01/02/07

José Maria Pedroto
















"Alhos" Crónica d'O Jogo de Alcides Freire

"Errar é humano, persistir no erro é diabólico", eis como é possível a minha avó voltar a ser notícia. Pelo menos aqui. E tudo por causa de Pinto da Costa, pessoa que a minha avó não conheceu, nem sequer lhe foi apresentada. Aliás, duvido que alguma vez soubesse o nome do presidente do FC Porto, ainda mais porque até tinha filhos que gostavam de clubes de cores mais carnavalescas. Ontem, fiquei a conhecer melhor as exigências do prime-time televisivo quando à hora do almoço soube pelas televisões de que Pinto da Costa ia voltar ao tribunal. E recordei-me logo da minha avó. Entendi de imediato que o presidente do portista ia estar no Palácio da Justiça, no Porto, necessitei de alguns bons segundos das reportagens e directos para saber que falaria por videoconferência na qualidade de testemunha. Apito Dourado? Não. A transferência de Maciel do Leiria para o FC Porto, em 2004. Estranhei, confrontando-me com a falta de conhecimento de qualquer irregularidade na mudança do brasileiro da Cidade do Liz a Cidade Invicta. Só então percebi que quem estava a ser julgado era o Leiria, ainda que continuasse a ouvir insistentemente o nome do presidente portista. Os directos foram-se sucedendo e só assim, juntando frases de uns com frases de outros, deu para perceber que Pinto da Costa era a testemunha que uma das partes em litígio arrolou para confirmar que sim, Maciel foi de facto transferido do Leiria para o FC Porto. Como se não bastasse a evidência. Certo é que o assunto era alhos, mas a manchete foi bugalhos. A minha avó não diria melhor.
Cinco avançados - Confusão
O FC Porto parece ter escapado à tentação das contratações em desespero, coisa vulgar em que vai às compras no mercado de Inverno. Cobrindo-se com apenas dois reforços para o que falta da época, deixou a descoberto um facto anormal: ficou com cinco pontas-de-lança, tantos quantos os médios... A fartura nem sempre é uma coisa boa.

22/01/07

"As respostas" Crónica d'O Jogo de José Manuel Ribeiro

O diagnóstico que Jorge Coroado fez esta semana, aqui n’O JOGO, da súbita queda do número de cartões amarelos e penáltis na Liga pode albergar o remédio para os nossos cíclicos problemas com a arbitragem. Diz ele que a causa da deflação, desta deflação, é a pobreza do futebol. Seria possível concluir, portanto, que a qualidade do jogo baixou o suficiente para coincidir com a qualidade da arbitragem. Teríamos atingido o estado óptimo, em que árbitros, jogadores, treinadores e clubes estariam finalmente unidos por laços da mais fraternal e auspiciosa mediocridade. É aqui, quando se começa a aplicar ao futebol termos como “fraterno” e “auspicioso”, que um comentador sensato decide procurar a explicação noutro lado. Porém, sem dados adicionais, só podemos abster-nos de conclusões e registar que, por uma qualquer anomalia, o último carregamento de maus jogadores brasileiros que atestou os clubes portugueses era excepcionalmente meigo e carinhoso ou (bastante mais credível) indolente e preguiçoso, mas em qualquer dos casos assumindo que sim, este campeonato tem sido morno, insípido e tão competitivo como as últimas eleições da FPF. Desta vez, ao contrário do costume, não é só porque o FC Porto está no primeiro lugar, embora seja indiscutível que o campeão nacional vive, neste momento, sete pontos e uma eliminatória da Liga dos Campeões mais longe do problema do que qualquer outro clube e que foi sempre assim durante as últimas duas décadas. Procurar nos tribunais será bom e higiénico, mas não é saudável nem honesto fingir que estão lá todas as respostas.
Reforços - O que fazer com o tempo
Dos reforços que têm sido mencionados nos jornais há os que fazem sentido apenas se vierem substituir outros (agora ou no futuro) e um só - o avançado - que parece talhado para suprir uma falha da equipa: riscado Adriano (e talvez mesmo com ele), as características dos pontas-de-lança do FC Porto não variam lá muito de alternativa para alternativa.

