06/07/07

"Proporções" Crónica d'O Jogo de Jorge Maia

Não percebo grande coisa de Direito, mas acredito que à aplicação da Justiça, como a quase tudo, se deve aplicar um princípio de bom-senso e proporcionalidade. Não se pode enforcar alguém por se ter esquecido de pôr moedas no parquímetro, nem mandar vergastar uma pessoa que não deu pisca para mudar de direcção. Por isso, e não só, o facto de um atraso de dois minutos custar a participação a um jovem jogador como Rui Pedro num Europeu de sub-19 parece-me completamente desproporcionado. Para quem ainda não conhece os contornos do caso, a explicação é simples. No final do jogo com o Benfica, em juniores, Rui Pedro foi um dos jogadores do FC Porto chamados ao controlo anti-doping. A notificação para se apresentarem na sala de controlo foi-lhe entregue às 17h50 e o jogador compareceu na sala do controlo dois minutos depois. Dois minutos. Tempo considerado excessivo pelo CNAD que comunicou a "irregularidade" à FPF e que levou aquele organismo a suspender o jogador preventivamente, afastando-o do lote de convocados para o próximo europeu de sub-19. Mais uma vez, não percebo muito de Direito, mas, a menos que o controlo realizado ao jogador tenha sido positivo ou que, de alguma forma, o CNAD explique de que forma um atraso de dois minutos na apresentação do jogador no controlo pode ser considerado excessivo ou servir para alterar o resultado das amostras, acho que Rui Pedro deve poder processar aquele organismo por danos graves à sua carreira. E que se faça justiça.


MELHOR TREINADOR - Prémio

O jogo de apresentação do FC Porto, marcado para o dia 21 e que contará com a participação do Mónaco - que assim visitará o Estádio do Dragão pela primeira vez desde a final de Gelsenkirchen -, servirá igualmente de cenário para Jesualdo Ferreira receber o Prémio CNID destinado ao Melhor Treinador. Campeão nacional pela primeira vez a época passada, o treinador portista foi considerado como o melhor pelos sócios do Clube Nacional de Imprensa Desportiva.

Alterações nas camadas jovens

Nuno Capucho vai fazer parte do departamento de futebol da formação do F. C. Porto. O ex-jogador azul e branco será treinador adjunto da equipa de Juniores C, que passará a ser comandada por João Carlos Brandão, que integrou a equipa técnica dos Juniores B. Mas as mudanças nos dragões, que têm como director técnico Luís Castro, não se ficam por este escalão.Do grupo campeão nacional de Juniores A, apenas se irão manter António Frasco e Silvino Morais, treinadores adjunto e de guarda-redes, respectivamente. Quanto ao novo técnico, apenas se sabe que será estrangeiro. Já João Carlos Costa, treinador dos juvenis, que falhou o apuramento para a fase final, foi promovido a adjunto dos sub-19.Os Juniores B passarão a ser orientados por José Guilherme, campeão nacional pelos iniciados. Como adjuntos terá Rui Gomes, ex-treinador do Padroense, que levou a equipa matosinhense dos distritrais à segunda fase do nacional, e Paulinho Santos, ex-jogador portista.O comando da formação do Padrão da Légua, de sub-16, será assumido por Joaquim Silva, ex-adjunto nos Juniores A.Lembre-se que o F. C. Porto contratou recentemente o holandês Pepijn Lijnders, especialista no treino técnico, para trabalhar com as camadas jovens.Ilídio Vale de saídaO treinador Ilídio Vale, responsável pela conquista do título nacional de Juniores A, já não está mais vinculado aos azuis e brancos. Técnico e clube decidiram, por mútuo acordo, colocar um ponto final numa ligação de 19 anos.
Fonte: Jornal de Notícias

05/07/07

Entusiasmo com a bola prossegue no Olival

O F.C. Porto realizou, esta quinta-feira de manhã, o terceiro apronto da época 2007/08, numa sessão de trabalho decorrida debaixo de muito sol e entusiasmo, no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, na qual o contacto com a bola voltou a ser privilegiado.
Os jogadores azuis e brancos iniciaram o treino, que foi aberto à comunicação social, às 10 horas, com 45 minutos de ginásio, seguindo depois para o relvado do Olival, onde efectuaram, entre si, um jogo, no desenrolar do qual foi possível vislumbrar mais alguns pormenores de qualidade dos craques da equipa Bicampeã Nacional.
Concluída a sessão matinal, o plantel juntou-se para almoçar no Hotel Solverde, sendo que durante a tarde os atletas regressam ao Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, para o apronto, à porta fechada, das 17 horas.

