28/06/08

Os bilhetes e as notícias de blogue

É recorrente e não surpreende, mas continua a esticar os níveis da decência. Assume-se como imparcial, pavoneia um cargo de chefia e tem direito a foto como enviado-especial ao Europeu. A sua missão, todavia, continua destapada. Hoje, nem uma linha sobre o campeonato da Suíça e da Áustria. Em contrapartida, muitas linhas em jeito de post num blogue vermelho. Será para isto que A Bola paga pernoitas a José Manuel Delgado?
Há clubes que querem ganhar direitos desportivos na secretaria e, pelos vistos, há também jornalistas que se dispõem a tudo para assumir a titularidade fora dos relvados, na defesa de um emblema, depois de anos a fio no banco de suplentes. Fica mal. A ambos. Mesmo que ambos partilhem os mesmos ódios.
O caso dos bilhetes, hoje difundido no jornal A Bola, explica-se em três parágrafos. E diz tudo sobre a índole de quem o cria e de quem o difunde.
Para que conste, quando emitiu a «Informação dos Preços dos Bilhetes» para o jogo com o F.C. Porto, o SLB definiu que, para o Piso 0 das Bancadas Coca-Cola/Sagres, os preços dos bilhetes destinados ao público seriam, respectivamente, 22 e 30 Euros, consoante se destinassem ao Piso 0 Inferior ou ao Piso 0 Superior. Na hora de enviar os ingressos para a F.C. Porto – Futebol, SAD, todavia, remeteu bilhetes de ambos os pisos, mas ao preço unitário de 30 Euros, facto que levou a LPFP a solicitar a rectificação do preço ou a substituição dos ingressos.
Como é seu apanágio, e apesar de o clube visitado não ter acatado a ordem da LPFP, enviando uma factura errada, a F.C. Porto – Futebol, SAD remeteu um cheque de 60.410 Euros, no dia 4 de Janeiro de 2008, para a liquidação dos ingressos facturados, com excepção daqueles respeitantes à Bancada Coca-Cola Piso 0, uma vez que ainda não estavam definidos os seus valores. O cheque foi devolvido pelo SLB a 13 de Fevereiro de 2008.
Face a este impasse, a Comissão Disciplinar da Liga optou pela justiça salomónica e multou os dois clubes. A F.C. Porto – Futebol, SAD decidiu, então, dirimir os seus argumentos em sede de recurso no Conselho de Justiça da FPF.
Este processo é tão cristalino como a cor clubística de quem agora o recupera em jeito de grande furo (?) jornalístico. O incumpridor é o SLB; o cumpridor e desavergonhado é o de sempre. É assim que a bola continua a rolar em Portugal.

Fonte: Site Oficial

25/06/08

"Biombo de notícias" Crónica d'O Jogo de Hugo Sousa

Não queria exagerar, mas acho que metade da papelada espalhada aqui pela secretária, numa espécie de biombo de papel que quase me permite proclamar a independência do resto da redacção, tem nomes de jogadores associados ao FC Porto. Separadas em dois montes: o das saídas e o das entradas. Ontem, esses montes ganharam mais umas quantas folhas, num ritmo que se intensifica à medida que se vai aproximando o início oficial da época.
Interpretar sinais claros no meio desse fumo é uma tarefa que comporta alguns riscos de pontaria. Os espanhóis costumam ter uma táctica menos reservada a respeito das dicas que surgem: são todas verdadeiras até prova em contrário. Se calhar, o princípio não é assim tão mau como parece. Voltando ao FC Porto, Lucho é capaz de ser um bom exemplo disso. Escreveu-se no ano passado que Valência e Villarreal o queriam; a novela prosseguiu, entre avanços e recuos, mas a verdade é que Lucho não saiu do FC Porto. A pergunta é: o resto deixa de ser notícia por isso? Um ano depois, foi o próprio Lucho quem detalhou e conferiu credibilidade a tudo o que se escreveu na altura: sim senhor, esteve com um pé no Villarreal e outro no Valência. Um de cada vez, claro. Este ano, a garantia é que fica. Não importa, porque há outros enredos paralelos a tornar o defeso num período irresistível. Quaresma, por exemplo.
O problema dos sinais de fumo é chegarem muitas vezes fora de tempo ou resultarem de labaredas múltiplas.