17/01/07

"Ovos de ouro" Crónica d'O Jogo de Jorge Maia

Sempre achei piada àquela história da galinha dos ovos de ouro e à lição de moral que encerrava. Lembrei-me dela a propósito da novela em torno da eventual, praticamente confirmada, recentemente desmentida, várias vezes negociada, nunca inviabilizada transferência de Diego do Penafiel para o FC Porto com direito à passagem pela casa de partida e ao pagamento dos respectivos dividendos ao Braga. Ora, Diego, apesar de todas as qualidades que todos os que o conhecem lhe reconhecem, era, há coisa de um mês, um ilustre desconhecido para a maior parte do futebol português, na qual se incluíam as sucessivas equipas técnicas do Braga. Quem o conhecia, de facto, era Jesualdo Ferreira. Conhecia-o ao ponto de achá-lo com potencial para encaixar no FC Porto, depois de um período de adaptação indespensável para quem passa da Liga de Honra directamente para o campeão nacional. O negócio parecia simples. Afinal, o jogador estava cedido ao Penafiel e apenas podia valorizar-se no FC Porto, com benefícios para todas as partes envolvidas, especialmente para o jogador e para o Braga. Bastava ter um pouco de paciência. Contudo, bastou o anúncio do alegado interesse do FC Porto para Diego passar directamente de dispensável a jóia da coroa do Braga, vendo o seu preço inflacionado para perto dos dois milhões de euros por apenas metade do passe. E isso por um jogador que, até agora, não fez um único jogo no principal escalão do futebol português. O Braga não quer esperar que Diego confirme todo o potencial que, em boa verdade, nunca lhe reconheceu e pretender espremer tudo o que possa dar de uma só vez. Ora, quem ainda se lembra da história da galinha dos ovos de ouro sabe que, normalmente, o melhor que se consegue quando se quer arrancar os ovos todos de uma vez, é uma cabidela.
JÁ FOI
Estamos muito satisfeitos com a forma como ele tem vindo a evoluir desde que chegou ao nosso clube e pretendemos mantê-lo aqui nos próximos anos
Klaus Allofs, director-desportivo do Werder Bremen

Regresso do Dragão Madeirense...

Após alguns dias sem informação, prometo voltar em força....
Alguns trabalhos extra-futebol não permitiram novos posts...
Vêm aí novidades no nosso blog de informação sobre a vida do Dragão... (Tomem atenção à coluna dos links...)

01/01/07

Pinga




Artur de Sousa Pinga
Data de nascimento: 30 de Setembro de 1909
Naturalidade: Funchal
Filiação: Manuel de Sousa e Virgília de Sousa
Clubes representados: Marítimo e FC Porto
Internacionalizações: 23, Estreia: 0-1 Espanha no Campo do Ameal no Porto no dia 30 Novembro 1930
Posição: Interior esquerdo, ponta-de-lança; Golos: 8
Palmarés: Campeão da Liga 3 x, Campeão Nacional 2 x, Campeão de Portugal 1, Campeão do Porto 13, Campeão do Funchal 3
Particularidades: 25 jogos pela A.F.Porto, 3 jogos pela A.F.Funchal
Jogos: 400
Golos: 394
Treinador: Tirsense, Sanjoanense, Gouveia, (equipa técnica dos juvenis do FC Porto)

"Ano Anderson" Crónica d'O Jogo de Jorge Maia

Bem-vindos ao ano de Anderson. Podia ter sido o ano passado, mas teve que ser adiado por motivos de força maior. Entre a cegueira histérica de Co Adriaanse, incapaz de perceber o diamante que teve entre mãos; e a violência da entrada de Katsouranis, que o tentou lapidar à trauliteirada, Anderson teve que ser adiado para 2007. Mas este é o seu ano. Terá que aprender a proteger-se melhor, a evitar as entradas assassinas, a defender-se da cumplicidade criminosa entre os árbitros e os toscos. Terá que, finalmente, perder a ingenuidade de menino apaixonado pela beleza do jogo e perceber que nem todos o amam da mesma maneira. Mas se o conseguir, não haverá como conter o enorme talento que já não passa despercebido a ninguém. Deco disse ontem em entrevista publicada n'O JOGO que Anderson pode vir a ser melhor que ele próprio, elevando o médio brasileiro do FC Porto muito acima da mediocridade de um futebol que não tem espaço para os melhores. Mesmo Scolari, que reconhecidamente não acompanha os jogos do FC Porto com grande atenção, coloca o jovem prodígio brasileiro na primeira linha de sucessão a Ronaldinho Gaúcho. Ainda a crescer, física, técnica e tacticamente, Anderson já era o melhor jogador do campeonato português quando foi abatido por Katsouranis. Quando voltar, vai ter que partilhar esse protagonismo com Quaresma, mas juntos, com a estabilidade de uma equipa sólida como a que Jesualdo Ferreira está a construir, podem elevar o FC Porto ao estatuto de candidato a algo mais do que a hegemonia interna. A confirmar já a seguir.
Apito - Justiça
Quem já desistiu de ganhar no campo, espera nervosamente que 2007 seja o ano das vitórias na secretaria. Esta está longe de ser a primeira vez que a Justiça passa de besta a bestial, de castastrófica a salvítica, mas, normalmente, esse é apenas o primeiro passo para começar o caminho inverso. A nomeação de Maria José Morgado e a credibilidade da procuradora-adjunta garante o rigor técnico e a independência das investigações. Garante que se fará justiça, independentemente disso significar ou não a acusação de personalidades polémicas e geradoras de paixões. Esperemos que o mesmo suceda no Caso Mantorras.