Impressões de Bolatti e Luís Aguiar

Mário Bolatti está a acordar de um sonho que o transferiu da Argentina para Portugal. Com as emoções reprimidas pela vontade de trabalhar e a aferição de tudo o que o envolve como prioridade, vai deixando elogios ao F.C. Porto e promessas de afinco. Na primeira entrevista ao site oficial, afirma que queria muito vir para o F.C. Porto.
Luís Aguiar está impressionado com a realidade que encontrou no F.C. Porto e assume, sem contenções, a vontade de dar tudo pelo novo clube. Ao site oficial disse que o F.C. Porto é dos melhores do Mundo.

A felicidade segundo Lino e Kazmierczak

Lino e Kasmierczak são duas das novidades no plantel do F.C. Porto versão 2007/08. Os dois esquerdinos mostram-se entusiasmados com a realidade que vieram encontrar no Dragão. A alegria norteia os discursos recolhidos pelo www.fcporto.pt.
Lino: «Melhor era impossível! Fui muito bem acolhido no plantel do F.C. Porto. Neste clube já deu para perceber que qualquer jogador se sente à vontade para fazer o melhor no seu trabalho, pois tudo o resto é organizado. Estava ansioso para que este dia chegasse. Queria conhecer toda a gente e confirmar o que já sabia. É, sem dúvida, um grande momento para mim»
Kazmierczak: «Estou muito contente. O F.C. Porto é um grande clube e já pude constatar que tem tudo o que é necessário para um jogador trabalhar ao mais alto nível. Fui muito bem recebido por toda a estrutura. Disseram-me para estar à vontade. O sonho de jogar numa equipa campeã como a do F.C. Porto está agora a realizar-se».
Fonte: Site Oficial

"Novelas" Crónica d'O Jogo de Jorge Maia

Afinal, parece que Fabrizio Micolli vai jogar no Palermo durante a próxima temporada. É o ponto final numa daquelas novelas de Verão que davam um jeitaço quando era preciso encher papel e não havia mais nada para escrever. A possibilidade do italiano trocar o Benfica pelo FC Porto nunca foi confirmada pelos portistas, nem admitida pelos encarnados, mas mesmo assim valeu uma boa mão-cheia de primeiras páginas. Depois, a incerteza sobre o desfecho do negócio era uma daquelas coisas a que se podia recorrer numa aflição, com a garantia de se prender a atenção dos adeptos dos dois lados da barricada sem ser preciso arriscar muito. Bastava dizer que o italiano estava a um passo do FC Porto para deixar alguns benfiquistas sem força nas pernas e exaltar a nação portista, para logo no dia seguinte se publicarem as juras de amor eterno do pequeno avançado ao clube da Luz e repôr-se o universo nos seus eixos. Fácil. Vem agora um clube italiano armado em Palermo estragar tudo e acabar com a novela favorita dos adeptos portugueses de futebol com uma daquelas reviravoltas absolutamente inesperadas no argumento. Ou nem por isso. Afinal, não tendo conseguido chegar a acordo para continuar no Benfica durante mais uma temporada, Micolli não quis perder completamente a ligação ao clube da Luz e também vai equipar de cor-de-rosa na próxima temporada. É, o Palermo também equipa de cor-de-rosa, uma cor que não choca os italianos que sempre vestiram assim os seus melhores ciclistas e um dos mais prestigiados jornais desportivos europeus, a "Gazzetta dello Sport". Para concluir que só em Portugal é que algumas novelas têm público.
Mutualismo
Quero ajudar o clube e ser ajudado pelo clube.
Luis Aguiar, jogador do FC Porto