Contagem
Depois do tri é o tetra. No hóquei é que estão adiantados em relação ao futebol. Vão para o segundo tetra.
Pinto da Costa, sobre a próxima época

Equipa de vencedores com continuidade assegurada

Ainda no rescaldo de mais um triunfo histórico do hóquei em patins portista, a formação Heptacampeã Nacional vai reunir-se com Jorge Nuno Pinto da Costa, num evento que assinalará a renovação de contrato de toda a equipa para a época 2008/09. Todo o plantel e equipa técnica, para além da direcção da secção e do presidente do F.C. Porto, vai marcar presença na conferência de imprensa, marcada para as 12 horas desta quinta-feira, no Auditório do piso -3 do Estádio do Dragão.
A reunião da equipa portista, que no passado fim-de-semana selou a conquista do sétimo título nacional consecutivo, com o presidente azul e branco, surge na sequência de mais um feito inédito na história da modalidade.
Para além das felicitações em torno do êxito alcançado, Jorge Nuno Pinto da Costa vai igualmente assinalar a renovação do vínculo de todos os atletas da formação portista, tendo em vista a revalidação do sucesso na temporada 2008/09.

Fonte: Site Oficial

Coloque uma questão aos Heptacampeões

A equipa de hóquei em patins do F.C. Porto reforçou o seu estatuto inesquecível com a conquista do Heptacampeonato. Sete títulos consecutivos coroam o Dragão como rei da modalidade, reforçando uma faceta de sucesso que já pulou fronteiras. Para eternizar esta alegria, o www.fcporto.pt confere-lhe a possibilidade de colocar uma questão ao treinador Franklim Pais e aos jogadores Filipe Santos e Reinaldo Ventura. Inspire-se!
Envie as suas questões até às 12h00 da próxima segunda-feira, 30 de Junho, para o endereço de mail entrevistasfcp@sportmultimedia.pt . Uma vez analisadas todas as perguntas, será feita uma triagem das mais originais para, posteriormente, serem colocadas aos Heptacampeões e publicadas no site oficial.
Nota: Não se esqueça de indicar o seu nome, localidade, número de sócio, caso seja, e a quem se dirige a sua pergunta.

"Definição de reforço" Crónica d'O Jogo de Hugo Sousa

É improvável que Bosingwa e Paulo Assunção sejam as únicas baixas no núcleo duro de Jesualdo, mas esses dois exemplos chegam para antecipar uma certeza: esta época, a definição de reforço é capaz de mudar. Bem sei que no ano passado, por esta altura, desconfiava-se do mesmo devido às saídas de Anderson e Pepe. Sobretudo este. A coisa acabou por compor-se com soluções internas, permitindo a Jesualdo ganhar fôlego para desvalorizar o peso dos reforços e atenuar reticências que se levantaram sobre algumas das apostas. Desta vez, duvido que o processo seja assim tão pacífico: as saídas de Bosingwa e Paulo Assunção sugerem um ataque sério a mecanismos que estavam interiorizados, obrigando a uma reaprendizagem. Não se encontram bons laterais aos pontapés e muito menos Bosingwas; Assunção tinha um papel-chave no equilíbrio do meio, onde assentava a dinâmica do FC Porto. Desfaz-se o triângulo Assunção-Lucho-Meireles e ficam a faltar os desequilíbrios de Bosingwa pela direita. Mesmo que Fucile os disfarce, Jesualdo terá de encontrar uma solução convincente à esquerda, eterno problema desde a saída de Nuno Valente. Será Benítez? Lino reciclado?
Do meio para a frente, o "puzzle" passa a contar com Tomás Costa e Rodríguez, que, juntos, representam um investimento de dez milhões de euros. Rodríguez engole a fatia mais generosa desse orçamento e carrega responsabilidades principais. Farías andou o ano todo vergado ao peso de quatro milhões e o uruguaio terá de libertar-se rapidamente desse rótulo. A única maneira de tornar o preço num acessório é rendendo em campo. Para render, tem de jogar. Um encadeamento lógico que, ainda assim, pressupõe a tal definição nova no FC Porto: um reforço que joga.

Ricos exemplos
Tomy olhava sempre para Simeone, Riquelme e Lucho para os copiar.
Raúl Costa, pai de Tomás Costa