MELHOR DO ANO DO JORNAL "O JOGO"- RICARDO QUARESMA


Entrevista a Filipe Santos, hoquista do FC Porto

1 - Como adepto portista, que recordações vai guardar de 2006?
Naturalmente a conquista do campeonato e a vitória na Taça de Portugal na temporada passada. A dobradinha marca definitivamente o ano, porque foram duas vitórias importantes depois do ano anterior não ter corrido tão bem a nível nacional. Mas também fica a recordação desta parte final do ano, em que as exibições e as vitórias fazem antever um 2007 repleto de mais vitórias. Mesmo nos períodos menos bons acreditei sempre que o FC Porto venceria porque estamos a falar do melhor plantel da realidade portuguesa. Se continuar a jogar assim certamente que vencerá mais vezes.
2 - E já agora quais os desejos para 2007 envolvendo a equipa de futebol?
Que esta equipa permita aos adeptos portistas festejarem a conquista de mais títulos, que seja possível ver o FC Porto chegar longe na Liga dos Campeões. É um facto que o Chelsea é um adversário poderoso, mas parece-me que não é descabido pensar que o FC Porto pode muito bem ultrapassar os oitavos-de-final da Liga dos Campeões.
3 - Se fosse o Abramovich por um dia que jogadores compraria para o FC Porto?
O Deco, Gostaria muito que ele voltasse ao FC Porto, já que se trata de um jogador que foi uma referência das últimas grandes conquistas do clube. E já agora aproveitaria para contratar o Cristiano Ronaldo. Acho que com esses dois jogadores seria bastante provável voltar a vencer a Liga dos Campeões, três anos depois do triunfo em Gelsenkirchen.

O último treino de 2006

Jesualdo Ferreira orientou na manhã deste domingo, no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, aquele que foi o último treino do plantel do F.C. Porto no ano de 2006. O apronto registou novamente as ausências de Pedro Emanuel, Anderson e Jorginho, enquanto Sokota voltou a realizar treino integrado condicionado.
Pedro Emanuel e Anderson fizeram tratamento e trabalho de ginásio, enquanto Jorginho manteve o regime de tratamento.
Depois de um dia de descanso, os Dragões regressam aos treinos na próxima terça-feira, em Vila Nova de Gaia. O apronto está marcado para as 16h00 e será aberto à Comunicação Social nos primeiros quinze minutos.
Fonte: Site oficial