04/07/07

"Mitologia" Crónica d'O Jogo de Jorge Maia

De vez em quando, há mitos que vêem as suas fundações abaladas de forma absolutamente arrasadora. Primeiro é preciso explicar que os mitos são formas arcaicas de tranquilizar o Homem perante um Mundo inseguro, assustador e muitas vezes hostil. São quase sempre formas de explicar acontecimentos aparentemente inexplicáveis através do recurso a deuses, semi-deuses ou outras criaturas com poderes sobrenaturais. Figuras mitológicas. Como os responsáveis do Sporting e toda a sua mitológica competência. Uma competência que pode não se traduzir em resultados desportivos, nem financeiros, mas que precisamente por isso, é intangível e por ser intangível é inegável e, logo, mitológica. O problema é quando um desses semi-deuses desce à terra e comete um erro. Um erro infantil, tipo ir buscar um jogador do Sporting ao aeroporto e confundi-lo com um jogador do Benfica que já actua em Portugal há duas temporadas e que já participou numa boa mão-cheia de clássicos com os rivais de Alvalade. Contudo, mesmo nos momentos mais genuinamente humanos, a mitológica competência própria dos dirigentes do Sporting tenta falar mais alto e lá aparece o tal semi-deus zelosamente em bicos de pés a insistir na asneira e a pedir contenção nas declarações do jogador aos jornalistas. Até que alguém o confronta com a sua evidente e errónea humanidade e lhe diz que aquele jogador não é do Sporting. E acaba com o mito. Diga-se, em defesa da competência dos dirigentes do Sporting, que as coisas podiam ter sido piores. Um erro parecido protagonizado por responsáveis de outro clube da Capital podia muito bem acabar à chapada a algum inocente. São coisas que acontecem no Aeroporto de Lisboa em época de transferências.
PRESSA - Controlo
A SAD do FC Porto reagiu à suspensão preventiva aplicada pela FPF aos jogadores sub-19 Rui Pedro e Fábio na sequência de um atraso de dois minutos na comparência ao controlo anti-doping no final do jogo com o Benfica. Os portistas recordam que a notificação foi entregue aos jogadores às 17h50 e que estes responderam à mesma dois minutos depois o que está longe de poder ser considerado um atraso despropositado e capaz de justificar tal suspensão.

03/07/07

Três juniores cedidos ao Fiães

O FC Porto vai emprestar até ao final da temporada os campeões de juniores Hugo Monteiro, Morais e Fábio ao Fiães, clube que milita na II Divisão nacional. Este acordo traduz o início de uma colaboração importante entre os dois emblemas, que poderá levar ainda mais jogadores formados no Dragão para o emblema de Santa Maria de Feira. Hugo Monteiro e Morais são defesas e o Fábio é médio. Os três faziam parte da equipa de juniores do FC Porto que se sagrou campeão nacional e que têm aqui uma oportunidade para lançarem as respectivas carreiras.
Fonte: O Jogo

Bolatti contratado por quatro temporadas

Mário Bolatti assinou ontem um contrato de cinco anos com o FC Porto, ficando definitivamente garantida a sua transferência para o plantel dos bi-campeões nacionais. O anúncio surgiu ontem, já de madrugada, na página oficial do clube na Internet. O médio viajou para a cidade do Porto na companhia de Armando Pérez, presidente do Belgrano, para negociar directamente com o FC Porto os detalhes da sua transferência que ficou decidida ontem à noite. Bolatti faltou à audiência com o juiz Saul Silvestre, do Tribunal Administrativo de Córdoba, na Argentina, marcada para ontem e onde se deveria pronunciar sobre o seu futuro, e em concreto sobre o interesse do FC Porto e do Corunha na sua contratação. A ausência do jogador levou o magistrado argentino a marcar nova audiência para hoje, às 10 horas da manhã, em Córdoba, mas é impossível que Bolatti compareça também a essa audiência, dado que ontem, ao final da noite, ainda se encontrava na cidade do Porto, aonde se deslocou para tratar do acerto das condições do contrato com os portistas. A ausência do jogador não foi vista com bons olhos pelo juiz Saul Silvestre, magistrado que administra os destinos do Belgrano depois do clube ter entrado em falência e que, ao abrigo do artigo 287 do Código Civil e Criminal argentino, intimou o jogador a comparecer no Tribunal sob ameaça de ser conduzido até lá pelas forças de segurança pública e mantido sob detenção até prestar declarações.
Fonte: O Jogo