Cebola é o terceiro maior investimento

Sete milhões de euros por 70 por cento do passe de Cristián Rodríguez foi quanto o FC Porto pagou aos empresários que detinham os direitos. O futuro encarregar-se-á de dizer se é muito ou não, dependendo, naturalmente, do rendimento dentro das quatro linhas. Do que não há dúvidas é que este foi um forte investimento da SAD azul e branca, ao nível dos grandes craques que passaram pelo Dragão nos últimos anos. Mais do que custou Quaresma, por exemplo. Aliás, só Lucho e Anderson obrigaram à assinatura de um cheque mais gordo.
Com o Benfica há muito a tentar segurar o jogador, o FC Porto sabia que tinha de abrir os cordões à bolsa se quisesse resgatar o uruguaio. Acenou-lhe com um contrato por objectivos, ao nível dos mais bem remunerados do plantel, e adquiriu 70 por cento do passe por sete milhões de euros, o que equivale a dizer que a totalidade de Rodríguez estará avaliada em 10 milhões. Um valor apenas pago, até à data, por Lucho e em duas parcelas. A primeira no Verão de 2005 e a última dois anos depois. No caso do argentino, a crítica tem sido unânime em considerar que não se trata de um jogador dispendioso.
O mesmo se aplica a Anderson, outro grande investimento, que resultou num enorme retorno, sobretudo financeiro já que esteve meia época impedido de jogar por lesão. A SAD portista terá gasto um total de 8,5 milhões de euros por 80 por cento do passe - valores nunca confirmados - tendo recebido a respectiva parcela dos 31,5 milhões pagos pelo Manchester United pela transferência.
Entre outras compras caras do FC Porto nos últimos anos estão ainda Diego, Lisandro López, Quaresma e Hélder Postiga.
Na verdade, o extremo não saiu directamente dos bolsos da SAD uma vez que o seu valor, seis milhões de euros, foi descontado no preço que o Barcelona pagou por Deco. Da mesma forma que, na prática, Postiga custou mais do que os 4,5 milhões que entraram nos cofres do Tottenham já que Pedro Mendes foi incluído no negócio e, na altura, foi avaliado em três milhões. Ou seja, se o FC Porto tivesse pago tudo em dinheiro, o internacional português seria o terceiro mais caro de sempre da história da SAD.


Fonte: O Jogo

20/06/08

"Bom tom" Crónica d'O Jogo de Hugo Sousa

A razão perde-se muitas vezes no tom. Há desentendimentos que nascem pela forma como as coisas são ditas e não necessariamente pela discordância com o que é dito. Digerida a mensagem principal da entrevista de Lucho a O JOGO, é justo concluir que ele soube dizer o que queria. Apesar de não lhe termos escutado o tom, não custa acreditar que as palavras traduzem fielmente a elegância que sugerem. E o rescaldo está à vista: ao que parece, ninguém levou a mal a vontade de seguir noutra direcção. Se Lucho não sair, terá de ser o treinador a encontrar as palavras certas para o convencer de que foi mesmo a melhor decisão. E, a avaliar pela entrevista de Jesualdo, também a O JOGO, o tom desse discurso estava já em ensaios...

13/06/08

"Kill-kill" Crónica d'O Jogo de Hugo Sousa

Não sei se o elegantíssimo bairro de Chelsea já está a pendurar bandeiras à janela, mas a coisa oficializou-se: Scolari é mesmo o novo treinador de Bosingwa, Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho. Continua a ser também o seleccionador de Bosingwa, Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho. Estranho, não é? Complicando mais um bocadinho, Scolari é, para já, seleccionador de Deco, João Moutinho e Quaresma, mas quem me garante que não quer vir a tornar-se treinador a tempo inteiro de Deco, João Moutinho ou Quaresma? E mais: estando eles ali, debaixo do nariz, bem concentrados, como resistir à tentação? E mais ainda: sabendo que não há treinador, sobretudo de clube rico, que queira ficar com os restos das escolhas dos outros, como é que se planeia um plantel a partir do dia 1 de Julho? É melhor parar, porque já são muitas interrogações por linha.
Acredito que para o grupo e para a caminhada da Selecção, a notícia não aqueça, nem arrefeça, até porque muitos jogadores andam também entretidos com o mesmo: a tratar do futuro. Agora, legitimamente escudados pelo exemplo que veio de cima. Até que Scolari assuma, os ingleses podem sempre começar a traduzir expressões como "e o burro sou eu?" ou "mata-mata". Kill-Kill, no caso.