08/12/06

"Evolução" Crónica d'O Jogo de Alcides Freire

O FC Porto passou com distinção pela fase de grupos da Liga dos Campeões. Dito assim é uma verdade insofismável, reforçada até pelo facto de ter sido a única equipa portuguesa a conseguir chegar aos oitavos-de-final, preparando-se para atingir no jogo da segunda mão a marca dos 100 jogos na liga milionária. Uma marca bonita, talvez até uma explicação para o facto de continuar em prova, ao contrário de Benfica e Sporting. Mas há mais para além das aparências. O que o FC Porto de Jesualdo Ferreira garantiu na quarta-feira pode ser marcante, mas não é uma notícia por aí adiante. Mediante a composição do grupo ninguém obrigava os portistas a serem melhores do que Arsenal, mas exigia-se que ficasse na frente de CSKA de Moscovo e Hamburgo. Não houve portanto surpresa na classificação final. Mas poderia ter havido e foi essa indefinição que tornou uma boa campanha numa excelente perfomance. As duas primeiras jornadas renderam um ponto e, mais do que isso, incluíram o desperdício de um factor casa, algo determinante na Liga dos Campeões. Temeu-se a repetição da campanha deplorável da época passada, alinhou-se a inexperiência e juventude do plantel para os discursos da eliminação. Já o pelotão de fuzilamento estava em posição quando três vitórias consecutivas, duas delas fora do Estádio do Dragão - o FC Porto acabaria por perder mais pontos em casa do que os cedidos em campos alheios - mudaram tudo. Dispensou-se a inexperiência, manteve-se a juventude, mas agora para ser utilizada a par da irreverência, características de uma equipa capaz de fintar o bilhete de identidade e lograr cumprir em palcos exigentes mais uma etapa da sua evolução. O FC Porto que o ano passado chegou para consumo interno, ganhou esta semana estatuto europeu. Suceda o que suceder nos oitavos-de-final.

REGISTO -Nacionalidade

O Arsenal que o FC Porto defrontou na quarta-feira não incluía um único jogador inglês no onze inicial. O FC Porto, em contrapartida, alinhou com cinco portugueses e ainda com dois brasileiros disponíveis para a selecção de Portugal. Afinal, o Mundo é uma nação.

A ironia do dia seguinte

Em Inglaterra, joga-se para ganhar. Sempre e só. O Arsenal fugiu à regra, no Dragão, para defender o empate que garantiria a passagem aos oitavos-de-final. De tão anormal, a estratégia que Wenger comandou, frente ao FC Porto, valeu-lhe uma série de exercícios de ironia, na imprensa britânica de ontem. Houve quem lhes chamasse uma equipa “sonâmbula”; quem lamentasse a solidão de Adebayour, na frente de um ataque que não existiu, e até quem sugerisse que, se o nulo era o resultado combinado, porque servia a todos, então Quaresma “não leu o guião” e ia deitando tudo a perder com os dois remates que disparou, fora do alcance de Lehmann, mas devolvidos pelo mesmo poste – se fez de propósito, então o portista “deve ser o melhor do Mundo”!

“Thierry Henry iniciou um mês de recuperação, mas poderia ter participado neste jogo, sem que isso tivesse interferido com o seu descanso”

“The Guardian”

“Se era para ser o empate certo que toda a gente previa, então, obviamente, o portista Quaresma não leu o guião (…) Seguramente, nenhum futebolista é assim tão bom que consiga atingir duas vezes o poste de propósito, só para parecer que o resultado não estava combinado? Se é assim, Quaresma deve ser o melhor jogador do Mundo!”

“The Sun”

“Adebayour estava tão sozinho na frente que lhe teria dado jeito um pombo-correio para entrar em contacto com os companheiros”

“The Sun”

“O Arsenal podia ter jogado toda a noite sem avançado. Desculpem, foi exactamente o que aconteceu!”

“Daily Star”


Fonte: O Jogo

Sara Oliveira bateu recorde nacional

Sara Oliveira, nadadora internacional do F.C. Porto, bateu ontem, em Helsínquia, o recorde nacional absoluto dos 200 metros mariposa em piscina curta, com o registo de 2:11.44, retirando noventa centésimos à anterior melhor marca. A atleta participa nos Campeonatos da Europa de Piscina Curta, que se realizam na capital da Finlândia, até 10 de Dezembro.

Diana Guimarães sagrou-se Campeã do Mundo

Diana Guimarães sagrou-se esta quarta-feira Campeã do Mundo, ao vencer a prova dos 50 metros bruços do Campeonato Mundial de Natação para atletas portadores de paralisia cerebral, que se encontra a decorrer em Durban, na África do Sul.

A nadadora portista arrecadou também uma medalha de bronze nos 50 metros costas.

Regresso ao trabalho

O regresso ao trabalho está marcado para sexta-feira, às 10h00, no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia. O apronto terá as portas abertas para a Comunicação Social nos primeiros quinze minutos.

Rescaldo do jogo da Champions

Fucile: «Foi muito importante termos conseguido a qualificação para os oitavos-de-final, conseguimos aquilo que queríamos e sentimos que a equipa está mais forte a cada dia que passa. Estamos muito contentes por termos passado à fase seguinte».

Pepe: «Tentámos vencer o jogo, mas a equipa está, mesmo assim, de parabéns. Se já não havia equipas fáceis, agora muito menos. Jogar a segunda mão fora não me parece relevante, o que interessa é vencer. Queremos mostrar à Europa o nosso valor».