"Perseguição" Crónica d'O Jogo de Jorge Maia

Há algumas coisas que me fazem confusão nesta história da investigação em torno da alegada legalização irregular de jogadores pelo FC Porto e apenas pelo FC Porto. Desde logo, o valor dado às camisolas do clube, considerado o suficiente para corromper os zelosos funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Bem sei que o FC Porto não equipa de cor-de-rosa choque e admito que o ordenado de um funcionário do SEF não seja particularmente espectacular, mas daí até aceitar uma camisola dos bicampeões nacionais como contrapartida para favores e ilegalidades vai uma distância que o meu pobre e cansado cerébro tem alguma dificuldade em percorrer. Depois, há o facto do processo se centrar num alegado "facilitismo" nos procedimentos de legalização, mais do que em ilegalidades propriamente ditas. Uma forma de assumir que o relacionamento dos cidadãos com os organismos estatais e com a sua burocracia deve ser complicado e moroso e que qualquer tentativa para o descomplicar e abreviar será vista como um ataque à própria essência do Estado de Direito. Finalmente, causa-me algum espanto que o FC Porto seja o único clube português a precisar de recorrer a esquemas ilegais para proceder à legalização dos estrangeiros que contrata. E que contrata para trabalhar com ordenados bem acima da média nacional - como é público e notório - pagando os respectivos impostos e fazendo os respectivos descontos. Afinal, porque raios precisava o FC Porto de esquemas deste género? Como é que fazem os outros clubes? Cumprem todos os procedimentos legais? Ninguém, nem mesmo um funcionário do SEF quer as camisolas deles? Enfim, muitas perguntas, poucas respostas. Como de costume. O que me leva a concluir que, se este é o típico caso de imigração ilegal que preocupa as autoridades portuguesas, se os imigrantes que são explorados nas empresas de construção civil tem os respectivos processos em ordem, então vivemos num jardim à beira-mar plantado. Ou então o FC Porto está mesmo a ser perseguido. É normal. Os clubes que andam sempre na frente habituam-se a ser perseguidos.

01/07/07

Ricardo Costa no Wolfsburgo

Ricardo Costa vai formalizar hoje o contrato de quatro anos com o Wolfsburgo. Aos 26 anos, o defesa-central viverá a sua primeira experiência fora do futebol português, tendo para tal viajado ontem para Alemanha. Ao contrário do previsto, os testes médicos, que se seguirão à reunião com os dirigentes do clube, terão lugar apenas domingo. Ricardo Costa formalizar depois o contrato por quatro anos. O jogador tem previsto regressar pouco depois a Portugal, a fim de tratar do mudança para a Alemanha.

Fonte: O Jogo

"Questão: central" Crónica d'O Jogo de Alcides Freire

Não há nenhuma razão especial para achar que o FC Porto fez bem em dispensar Ricardo Costa, mas há boas razões para considerar que a separação era a única solução para um relacionamento que nunca ultrapassou a fase do namoro. Lançado por Octávio Machado, foi opção para qualquer trabalho durante a gloriosa época de José Mourinho e solução sempre à mão para todos os treinadores que passaram pelo FC Porto desde Gelsenkirchen. Com Jesualdo, por exemplo, Ricardo foi defesa-esquerdo nos jogos mais difíceis da época passada - em Londres, com o Arsenal e depois com o Chelsea - e central quando faltou Pepe. Porque não acredito no mérito da polivalência, tenho a firme convicção de que um jogador que faz várias posições acaba por não ser bom em nenhuma das funções. Ricardo Costa nunca terá feito de questão de experimentar todos os postos da defesa, mas foi esse voluntarismo que lhe prejudicou a carreira. Nunca teve tempo para se familiarizar com nada e acabou por perder até a vantagem de ter sido um dos melhores centrais da selecções jovens de Portugal. Para Wolfsburgo vai também mais um campeão europeu de 2004. Restam apenas dois, no caso, Pedro Emanuel e Bosingwa. Redobra a importância que Pedro Emanuel terá no plantel na próxima temporada, porque será a "prova ao vivo" de que um jogador no FC Porto corre o risco de ganhar tudo. Por restarem dois haverá quem encontre no "apenas" um exemplo de má gestão. Mas, por haver somente dois é possível também perceber como é complicado uma equipa portuguesa ombrear com as melhores da Europa. Há, de facto, uma maneira de fazer omoletes sem ovos. E sem dinheiro.