Farías de férias
É um grande goleador, marcou mais de uma centena de golos no clube.
Eduardo Abadie, presidente do Estudiantes, assumindo interesse no portista

Formação portista com fim-de-semana de grande actividade

Várias equipas da formação do F.C. Porto vão estar envolvidas, ao longo do fim-de-semana, em diversas competições, em Portugal mas também em Espanha e França. Dos sub-10 aos sub-15, serão sete os torneios que vão contar com a presença de equipas portistas.
No escalão de sub-10, duas formações do F.C. Porto vão estar em competição durante o fim-de-semana. Enquanto uma equipa participa no Torneio de Pontevedra, em Espanha, ao lado de formações como o Atlético de Madrid ou o Valladolid, outro conjunto portista vai estar presente no Torneio Issy Foot Cup, em Issy-les-Moulineaux, França.
Uma equipa azul e branca de sub-11 vai disputar o II Torneio de Escolas do Complexo Desportivo da Tocha, que reúne em competição formações como o Barcelona, o Sporting ou o Vitória de Guimarães.
Na categoria de sub-13, serão três as equipas portistas em acção no fim-de-semana. Um conjunto participará num torneio internacional em Andorra, Espanha, perante equipas como o Espanhol de Barcelona ou a Real Sociedad. Outra equipa dos Dragões vai participar no II Torneio Internacional de Futebol Infantil, em Vila Verde, e uma outra estará no VI Torneio Internacional de Futebol de 7 – Diamantino Costa – Cidade da Covilhã.
No que ao escalão de sub-15 diz respeito, o F.C. Porto vai estar representado no VII Torneio Internacional de Futebol Juvenil de Idanha-a-Nova, disputando o troféu com equipas como o Atlético de Madrid, o Sporting ou o Benfica.

Fonte: Site Oficial

15/05/08

Programa para a final da Taça de Portugal

O F.C. Porto parte este sábado para Lisboa, onde disputa, no domingo, a final da Taça de Portugal, agendada para as 17h00. Os Dragões viajam de avião para a capital, às 10h45, e realizam, no mesmo dia, a conferência de imprensa de antevisão do encontro (17h30) e o treino de adaptação ao relvado do Estádio do Jamor (18h00 – 15 minutos abertos à comunicação social).

Eis o programa completo dos Tricampeões nacionais para o jogo frente ao Sporting:

Quinta-feira
9h45 – «Super flash» de antevisão do Sporting-F.C. Porto, jogo da final da Taça de Portugal
10h00 – Treino, no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival (15 minutos abertos à comunicação social)

Sexta-feira
10h00 – Treino, no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival (fechado à comunicação social); no final, divulgação da lista de convocados para o jogo

Sábado
10h45 – Partida para Lisboa, do Aeroporto Francisco Sá Carneiro
17h30 – Conferência de imprensa de antevisão do jogo, no Estádio do Jamor
18h00 – Treino, no Estádio do Jamor (15 minutos abertos à comunicação social)

Domingo
17h00 – Final da Taça de Portugal (Sporting-F.C. Porto), no Estádio do Jamor

Fonte: Site Oficial

22/04/08

Miguel Siska

Estreou-se com 18 anos chamava-se Mihaly Siska e era húngaro.
Morreu no Porto, com 41 anos. Com o nome de Miguel Siska e a nacionalidade portuguesa.
Trazido do Vasas, de Budapeste, peio treinador e compatriota Akös Tezler - o primeiro técnico profissional do F. C. Porto –, Siska impôs-se como um dos mais notáveis guarda-redes de sempre em campos de Portugal, o país onde escolheu viver. Figura gigantesca no futebol dos anos 20 e 30, garantiu ao FCP muitas vitórias e, qualquer que fosse o resultado dos jogos, inúmeras alegrias. Pontificou num tempo em que António Roquete se distinguia como guarda-redes excepcional numa equipa de condição modesta, o Casa Pia (berço, no entanto, de alguns internacionais, entre os quais o próprio Roquete). Miguel Siska seria comparado, por alguns críticos, ao celebérrimo Staplik, guarda-redes do Slavia de Praga e da selecção da Checoslováquia, apontado como um dos melhores do mundo no seu posto.
Várias vezes campeão regional e duas vezes campeão de Portugal (1924/25 e 1931/32), Siska foi, também, bicampeão como treinador (sucedendo a Gutkas), nas duas primeiras edições da prova com a actual designação (1938/39 e 1939/40). Cidadão exemplar, tanto como exemplar desportista, serviu o F. C. Porto, ainda, como funcionário de secretaria, com tonta modéstia como dignidade. Faleceu a 25 de Outubro de 1947, com 41 anos de idade, em vésperas de festa de home¬nagem que o F. C. Porto lhe preparara. E que se realizou, dias depois, a titulo póstumo.