Lisandro: «A equipa cumpriu o objectivo do apuramento e deu mais um passo numa fase de crescimento e afirmação. Com quatro equipas inglesas a ficarem no primeiro lugar, existe a grande probabilidade de voltarmos a defrontar uma equipa inglesa nos oitavos-de-final. Não prometemos vencer, seja lá qual for o adversário, mas prometemos que vamos jogar para vencer».

Raul Meireles: «Se houvesse um vencedor, teria que ser o F.C. Porto, até porque criámos mais oportunidades e fomos a equipa que mais fez para ganhar. Estamos a trabalhar bem e temos equipa para chegar longe, para atingir a final. Temos crescido bastante e não vamos parar».

Hélder Postiga: «O objectivo foi conseguido. Quando estava no banco, apercebi-me que o CSKA estava a ganhar, porque os resultados passaram nos ecrãs, mas enquanto estive lá dentro não fazia ideia de como estava o jogo em Hamburgo nem quis saber. Agora vamos desfrutar da passagem aos oitavos-de-final e depois, em Fevereiro, se verá».

Helton: «Sabíamos do potencial que teríamos pela frente e preparámo-nos para enfrentar e até derrubar qualquer obstáculo. Se não tive muito trabalho, tenho que dar mérito e agradecer a toda a equipa, da defesa ao ataque, por todo o jogo que desenvolveram».

Fc Porto 0 Arsenal 0

FICHA DO JOGO

UEFA Champions League 2006/07 (Grupo G – 6ª jornada)

Estádio do Dragão, no Porto

Assistência: 45.609 espectadores

Árbitro: Markus Merk (Alemanha)

Assistentes: Christian Schraer e Heiner Muller

4º árbitro: Jochen Drees

F.C. PORTO: Helton; Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Fucile; Paulo Assunção, Lucho González «cap.» e Raul Meireles; Lisandro Lopez, Hélder Postiga e Quaresma

Substituições: Hélder Postiga por Bruno Moraes (80m) e Raul Meireles por Ibson (85m)

Não utilizados: Vítor Baía, Ricardo Costa, Tarik, Vieirinha e João Paulo

Treinador: Jesualdo Ferreira


ARSENAL: Lehmann; Eboué, Touré, Djourou e Clichy; Gilberto «cap.»; Hleb, Fabregas, Flamini e Ljungberg; Adebayor

Substituições: Adebayor por Van Persie (78m)

Não utilizados: Almunia, Senderos, Júlio Baptista, Aliadière, Hoyte e Walcott

Treinador: Arsène Wenger

Disciplina: Nada a assinalar

Fotos do jogo:
www.fcporto.pt/Adeptos/Galeria/Fotos/adepgaleria_fcparsenal0607.asp

05/12/06

"Resposta" Crónica d'O Jogo de Jorge Maia

O último confronto entre o FC Porto e o Arsenal deixou no ar uma série de interrogações quanto à capacidade da equipa de Jesualdo Ferreira para lidar com um ciclo de jogos complicados que se aproximava e que incluía a deslocação a Alvalade, a recepção ao Benfica e a definição do futuro na Europa nos dois jogos com o Hamburgo. Interrogações que se acentuaram depois da derrota com o Braga, uma espécie de Arsenal à moda do Minho que assinalou a pior fase da temporada até ao momento para os portistas. A resposta da equipa de Jesualdo Ferreira não podia ser mais eloquente. Depois disso, o FC Porto não voltou a perder. Empatou com o Sporting, ganhou ao Benfica, venceu duas vezes ao Hamburgo e uma ao CSKA, garantiu uma vantagem de cinco pontos na liderança do campeonato e colou-se aos londrinos no primeiro lugar do Grupo G da Liga dos Campeões, com dez pontos. Se foi o Arsenal que justificou algumas interrogações sobre o real valor deste FC Porto, é justo que seja o Arsenal a fornecer-lhes a resposta definitiva. Tal como aconteceu com o primeiro, o jogo de amanhã vai lançar ondas de choque que se vão reflectir muito para além do apito final de Markus Merk e que o tornam num dos encontros mais importantes da temporada portista. Garantir o acesso aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões pode, entre outras coisas, adiar a inevitabilidade da venda de alguns dos jogadores mais influentes da equipa de Jesualdo Ferreira, mantendo Quaresma, Lucho, Lisandro, Helton e Pepe, entre outros, nos nossos estádios pelo menos até ao final da temporada. E essa seria uma excelente notícia.
LOTAÇÃO - Quase esgotada
Restam apenas 3 mil bilhetes para o FC Porto-Arsenal, perspectivando-se casa cheia para o último e decisivo jogo do Grupo G da Liga dos Campeões entre as duas equipas que partilham a liderança. Os londrinos devem contar com o apoio de cerca de 1500 adeptos que se vão deslocar ao Porto para esse efeito, mas vão estar em clara minoria num Estádio do Dragão que promete encher para mais uma grande noite europeia.