30/06/07

"Super Helton" Crónica d'O Jogo de Alcides Freire

Quando Helton se estreou pela selecção principal, o Brasil do futebol torceu o nariz. Um guarda-redes do campeonato português? A simpatia foi-se mantendo porque, numa primeira fase, o guarda-redes portista era suplente de Gomes. Nessa fase, quando não se sabia se Dunga manteria a aposta, os jornalistas brasileiros duvidavam do que não conheciam. A qualquer pergunta sobre Helton respondiam "Rogério Ceni e Fábio Costa". Dunga não abalou nas convicções, enganando meio Mundo, pelo menos boa parte daquele que fala português. Testou, testou e fez ainda mais testes com Helton na baliza durante os jogos de maior grau de dificuldade, como os dois no Estádio de Wembley diante de Portugal e Inglaterra. Perante tantos exemplos, o natural é que Helton fosse titular na Copa América. Mas, surpresa, Dunga é bem capaz de surpreender para além do duvidoso gosto revelado nas camisas. Doni foi titular e o guarda-redes do FC Porto ganhou o direito à indignação. Indignou-se? Não. Manteve o profissionalismo, não veio queixar-se das opções e nem sequer aproveitou entrevistas para responder com indirectas a perguntas directas. Podia até recordar que Doni foi mal batido nos dois golos mexicanos e acrescentar, com ironia, que o site da CBF o anunciara como titular momentos antes do México-Brasil. A verdade é que optou por ser como Vítor Baía - aceitando a decisão de quem é pago para decidir - quando foi ultrapassado por Helton na baliza do FC Porto. Mesmo no banco, Helton fez uma defesa sensacional.
Diferente entre iguais
Sei que isso representa uma responsabilidade extra, até por tudo aquilo que o Anderson conseguiu fazer na selecção e no FC Porto.
Leandro Lima sobre as inevitáveis comparações com Anderson

29/06/07

"Vantagem" Crónica d'O Jogo de Alcides Freire

Nem um bilhete para o FC Porto-Manchester United é capaz de me convencer do contrário. Tenho, por estes dias, a firme convicção de que os portistas estão a perder no campeonato das contratações. Desde o tempo de Santana Lopes no Sporting que a pré-temporada passou também a ser um campeonato. Mesmo aplicando a lei da vantagem, a dada a um FC Porto bicampeão que perdeu até ao momento dois jogadores que pouco contribuíram para essas vitórias - no caso de Anderson para desgraça do bom futebol - , não mudo uma vírgula à convicção. Apesar dessa certeza pouco científica, tenho razões históricas para estar convencido de que algumas jornadas do próximo campeonato tornarão o FC Porto na equipa mais equilibrada e que a paragem de Natal é bem capaz de lhe atribuir a obrigação de ser campeão. Até porque por esses dias todos concordarão que o melhor e mais caro plantel não pode ficar em segundo lugar. Mas, se me prometerem um bilhete para um jogo grande da próxima Liga dos Campeões sou até capaz de achar que o FC Porto nem sequer precisa de reforços, porque pode sempre contar com os jogos do Benfica na Choupana. Lá, talvez por causa das viagens de avião, a lei da vantagem tem uma essa desvantagem de não interromper um lance de ataque do Nacional mesmo quando um dos seus jogadores sofre falta perto da área adversária. Se esse lance acabar em golo, já se sabe, é bem capaz de ir parar a um processo do Ministério Público. E se um canto for transformado em pontapé de baliza é certo que se forme uma equipa especial, género concentração de "McGyver" de fato e gravata, do Ministério Público.
NÃO É COMO PEPE: Mantorras?
A ida de Mantorras do Alverca para o Benfica pode esperar. A transferência de Pepe para o FC Porto já se tornou num caso de polícia. Nunca, como agora, parece correcta a imagem da Justiça de olhos vendados e segurando a balança.

