29/12/08

"Janeiro revisto" - Crónica d'O Jogo de Hugo Sousa

A menos que da crise resultem saldos, o mercado de Janeiro costuma ser um tiro no escuro que, não poucas vezes, acaba por acertar no pé de quem faz uma compra apressada. Verdade ou meia verdade apenas? Convém não separar as duas coisas: "compra" e "apressada", porque, bem vistas as coisas, Janeiro também pode trazer bons investimentos. Sem deixar de sublinhar os muitos fracassos, fiquemo-nos pelos acertos do FC Porto: Adriano chegou em Janeiro e contribuiu decisivamente para a conquista de um campeonato e de uma Taça; Ibson começou por ser uma boa ideia, unanimemente elogiada; Carlos Alberto, até se perder, foi importantíssimo na Champions; a primeira passagem de McCarthy, a que deixou os portistas a suspirar pelo regresso, começou assim, no mercado de fim de ano; Anderson, que só explodiria na época seguinte, também chegou em Janeiro. Sem anular os fracassos, convém pensar um bocadinho antes de concordar com a ideia de que esta é uma má fase para investimentos. O problema é que Ibson, McCarthy, Carlos Alberto ou Anderson não foram saldos; exigiram capital. Claro que, depois, só os mais de 30 milhões que Anderson rendeu relativizam as coisas. A curto prazo, pechincha de Janeiro, entre o que custou e rendeu no imediato, talvez só Adriano.

1 comentário:

Aurélio Estorninho disse...

roubei o teu texto sobre o Pedroto, espero que não te importes
abraço