17/04/08

"Exageros" Crónica d'O Jogo de Jorge Maia

Reza a lenda que, uma certa manhã de 1897, o escritor americano Mark Twain foi surpreendido com a leitura do seu próprio obituário no "New York Journal". Com o humor que lhe era característico, o romancista enviou um telegrama ao jornal avisando: "As notícias da minha morte são muito exageradas." Mais ou menos como as notícias sobre o suposto enfarte que Pinto da Costa, presidente do FC Porto, teria sofrido ao final da manhã de terça-feira e que ele próprio desmentiu. Ainda assim, e para lá de todas as semelhanças, há algumas diferenças importantes entre o que aconteceu com Mark Twain e Pinto da Costa. No final do século XIX, as comunicações eram lentas e a confirmação ou despistagem de eventuais rumores muito mais complicadas. Hoje, há telefones e telemóveis e rádios e televisões e internet. Há milhares de maneiras de confirmar uma notícia tão grave e potencialmente desestabilizadora, especialmente na antecâmara de um jogo importante, como a que percorreu o País e fez fervilhar as redacções de Norte a Sul e vice-versa. Por outro lado, hoje a pressão para ser o primeiro a dar a notícia, seja lá que notícia for, é cada vez maior. E é com essa urgência que se explica a falta de rigor da notícia que pôs Pinto da Costa no hospital da Luz, a ser assistido por um eventual enfarte, no mesmo instante em que o presidente do FC Porto almoçava num restaurante da Mealhada. Pelo menos, essa é a explicação mais razoável. Há outras, menos simpáticas. Afinal, depois dos últimos 25 anos, não falta quem queira ver Pinto da Costa pelas… costas. Para já, contudo, as notícias do enfarte do presidente do FC Porto são muito exageradas.

Sem excepções
Queremos ganhar ao Benfica sempre.
Bosingwa, jogador do FC Porto

04/04/08

O tri é pouco

O champanhe está preparado e Jesualdo Ferreira assegura que não há processos disciplinares que desviem a equipa do objectivo de carimbar já o título e festejar ao lado dos adeptos. Com a renovação oficializada, o professor mostrou-se bastante ambicioso e até já falou em continuar a fazer história, ganhando, quem sabe, o tetra e o penta.

Acredita que este será um jogo de festa?
Pode ser. Sentimos que é um jogo difícil porque, além da qualidade do Estrela, existe um acréscimo de pressão positiva. O público vai estar à espera que a equipa ganhe. Neste quadro emocional, será mais difícil do que numa situação normal. Mas estamos determinados em fazer um jogo que nos permita vencer para, no fim, festejarmos o título. A superioridade sobre os adversários é evidente e os jogadores merecem festejar com os adeptos. Por isso, sábado [amanhã] será um dia especial.
Sente ansiedade nos jogadores?
A equipa quer jogar depressa, o que é bom. Não digo depressa, a correr, mas no sentido temporal. Se pudesse ser hoje era melhor. É bom porque não vou ter de falar muito antes do jogo para conseguir que entrem determinados.
Como têm sido estes últimos dias de trabalho?
No FC Porto, o treino varia entre uma hora e hora e meia, mas a intensidade é sempre forte e trabalha-se muito. Não houve diferenças para as outras semanas em que os jogos não tinham este fim anunciado.
Mas os jogadores falam com insistência no título?
Ninguém dentro do plantel sente que se esteja a pôr em causa o campeonato. O que repudio é se as análises forem desonestas em relação ao nosso mérito. O FC Porto foi melhor e é honestamente obrigatório que nos dêem o mérito da nossa prestação desportiva. Para nós, equipa e sócios, se ganharmos ao Estrela da Amadora seremos campeões e ninguém nos vai tirar isso. Estamos habituados a festejar e, se ganharmos, vamos festejar, disso ninguém duvide.
Quando chegou não tinha títulos, mas, para o ano, pode entrar na história como o primeiro treinador português a ganhar três campeonatos seguidos…
Seria óptimo. Sei que esta é a segunda vez que há um tri no FC Porto, mas não fui só eu quem o conseguiu. Vou ser apenas bicampeão, porque o outro foi ganho pelo senhor Co Adriaanse. Mas quero mais. A ambição é estar cá para o ano para garantir quatro campeonatos seguidos e depois cinco, se as coisas se proporcionarem. Quem vai ter de correr atrás disto são os nossos adversários.