28/06/07

"Toscos" Crónica d'O Jogo de Alcides Freire

É possível imaginar um FC Porto que olhará de cima para baixo sem parecer altivo para os adversários. Uma equipa com um meio-campo formado por um trio de altos, em que apenas um é loiro e no qual não haverá lugar para toscos. Um FC Porto assim vive ainda no campo das hipóteses. A ser verdade que hoje em dia poucos treinadores escolhem os jogadores, parece óbvio que Jesualdo Ferreira não foi de férias sem deixar um desenho-robot do jogador que cabia na definição de "alto e robusto". Bolatti, que parece que acabará mesmo no FC Porto, mede 1,89 metros e passará a ser o concorrente directo de Paulo Assunção, o trinco de duas épocas de sucesso mas que mede "apenas" 1,77. Adriaanse, que descobriu no brasileiro a divina qualidade de conseguir estar em muitos lugares quase ao mesmo tempo, achava que com mais centímetros Assunção já teria passado à condição de ex-portista. Lucho, que foi sempre o médio mais alto do FC Porto bicampeão, deixará de ser a torre desse meio-campo hipotético, até porque Kazmierczak mede para além do 1,90. Sem tantos centímetros, os portistas evoluíram na Liga dos Campeões, mas terão ficado com a sensação que faltaram centímetros para que a progressão fosse maior. O embate com o Chelsea de Mourinho foi como "tempo de antena" do futebol dos jogadores robustos e altos. Há, todavia, o risco da associação de palavras estar correcta, porque é verdade que durante anos houve uma parte da Europa que encheu estádios com altos, loiros e toscos. E para um FC Porto que assenta o seu método de jogo nas transições rápidas, convém que se mantenha o jeito e a velocidade. O tamanho não é, definitivamente, tudo. Mas pode ser decisivo.
De férias em Barcelona: Quaresma voltou?
Quaresma no mesmo hotel em que Jorge Mendes se reuniu com o director-desportivo do Barcelona? É verdade e dezenas de jornalistas presenciaram isso mesmo quando se depararam com o português a deixar a unidade hoteleira. Regresso? Difícil, até porque Rijkaard continua no Barça. Mas, pelo menos foi notícia.

25/06/07

"O ataque dos arranha-céus" Crónica d'O Jogo de José Manuel Ribeiro

Embora me arrepie com a caça que todas as épocas fazemos ao campeão do defeso, pelo menos enquanto não nos guiarmos por dados mensuráveis – os jogadores que melhor se bronzearem, por exemplo -, desta vez também me concedo uma certeza absoluta a respeito do próximo campeonato: vai ser comprido. Comprido não no sentido da duração psicológica, apesar dos momentos que há-de haver em que toda a gente andará farta do ponto a que chegam remoques como os de anteontem entre Pinto da Costa e Vieira, mas comprido do género que se mede com uma régua. E até avanço uma medida: um metro e noventa. Cardozo e Kazmierczak partilham essa casa, para além da última letra do abecedário, e há Bolatti, cujas reputadas qualidades de cabeceador sugerem compensar o centímetro que falta. Metido Luisão ao barulho, na presunção de que toda a gente concorda que ele sozinho tem dado o monopólio do tamanho ao Benfica, dispomos do necessário para um novo jogo de tabuleiro. O ataque dos arranha-céus. Desde os tempos dos italianos Del Neri e Trapattoni, seguidos dos holandeses Adriaanse e Koeman, que não é seguro pôr as mãos no fogo nessa matéria, mas pode nem ser de propósito. Calharam de seguir na mesma direcção: para cima. Não sendo um futebol a que estejamos habituados, quando apareceu por aqui funcionou sempre e o último exemplo foi o de Jardel no Sporting, coincidentemente o único dos três grandes que ainda se resigna a ficar perto do chão. Opção que, soando a desvantagem, terá pelo menos a virtude de obrigar FC Porto e Benfica a fechar as pernas.
Estatura - A deficiência óbvia
No FC Porto, palavras de Jesualdo, a altura dos reforços tem a ver com o complexo ganho na Liga dos Campeões, onde é indiscutível que, se não o tamanho, pelo menos o peso fez falta nas duas últimas épocas. Terá os seus custos, as escolhas podem ser debatidas, mas não há por onde atacar a opção: se havia deficiência diagnosticável a olho nu no FC Porto, era essa.

