e tradição continuassem a ditar leis. Depois, havia o simbolismo mítico do próprio estádio, um marco da arquitectura fascista que tanto agradava ao antigo regime. Ora, num país que elege um ditador como melhor português de sempre, é evidente que muita gente tem saudades do antigo regime e é apenas natural que se agarre aos seus símbolos. O que justifica, então, esta revolucionária mudança de mentalidades? Pois bem, não há bilhetes que cheguem para duas equipas de Lisboa satisfazerem a curiosidade dos respectivos adeptos em relação à final da Taça de Portugal. Está mal. E se está mal, muda-se. Mas só porque são dois clubes de Lisboa a queixar-se, não vá alguém pensar que afinal Pinto da Costa tinha razão este tempo todo. Como dizia Vinicius, o Jamor é eterno enquanto dura.
Hipótese
Há uma hipótese de renovar, mas ainda não está nada definido
Lisandro López, jogador do FC Porto