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13/11/09

"Hulk e Quaresma: olha que dois" - Crónica d'O Jogo de Jorge Maia

Ainda que por linhas tortas, o jornal italiano que ontem os juntou na mesma notícia até escreveu algo bem direitinho: Quaresma e Hulk estão cada vez mais parecidos. Trocar um pelo outro, como sugeria a tal notícia, e mesmo que não passe de um exercício de boataria, ajuda a atrelar a ideia das semelhanças, que já terá circulado pela cabeça de muitos adeptos portistas nos últimos jogos. Aliás, este Hulk mais recente fez com que alguns deles arrancassem os cabelos que tinham sobrado desde a partida de Quaresma. Um e outro são muitos talentosos, ninguém de perfeito juízo duvida, (e devo aqui confessar a minha enormíssima simpatia e tolerância por jogadores assim, de entretenimento puro) mas o sentido prático, é preciso reconhecer, não parece fazer parte da filosofia de nenhum dos dois. Agora que os juntaram na mesma notícia, Quaresma pode servir de lição-choque para Hulk: no futebol actual, jogadores assim, indiferentes aos outros, estão condenados à bancada. E é uma pena que Quaresma tenha passado o último ano sentado, em vez de sentar adversários. Isto quando depois de os sentar cruzava bem, claro.

07/11/06

V. Setúbal-F.C. Porto, 0-3 (destaques)

Quaresma - Está, outra vez, a mostrar o que vale e a subir de forma. Depois de alguns jogos mais apagados, o extremo volta a revelar-se um quebra-cabeças para os adversários. Sempre que carregou no acelerador o F.C. Porto chegou com perigo à baliza de Nélson. O passe para o golo de Lisandro saiu dos seus pés. O camisola 7 conseguiu fazer bons cruzamentos, dando-lhes ainda um pequeno toque de magia. Marcou um «golaço» de livre, aos 76 minutos. Bola muito bem colocada ao canto superior da baliza sadina.

Postiga - O avançado está a atravessar um bom momento e está moralizado. Postiga já deu mostras de que, se estiver confiante, poderá criar muito perigo na área adversária. O internacional luso fez o segundo golo do F.C. Porto, aos 6 minutos, aproveitando bem um passe de Jorginho. Boa execução do atacante, que tirou um adversário da frente e atirou colocado, sem que Nélson sequer se mexesse. Trabalhou bem entre os centrais contrários, mas não se limitou a esperar que os companheiros lhe enviassem jogo. O portista também trabalhou para o grupo, recuou para recuperar a bola e servir os colegas.

Pepe - Seguro, como (quase) sempre. Durante a primeira parte, o brasileiro esteve no caminho de, praticamente, todas as tentativas atacantes encetadas pelos sadinos. Na etapa complementar, com a equipa da casa a pressionar mais e a chegar mais à área portista, Pepe não desarmou e mostrou autoridade.

Fonte: Mais Futebol