Fonte: O Jogo


"Modernidade de Jesualdo" Crónica d'O Jogo de Hugo Sousa

Poderá um treinador moderno ser apenas a soma de resultados? Tenho dúvidas. Por outro lado, não duvido de que um treinador estará sempre na moda se os conseguir. Parece uma contradição, mas é bem capaz de resumir estes quase dois anos de Jesualdo no FC Porto: os resultados arrumam a questão da competência, mas, volta e meia, não impedem que se desenterre a da empatia. Afinal, conquistou ou não a simpatia dos adeptos? Parece sensato dizer-se que vai conquistando aos poucos, ao jeito de um corredor de fundo que elege a frieza como arma principal. Ser glacial é uma forma de estar, tão legítima como qualquer outra. Terá sido, aliás, uma boa maneira de serenar os efeitos do furacão Adriaanse.
Mas, apesar de mais esbatidas, as resistências que o próprio Jesualdo admitiu ontem ter sentido - porque era português, porque tinha treinado o Benfica, porque nunca tinha ganho nada, enfim, porque sim… - podem ter aparecido encadeadas pela incapacidade de se explicar aquele "não sei o quê" que parece sempre faltar-lhe. Não faltando títulos, sobra a parte da personalidade reservada como hipótese a considerar. Ou muito me engano ou, ao dizer que o tri não lhe chega, como disse ontem, Jesualdo começa a perceber a importância da comunicação, sobretudo quando parece espontânea, na modernidade de um treinador.

Mais vale só...
Um treinador depende dos resultados e é um homem só.
Jesualdo Ferreira, treinador do FC Porto, ontem

03/04/08

F.C. Porto e Jesualdo Ferreira renovam ligação de sucesso

O acordo estava assente e foi oficializado, ao início da tarde, no Estádio do Dragão. Jesualdo Ferreira prolongou o seu vínculo com os Dragões por uma época, tendo o reforço da condição ganhadora como objectivo desejado. Em nome da direcção azul e branca, Jorge Nuno Pinto da Costa fez questão de expressar a «alegria e confiança no futuro» portista sob o leme do técnico dos Dragões.
Renovadas as assinaturas que oficializam o prolongamento da ligação de sucesso encetada em 2006/07, foi a vez dos dois intervenientes expressarem de viva voz o contentamento pelo passo agora consumado.
Para Jorge Nuno Pinto da Costa, «bastou um simples aperto de mão» para que a renovação ficasse acordada, garantindo que ambas as partes já estão, há muito, «a preparar a nova temporada».
Encarando o prolongamento do vínculo do técnico como uma «situação lógica», o presidente dos Dragões reforçou, em nome de toda a direcção, a alegria pelo acto agora formalizado, sinal do «reconhecimento pelo trabalho efectuado e confiança no futuro», num destino que antevê «decididamente ganhador».
Jesualdo Ferreira expressou igualmente o seu contentamento pelo reforço da ligação ao F.C. Porto, que encara como a oportunidade ideal para continuar a pertencer a uma «estrutura séria, que ganha e melhora diariamente e que, por isso, é a melhor», considerou.
O técnico revelou a intenção clara de prosseguir o trabalho de sucesso, tendo em vista a obtenção do objectivo de sempre: «ganhar e dar alegrias aos adeptos, na próxima temporada e já esta época, nas duas competições que ainda temos para disputar», concluiu.

Fonte: Site Oficial

06/03/08

Adeus e até já

FICHA DE JOGO

UEFA Champions League, 1/8 final, 2ª mão
Estádio do Dragão, no Porto
5 de Março de 2008
Assistência: 45.316 espectadores

Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)
Árbitros assistentes: Darren Cann e Michael Mullarkey
4º Árbitro: Robert Styles

F.C. PORTO: Helton; Bosingwa, Pedro Emanuel «cap», Bruno Alves e Fucile; Lucho, Paulo Assunção, Raul Meireles; Sektioui, Lisandro e Quaresma
Substituições: Bosingwa por Mariano (54m); Sektioui por Farías (58m); Raul Meireles por Cech (98m)
Não utilizados: Nuno, João Paulo, Kazmierczak e Adriano
Treinador: Jesualdo Ferreira

SCHALKE 04: Neuer; Rafinha, Bordon «cap», Krstajic e Westermann; Jones, Grossmuller, Ernst e Kobiashvili; Halil Altintop e Kuranyi
Substituições: Kuranyi por Asamoah (78m); Grossmuleer por Rakitic (111m); Bordon por Howedes (114m)
Não utilizados: Schober, Varela, Lovenkrands e Vicente Sánchez
Treinador: Mirko Slomka

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Lisandro (86m)
Penalties: Lucho; Rafinha, Rakitic, Altintop e Jones
Disciplina: cartão amarelo a Kuranyi (33m), Jones (57m), Westermann (65m), Lucho (114m), Kobiashvili (116m); cartão vermelho a Fucile (82m)