Preparação para o jogo FC Porto-Arsenal

Fucile, Vieirinha e Paulo Assunção, que cumpriu um jogo de suspensão frente ao Boavista, depois de acumular o quinto cartão amarelo da época diante do Belenenses, integram a lista de convocados para o encontro com Arsenal, da sexta e última jornada do Grupo G da UEFA Champions League, surgindo como as principais novidades da relação de 18 jogadores elaborada por Jesualdo Ferreira, da qual não constam os nomes de Adriano, Marek Cech e do lesionado Jorginho.
Com uma mialgia de esforço na perna direita, Jorginho não participou no último apronto antes do encontro decisivo com o Arsenal, realizado na manhã desta terça-feira no Estádio do Dragão, onde Anderson e Pedro Emanuel fizeram tratamento, com o defesa a completar o programa de recuperação com trabalho de ginásio. Tomo Sokota fez treino condicionado.
Nos primeiros 15 minutos do apronto, período aberto à comunicação social, a boa disposição foi especialmente perceptível no decorrer dos tradicionais meiinhos, que incluíram breves coreografias a assinalar os dez toques consecutivos sem qualquer intercepção daqueles que perseguiam desesperadamente a bola no interior de dois círculos improvisados.
A lista de convocados, divulgada no final do apronto, é composta pelos seguintes 18 jogadores, que entram em estágio ao final da tarde, numa unidade hoteleira de Vila Nova de Gaia: Bosingwa, Bruno Alves, Bruno Moraes, Fucile, Hélder Postiga, Helton, Ibson, João Paulo, Lisandro López, Lucho González, Paulo Assunção, Pepe, Quaresma, Raul Meireles, Ricardo Costa, Tarik Sektioui, Vieirinha e Vítor Baía.
Abordar o jogo com o Arsenal a pensar nos três pontos foi a perspectiva defendida por Jesualdo Ferreira durante a conferência de imprensa da UEFA Champions League, que se realizou esta terça-feira, no auditório do Estádio do Dragão. O técnico portista não aceita a lógica de jogar para um empate, que contraria os pressupostos e a feição vencedora da sua equipa.
Abordar o jogo com o Arsenal a pensar nos três pontos foi a perspectiva defendida por Jesualdo Ferreira durante a conferência de imprensa da UEFA Champions League, que se realizou esta terça-feira, no auditório do Estádio do Dragão. O técnico portista não aceita a lógica de jogar para um empate, que contraria os pressupostos e a feição vencedora da sua equipa.
Ricardo Quaresma foi o atleta do F.C. Porto que esteve na conferência de imprensa que antecede o jogo desta quarta-feira entre o emblema azul e branco e o Arsenal. O extremo portista, que atravessa um bom momento de forma, rejeita a teoria de que a formação inglesa depende de Henry, preferindo realçar o colectivo do conjunto londrino. Quanto à sua equipa, Quaresma é peremptório quando afirma que os Campeões Nacionais só pensam em garantir os três pontos.
Para mais informações, consulte o Site oficial