21/06/07

Edgar pronto para marcar

Edgar já é Dragão. O avançado brasileiro, de 20 anos, rubricou esta tarde contrato com o FC Porto, que assegura os serviços do jogador por uma época, reservando ainda a SAD azul e branca a prerrogativa de poder exercer o direito de opção no final da temporada, válido por três anos.
http://www.fcporto.pt/Info/Futebol/Noticias/infofut_futedgardec_190607_27496.asp

Rabiola é Dragão

O F.C. Porto assegurou, ao final da tarde de hoje, a aquisição dos direitos desportivos do avançado Rabiola, internacional português de Sub-18 que na época passada representou o Vitória de Guimarães, clube a que o jogador será cedido na primeira época de um contrato válido por três anos, com mais dois de opção.

Kaz «feliz» num «clube fantástico»

Três anos de contrato ligam, a partir de hoje, FC Porto e Kazmierczak. Depois de superada a bateria de testes, o médio polaco que na época passada representou o Boavista, cedido pelo Pogon, oficializou o vínculo que reserva à SAD azul e branca o direito de opção por mais duas temporadas.
http://www.fcporto.pt/Info/Futebol/Noticias/infofut_futkazmierczakapres_210607_27540.asp

"Novos" Crónica d'O Jogo de Alcides Freire

À falta de melhor para contrariar a frase "velhos são os trapos", sempre se pode dizer que "jovens são os reforços do FC Porto". Até porque é absolutamente verdade. Nesse sentido Lino e Nuno serão, para já, as necessárias excepções para confirmar uma regra. O que até se percebe, porque se existem erros de casting no FC Porto pós-título europeu, terão acontecido todos na escolha de jovens laterais-esquerdos. O ex-academista chegará ao estágio com 30 anos, o guarda-redes "envelhece" com sentido um grupo de guarda-redes todos eles com idades abaixo dos 30. Isto também pode servir para dizer mal quando se esgotarem os argumentos contra "a excessiva juventude" na política de reforços do FC Porto. E quando não houver mais nada para dizer sobre os novos, sempre pode incluir-se o facto de serem quase todos brasileiros. Nada, nem o facto de serem internacionais Sub-20, demoverá as críticas. A contratação de Rabiola, internacional de Sub-18, fica mal nesta história, até porque, imagine-se, é português. Como portugueses são os três primeiros reforços anunciados pelo FC Porto: Ventura, Rui Pedro e Castro, um trio que antes mesmo de ser campeão nacional de juniores já sabia que estava convocado para a pré-temporada dos seniores. Esses mesmos ídolos com quem foram treinando, com regularidade, durante a época passada. Como são demasiadas coincidências, pode mesmo pensar-se que existe um plano. E existe mesmo, ainda que a designação pouco diga aos mais curiosos: 611. Como não é um indicativo, é um "jogo de números" - começou em 2006 e será sujeito a balanço em 2011 - que pretende acabar numa palavra apenas: sucesso. As contas fazem-se no fim.
Quem eu sou
Sou um médio-ofensivo com muita velocidade, um excelente drible e uma boa capacidade de finalização
Leandro Lima define-se numa frase

18/06/07

Blogs Portistas: Portistas de bancada

"Não é portista quem quer, só quem pode".
Visitem o blog: http://portistasdebancada.blogspot.com