02/03/08

Dorival Yustrich





Dorival Knipel nasceu em Corumbá a 28 de Setembro de 1917 e ganhou o apelido de Yustrich pelas semelhanças físicas com Juan Elias Yustrich, famoso guarda redes argentino do Boca Juniors. Dorival Yustrich notabilizou-se por ser um técnico exigente, disciplinador e arrogante. Na década de 1950, já como treinador com fama de disciplinador, não permitia que os seus atletas fumassem, deixassem a barba por fazer e usassem cabelo comprido. Não tolerava atrasos e falta de empenho nos treinos. No Brasil, ganhou a alcunha de "Durão" porque, além da arrogância que exibia, tinha uma compleição física que impunha respeito. Envolvia-se em constantes atritos com jogadores, colegas, dirigentes e até com a imprensa. Ainda no Brasil, em 1953, foi expulso do Atlético Mineiro pelos próprios jogadores, descontentes pela forma como Yustrich tratava alguns atletas.
Completamente surrealista a foto em cima, publicada no jornal A BOLA em 1958, em que Yustrich, já como treinador do FC Porto, salta do banco para insultar um árbitro acabando por espezinhar Hernâni (um ídolo do FC Porto na altura) que tinha acabado de ser expulso. Mas os atritos entre Yustrich e Hernâni já vinham de longe. Em 1958, o FC Porto goleou o Oriental por 5-0 e Yustrich mandou os jogadores agradecerem ao público o apoio que lhes tinha sido dado. Hernâni foi o único a não cumprir a ordem porque não estava para "alimentar as palhaçadas do treinador", foi o suficiente para se iniciar uma discussão que culminou com um troca de socos. No final da temporada Yustrich foi dispensado.
Apesar do mau feitio, foi Dorival Yustrich que levou o FC Porto ao título nacional (1955/56) após um jejum de 16 anos."O FC Porto é um elefante adormecido que não sabe a força que tem" comentou Yustrich depois de ser campeão.
Yustrich terminou no Cruzeiro a sua carreira de treinador. Retirou-se para o mais completo anonimato e só foi notícia novamente em 1990, ano do seu falecimento.

Fonte: http://paixaopeloporto.blogspot.com

17/02/08

Marítimo 0 Porto 3 (Ficha do Jogo)

Local: Estádio dos Barreiros, no Funchal (8.000 espectadores)
Árbitro: Pedro Henriques (Lisboa)
MARÍTIMO: Marcos, Ricardo Esteves, Ediglê, Van Linden, Evaldo, Bruno, João Luís, Mossoró (Gonçalo, 73m), Marcinho, André Pinto (Kanú, 63m) e Djalma.
Treinador: Sebatião Lazaroni.
FC PORTO: Helton, Fucile (João Paulo, 71m), Pedro Emanuel, Bruno Alves, Cech, Paulo Assunção, Lucho González, Raul Meireles (Kazmierczak, 73m), Lisandro López, Farías (Tarik Sektioui, 65m) e Quaresma.
Treinador: Jesualdo Ferreira.
Marcador: 0-1, Lisandro Lopez (45+2m); 0-2, Tarik Sektioui (68m), 0-3, Lisandro López (82m)
Acção disciplinar: Cartões amarelos – Lucho González (21m), Djalma (21 e 60m), Raul Meireles (44m), André Pinto (45+1m), Kazmierczak (76m), Pedro Emanuel (80m); Cartão vermelho – Djama (60m)

16/02/08

Marítimo 0 FC Porto 3




José Monteiro da Costa

Foi presidente do Futebol Clube do Porto, entre 1906 e 1911.

Datas importantes do seu mandato:
1906 - reactivação do FC Porto
1906 - construção do Campo da Rua da Rainha