04/12/06

"Limites" Crónica d'O Jogo de Jorge Maia

O FC Porto tem o melhor ataque do campeonato com 26 golos marcados; tem a melhor defesa da prova com apenas sete golos sofridos; é a equipa mais disciplinada do campeonato com apenas 24 amarelos e sem nenhuma expulsão; conta sete vitórias consecutivas nos últimos jogos e já não perde há dez; tem cinco pontos de vantagem sobre o Sporting e nove sobre o Benfica, que podem ser seis ou oito depois dos encarnados receberem o Belenenses, mas também podem ser mesmo nove. Num campeonato que encolheu para 16 equipas, uma vantagem de cinco pontos ao fim de 12 jogos pode não ser decisiva, mas é certamente reconfortante, deixando os portistas numa posição privilegiada quando faltam apenas três jogos para o final da primeira volta do campeonato. E é numa altura em que atravessam este indiscutível bom momento de forma que têm pela frente a segunda final da temporada - ganharam a primeira ao Setúbal, conquistando a Supertaça - e um dos jogos mais importantes da época. A recepção ao Arsenal vai ditar o futuro da equipa na Europa. O apuramento para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões está à distância de um ponto - pode até dispensá-lo se o Hamburgo conseguir vencer o CSKA na Alemanha - e pode significar um importante desafogo financeiro. Mas mais do que isso, muito mais do que isso, este FC Porto que foi a Hamburgo e a Moscovo ganhar de forma clara e que domina o campeonato português, parece cada vez mais uma equipa capaz de discutir olhos nos olhos com qualquer adversário, tanto no Dragão como fora. Se se juntar a isso o reforço que significará o regresso de Anderson às opções de Jesualdo no início do próximo ano, quem sabe se o céu não volta a ser o limite?
O costume
Este jogo vai ser muito difícil, mas vamos fazer o costume: jogar para ganhar. Nós também temos grandes jogadores na nossa equipa e cada triunfo dá-nos mais confiança.
Quaresma, jogador do FC Porto

Dragões vencem Queluz (Basket)

Quatro pontos consecutivos de Paulo Cunha, convertidos da linha de lance livre, nos últimos 16 segundos da partida, quebraram o suspense de um final de encontro dramático que o F.C. Porto Ferpinta venceu em Sintra, derrotando o Queluz por 79-84. No final da primeira volta da fase regular, os Dragões mantêm o primeiro lugar da Liga, agora partilhado apenas com a Ovarense, que venceu o Benfica (84-69).
Fonte: Site oficial

Formação: Resultados deste domingo

Sub-15 - Campeonato Nacional de Iniciados (Série B) - 12ª Jornada
F.C. Porto-Freamunde, 5-0
Sub-14 - Campeonato Distrital de Iniciados
Arcozelo-F.C. Porto, 1-4
A equipa de Juniores do F.C. Porto venceu este domingo no reduto do V. Guimarães por 0-2, em jogo da 13ª jornada da Zona Norte do Campeonato Nacional da categoria. Apesar da chuva, o encontro foi extremamente bem disputado, com o emblema azul e branco a chegar à vitória por intermédio dos golos de Roberto e Rui Pedro.

Vitória sobre o Boavista reforçou o Boletim Clínico

O F.C. Porto retomou este domingo a preparação, depois de ontem ter recebido e derrotado o Boavista por dois golos sem resposta. O destaque da sessão foi para a ausência dos vários atletas que saíram lesionados do derby da Invicta.
O Boletim Clínico dos azuis e brancos foi bastante inflacionado no arranque de mais uma semana importantíssima e Jesualdo Ferreira viu o lote de atletas disponíveis para o apronto drasticamente reduzido. Helton, que sofreu um traumatismo na mão esquerda e uma ferida contusa na perna direita, Quaresma, que se apresentou com um traumatismo no joelho direito, Bosingwa, vítima de uma contusão no tornozelo direito, e Hélder Postiga, que sofreu múltiplas feridas contusas nas pernas, limitaram-se a desenvolver tratamento no Departamento Médico.
O quadro médico dos Campeões Nacionais já incluía os nomes de Sokota, que voltou a desenvolver treino condicionado, Anderson e Pedro Emanuel, que efectuaram tratamento. O defesa passou ainda pelo ginásio.
Hoje, a equipa portista volta a treinar com o pensamento no desafio da UEFA Champions League com o Arsenal. A sessão principia às 10h00 e decorrerá à porta aberta para a Comunicação Social nos 15 minutos iniciais.
Fonte: Site oficial

Jesualdo Ferreira: «F.C. Porto é um justo líder»