Título nacional de Sub-15 confirma hegemonia portista

Os dois golos de Filipe, que este domingo carimbaram a conquista do 13º campeonato nacional de Sub 15 pelo F.C. Porto, serviram igualmente para confirmar o domínio dos azuis e brancos ao longo de toda a prova. O brilhante desempenho dos jovens Dragões no campeonato da categoria levou a mais um desfecho vitorioso dos escalões de formação do clube.
Fonte: Site Oficial

14/06/07

Reforços não-oficiais

Faço um apanhado de alguns reforços que se falam na imprensa desportiva:
Edgar - Beira-Mar
Leandro Lima - São Caetano
Bolatti - Belgrano
Kazmierczak - Boavista
etc

Vítor Baía troca a baliza pelas Relações Externas

Ao fim de cerca de 20 anos de carreira, Vítor Baía decidiu trocar a baliza do F.C. Porto por uma nova oportunidade enquanto director, continuando assim ligado ao clube que sempre representou «com muito orgulho» e no qual espera iniciar um ciclo «igualmente brilhante» àquele que termina agora.
Visivelmente emocionado, Vítor Baía explicou que o momento de colocar um ponto final na carreira de jogador «não é fácil», mas a permanência no F.C. Porto é algo que vê com «muito agrado», desejando apenas «estar à altura das responsabilidades do clube».
O agora responsável como Director das Relações Externas da F.C. Porto, SAD não quis deixar também de agradecer a todos os que o ajudaram ao longo da sua carreira de guarda-redes, quer nos azuis e brancos quer no Barcelona, sublinhando estar «orgulhoso» por tudo o que fez no mundo do futebol.

Bilhete de Identidade

VÍTOR Manuel Martins BAÍA
Data de nascimento: 15 de Outubro 1969
Naturalidade: Afurada (Vila Nova de Gaia)
Estreia na I Liga: 11 Setembro 1988 (Guimarães - FC Porto 1-1)
Treinador que o lançou: Quinito
Último jogo: 20 Maio 2007 (FC Porto - Aves 4-1)
Jogos no campeonato português: 406
Golos sofridos: 227
Jogos europeus: 108
Jogos na Taça de Portugal: 43
Jogos na Supertaça Cândido de Oliveira: 16
Jogos no campeonato espanhol: 39
Estreia nas competições europeias: 13 Setembro 1989 (FC Porto - Flacari Moreni 2-0)
Estreia na selecção nacional: 19 Dezembro 1990 (Portugal - EUA 1-0)
Internacionalizações: 80 pela selecção A, 8 pelas esperanças, 11 pelos juniores e 4 pelos juvenis
Seleccionador que o lançou: Artur Jorge
Último jogo: 7 de Setembro 2002 (Inglaterra - Portugal 1-1)

Fonte: Site Oficial e Jornal O Jogo

"Baía" Crónica d'O Jogo de Alcides Freire

Querem saber qual é a primeira consequência do anúncio oficial da fim da carreira do Vítor Baía? Não vale responder incluindo Quaresma na explicação. A resposta de 20 valores é: adivinham-se tempos complicados para os que têm menos jeito para a bola, mas são "ferrinhos" na futebolada semanal. Num género de regresso ao passado, aquele anterior a 1988, é quase certo que os menos dotados voltem a estar condenados e limitados ao papel de guarda-redes, pelo menos enquanto os mais dotados não estiverem realmente cansados de tentar imitar o Quaresma. Sem o Vítor Baía em campo deixa de fazer sentido ir para a baliza e gritar, bola encaixada ao corpo com um mão, enquanto se manda a equipar subir no sintético,"fiz uma defesa à Baía". Deixa de haver um modelo para imitar como aconteceu até ontem. Até porque o melhor é repetir o que o ídolo fez uma semana antes. Baía deixa o banco, mas fica a memória. Ou alguém acredita que depois de fintar metade dos adversários alguém comenta, com ar presunçoso, que fez um golo como o Messi? O mais certo é que lhe gritem "à Maradona, ó convencido", porque Diego era o maior de todos. Daqui em diante, Helton e quem lhe seguir, fará uma defesa como o Baía, da mesma forma que o Baía "fez lembrar o Mly neste voo" e "agarrou a bola como o Américo". Os craques perduram, mas para mal dos menos dotados, também a carreira do craques tem um final.