Em 1906, após um breve interregno de um ano, o dirigente José Monteiro da Costa deu um novo e definitivo impulso ao FCP, passo importante para o enraizamento do Clube. Para além do reforço no âmbito do futebol, começaram-se a praticar no clube modalidades como o ténis, o boxe, o atletismo, o halterofilismo e a natação. José Monteiro da Costa foi eleito presidente da direcção do F.C.P. a 9 de Fevereiro de 1907, na primeira Assembleia Geral do Clube.
Na altura, a sede encontrava-se na única instalação própria do F.C.P. que era o Campo da Rainha, na Rua da Rainha (actualmente Antero de Quental) nº 371.
Em 1910, em regulamento interno com carácter estatutário, o Futebol Clube do Porto definiu por completo o seu emblema: a bola de futebol azul com linhas brancas e a sigla F.C.P. com a figura do Dragão - um símbolo de misticismo e de poder. Nesse ano iniciou-se, também, a secção de ginástica e o ténis de mesa.
O Campo da Rua da Rainha foi o primeiro campo do Futebol Clube do Porto, que serviu de casa ao clube de 1906 a 1912, altura em que foi substituído pelo Campo da Constituição.
Reactivado em Agosto de 1906 por José Monteiro da Costa, o FC Porto procurou de imediato um local onde construir as suas instalações desportivas. Junto à casa do refundador e presidente, na Rua da Rainha (cujo nome seria alterado após a Implantação da República para Rua Antero de Quental), havia um terreno alugado à Companhia Hortícula Portuense, do qual sobrava um espaço não cultivado. Decidiu-se aproveitá-lo, tendo Jerónimo Monteiro da Costa, pai de José, presidido à comissão instaladora. Construiu-se apenas um pequeno campo de 30x50 metros - o primeiro campo relvado em Portugal - mas ainda em 1906 os viveiros de plantas seriam transferidos para outro local, permitindo ao FC Porto criar um campo com as medidas oficiais rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo (para saltos e lançamentos), balneários e um bar.
Em 1907 a sede do FC Porto foi transferida da sua primeira localização, na Rua de Santa Teresa, para junto do Campo da Rua da Rainha. No mesmo ano foi acrescentado ao complexo um campo de ténis.
No final do ano de 1911 o FC Porto foi informado de que teria que desocupar o terreno da Rua Antero de Quental, para que no local fosse construída uma fábrica. A mudança para o Campo da Constituição realizar-se-ia cerca de um ano depois.

Momentos especiais
15 de Dezembro de 1907 - FC Porto x Real Fortuna de Vigo, primeira recepção de um clube português a uma equipa estrangeira. Desconhece-se o resultado.
2 de Abril de 1911 - FC Porto 3 x 1 Boavista, que garantiu a vitória na primeira edição da Taça José Monteiro da Costa, o primeiro título oficial da história do FC Porto.

13/02/08

Kazmierczak: «Já aprendi muito no clube e estou feliz por cá estar»

Autor de um golo magistral frente ao Sertanense, Kazmierczak promete continuar a trabalhar para encontrar o seu espaço na equipa, embora admita não ser fácil, face à enorme qualidade dos jogadores que constituem o plantel. Feliz no F.C. Porto e por tudo o que já aprendeu no clube, o médio remete para o treinador a decisão de jogar ou não contra o Marítimo, lembrando que o mais importante é a equipa estar a preparar-se bem para esse desafio.
Eis as declarações do número 25 azul e branco, proferidas esta terça-feira de manhã, no relvado do Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no decorrer da «super flash» de antevisão do encontro da 19ª jornada da Liga 2007/08, marcado para as 20h30 da próxima sexta-feira, no Estádio dos Barreiros, na Madeira.
«Jogar contra o Marítimo dependerá do treinador. Vou continuar a fazer o meu trabalho da melhor maneira possível e depois logo se verá. O mais importante é que a equipa se está a preparar bem para este desafio.»
«Quando não jogamos muito, é mais difícil, mas agora sinto-me melhor e, tal como todos os jogadores, sempre que o treinador me dá uma oportunidade, esforço-me para jogar muito bem.»
«Temos um jogo na sexta-feira e é com ele que estamos preocupados. Só depois é que começaremos a pensar no próximo encontro.»
«Temos realizado apenas uma partida por semana, mas tenho a certeza de que estamos bem preparados para voltar a jogar com menos dias de intervalo.»
«Nunca se sabe, mas é verdade que posso ter mais oportunidades para jogar daqui para a frente, uma vez que ainda estamos a disputar o campeonato, a UEFA Champions League e a Taça de Portugal.»
«Será difícil marcar presença no Europeu, mas ainda faltam cerca de quatro meses para o início da competição e, caso eu comece a jogar mais, tudo pode acontecer.»
«Nunca pensei em sair do F.C. Porto, pelo contrário. A minha vontade é ficar aqui. Assinei contrato e quero lutar por um lugar na equipa, embora saiba que não é fácil. Já aprendi muito no clube e estou feliz por cá estar.»
«Não temos preferência por nenhum adversário para os quartos-de-final da Taça de Portugal. Vamos aguardar pelo resultado do sorteio e fazer de tudo para ganhar a eliminatória, quer seja contra o Sporting, o Benfica ou qualquer outra equipa.»
«Quando vim para o F.C. Porto, já sabia que não ia ser fácil jogar, dada a enorme qualidade dos jogadores que constituem o plantel. Talvez esperasse já ter jogado um pouco mais, mas o futebol é assim mesmo. Hoje joga-se, amanhã talvez não. Nunca se sabe. A própria vida é um processo de aprendizagem e eu estou aqui para aprender.»