Após a vitória sobre o Boavista, que alargou a vantagem azul e branca para cinco pontos sobre o segundo classificado, Jesualdo Ferreira falou de um jogo de «sentido único», de um natural abrandamento depois da obtenção do segundo golo e deixou bem vincada a superioridade portista na Liga:
Na primeira parte, o F.C. Porto entrou bem, com uma boa circulação de bola, mas o Boavista começou a provocar-nos problemas de espaço. Acabou por ser um jogo de sentido único, que nos obrigou a conversar melhor ao intervalo. Com a entrada do Lisandro acabámos por fixar mais o meio-campo do Boavista.
Depois do 2-0, o F.C. Porto fez o que tinha a fazer. Só nessa altura o Arsenal passou para o primeiro plano das nossas preocupações. Obviamente, o jogo perdeu ritmo e deu-nos oportunidade de gozar algum repouso.
Foi uma vitória normal e justa, em que alargámos a distância para os nossos adversários directos. Em 12 jornadas, temos 10 vitórias. E esta, entre outras coisas, dá-nos a justiça de estarmos em primeiro lugar. Somos a equipa com mais pontos, com mais vitórias, com mais golos marcados e com menos golos sofridos. O F.C. Porto é um justo líder.
Fonte: Site oficial

F.C. Porto-Boavista, 2-0

Um derby em futebol encerra em si uma boa dose de emotividade, muita intensidade na disputa dos lances e muito, muito querer. No derby da Invicta assistiu-se a um jogo com estes ingredientes, mas assente em pressupostos completamente diferentes, um confronto entre obra e demolição. Em suma, uma noite em que o futebol venceu a contenção, tendo em punho o engenho azul e branco.
Jesualdo Ferreira apostou em três estreias no onze portista para defrontar o Boavista. João Paulo, Bruno Moraes e Ibson foram as caras novas na equipa inicial do F.C. Porto, que cedo demonstrou a sua vontade e veia criativa. Desde os minutos iniciais o perigo rondou a área do conjunto de Jaime Pacheco, que tinha montado uma estrutura que revelava cautelas e uma única direcção: anular o futebol que os Campeões Nacionais eram capazes de arquitectar. Durante o primeiro tempo, o edifício azul e branco não encontrou forma de passar do desenho à construção de um triunfo que valia uma liderança ainda mais isolada.
No segundo tempo, o treinador dos Dragões arriscou em Lisandro, reforçando a sua equipa em agressividade e capacidade de trabalho atacante, retirando uma opção mais defensiva que constituía a presença de João Paulo em campo. De facto, as inúmeras e constantes faltas que o Boavista utilizava para parar o jogo exigiam uma abordagem mais incisiva. Minutos depois do recomeço, o futebol, como arte e festa, saiu a ganhar com o golo de Quaresma. O extremo rematou à entrada da área, com a bola a embater no poste e enganando o guardião axadrezado. Era o prémio merecido pelo labor portista, o primeiro bloco na edificação da vitória.
O Boavista, obrigado a abrir o seu jogo, revelava contínuas dificuldades em pensar na partida de outra forma. O ritmo mantinha-se vivo, as oportunidades sucediam-se em tons azuis e brancos e, num desses momentos, Hélder Postiga selou o derby com mais um golo, após primeiro remate de Bruno Alves.
Merecidíssimo o resultado para o Campeão, que, não só saboreou mais três preciosos pontos, como tentou sempre proteger as melhores características do futebol.
FICHA DO JOGO:
Liga 2006/07 (12ª jornada – 02 de Dezembro 2006)
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 38.729 espectadores
Árbitro: Elmano Santos (Madeira)
Assistentes: Bernardino Silva e Sérgio Lacroix
4º árbitro: Cosme Machado
F.C. PORTO: Helton; Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Cech; João Paulo, Lucho «cap.» e Ibson; Quaresma, Postiga e Bruno Moraes
Substituições: João Paulo por Lisandro (46m), Bruno Moraes por Raul Meireles (65m) e Hélder Postiga por Adriano (76m)
Não utilizados: Vítor Baía, Ricardo Costa, Tarik e Jorginho
Treinador: Jesualdo Ferreira
BOAVISTA: Khadim; Lucas, Ricardo Silva, Cissé e Mário Silva; Zé Manel, Tiago «cap.», Kaszmierczak, Grzelak e Ricardo Sousa; Linz
Substituições: Ricardo Silva por Hugo Monteiro (58m), Tiago por Essame (80m) e Linz por Fary (88m)
Não utilizados: William, Paulo Sousa, Zairi e Hélder Rosário
Treinador: Jaime Pacheco
Ao intervalo: 0-0
Marcador: Quaresma (51m) e Hélder Postiga (73m)
Disciplina: Cartão amarelo a Kaszmierczak (21m), Lucas (65m) e Linz (86m)
Fonte: Site oficial